<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150</id><updated>2012-01-29T22:17:10.306-02:00</updated><title type='text'>Entre umas e muitas</title><subtitle type='html'>Para quem gosta de ler e dos meus comentários às vezes ácidos demais, aí vai uma boa oportunidade. Nada de discussões inúteis sobre as postagens (sou meio tirânica) mas críticas construtivas são mais do que bem vindas. Antes que eu esqueça: não aceito postagens anônimas. Quer criticar, tem de mostrar a cara, como eu faço.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>116</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-545850191514985473</id><published>2012-01-29T22:16:00.002-02:00</published><updated>2012-01-29T22:17:10.312-02:00</updated><title type='text'>Irresponsabilidade punida</title><content type='html'>Por morar em Piracicaba e trabalhar em Americana pego a Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304) todos os dias e vejo cotidianamente motoristas irresponsáveis colocarem em risco a vida de pessoas com ultrapassagens perigosas a velocidades bem acima dos 100km/hora permitidos na pista. Um fato que tenho observado é que muitos desses motoristas são funcionários de empresas que, a despeito de estarem em horário de trabalho e com veículos que não são de sua propriedade, se aproveitam de uma suposta impunidade para fazerem todo tipo de loucura no trânsito, na certeza de que jamais serão denunciados. &lt;br /&gt;No último dia 18 testemunhei uma dessas loucuras. Dois carros de uma empresa terceirizada da Telefônica estavam na rodovia correndo como loucos, praticamente fazendo uma “racha” em uma pista que estava bastante movimentada, por volta das 19h. Um deles passou por mim pela direita e por pouco não me fez parar no canteiro central. Como eu estava a 120km/hora, calculo que ele devia estar a uns 140 km/hora. &lt;br /&gt;Ao invés de ficar xingando, liguei para a Polícia Rodoviária de Piracicaba e descrevi os dois carros. Quando passei pela Polícia ambos estavam sendo autuados. Parei e peguei a placa dos dois para reclamar à terceirizada. Achei que conseguiria o contato da empresa facilmente com a assessoria de imprensa da Telefônica, mas me enganei. Para meu espanto, a jornalista que me atendeu disse que a Telefônica não informava o contato de suas terceirizadas. Questionei a colega sobre essa proibição, e pude perceber que ela estava muito mais preocupada em saber se eu ia escrever mal da Telefônica em algum lugar, do que em me ajudar a simplesmente fazer uma reclamação na empresa sobre os funcionários. &lt;br /&gt;Resumindo: por sorte, uma amiga do Face tem um irmão que trabalha nessa terceirizada, que entrou em contato comigo, e os dois funcionários receberam uma advertência e receberão orientações do técnico de segurança do trabalho sobre esse tipo de comportamento na estrada. Por isso, posso elogiar a TEL por ter se posicionado sobre o assunto e me dado essa satisfação, e lamentar a omissão da assessoria de imprensa da Telefônica. Se dependesse deles, eu até agora não teria conseguido entrar em contato com a empresa para falar sobre esses funcionários. De que adianta gastar milhões em propaganda se, quando um problema desses ocorre a Telefônica, ao invés de tentar ajudar o reclamante, fica blindando as terceirizadas? Depois não pode reclamar quando as pessoas não entendem que os carros são terceirizados e quando as pessoas falam que os motoristas da Telefônica correm como loucos nas estradas, coisa que já vi muito acontecer na SP-304.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-545850191514985473?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/545850191514985473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=545850191514985473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/545850191514985473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/545850191514985473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2012/01/irresponsabilidade-punida.html' title='Irresponsabilidade punida'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2854995222154444475</id><published>2012-01-18T10:06:00.001-02:00</published><updated>2012-01-18T10:06:39.014-02:00</updated><title type='text'>Comportamentos lamentáveis</title><content type='html'>Impossível ficar imune ao que houve no BBB no final de semana. Sobre o comportamento do Daniel, o que posso dizer que foi lamentável e vergonhoso, mas não posso mais dizer que foi criminoso, porque sua suposta vítima declarou à Polícia que tudo que houve foi consensual. &lt;br /&gt;Para mim, muito mais vergonhoso agora foi o comportamento de Monique. Se foi abusada e se recusa a admitir o fato, pode ter várias razões para isso. Porém, ao se recusar a fazer o exame de corpo delito, Monique deu um tapa na cara das mulheres. Quando se recusou a saber se foi realmente violentada, ela disse a todas às mulheres que bebem além da conta que podem ser estupradas e depois têm de ficar quietas. Se Monique deixou de realizar o exame por ter certeza de que não houve penetração – e acredito nisso, porque é basicamente impossível uma mulher não saber disso, principalmente se aconteceu sem sua vontade – então Daniel foi injustamente acusado de um crime grave. E, se Monique deixou o assunto acabar simplesmente porque está ganhando algo com isso (o que não é de se duvidar, em se tratando de TV Globo), ela se comporta como uma prostituta. Teve seu corpo violentado e ela mesma violenta seu caráter, em nome do “sucesso” e de ficar em uma casa onde, supostamente, foi atacada sem que ninguém fizesse nada para defendê-la. &lt;br /&gt;No final de tudo isso, mantenho a conclusão que havia chegado antes: jogada pura para subir o Ibope, e que deu certo. Para quem não sabe, no dia da expulsão de Daniel, a audiência da casa subiu 80%. Todo mundo saiu ganhando – Monique, a suposta vítima, que agora vai ter o dobro de atenção dentro da casa, e a Globo, que conseguiu turbinar sua audiência. Até Daniel saiu ganhando – porque agora ficou conhecido, vai dar mil e uma entrevistas, daqui a pouco está em algum ensaio fotográfico. Quem perdeu? As mulheres que já foram ou serão estupradas. Monique apenas reforçou o estereótipo de que mulher pede para ser estuprada quando se veste de maneira vulgar ou toma um porre – por isso, para mim, seu comportamento é mil vezes mais lamentável do que o de Daniel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2854995222154444475?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2854995222154444475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2854995222154444475&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2854995222154444475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2854995222154444475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2012/01/comportamentos-lamentaveis.html' title='Comportamentos lamentáveis'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-9063801352255097847</id><published>2012-01-15T17:15:00.001-02:00</published><updated>2012-01-15T17:15:25.270-02:00</updated><title type='text'>Missão quase cumprida</title><content type='html'>Próximo sábado faço 40 anos. Parecia que ia demorar muito a chegar essa data, mas quando me dei conta, ela começou a aparecer bem alto no horizonte, há mais ou menos seis meses, quando percebi que estava chegando aos dígitos que marcam o verdadeiro início de tudo. Afinal, não vivem dizendo que a vida começa aos 40?&lt;br /&gt;Assim como em várias datas redondas, chegar aos 40 faz a gente parar e dar uma bela refletida na vida. Aos 15 pensamos no que estaríamos fazendo quando chegássemos aos 18; aos 20 pensamos no que vamos fazer quando chegarmos aos 25; aos 30 queremos estar com a vida estabilizada... E aos 40, o que nos espera? O que alcançamos?&lt;br /&gt;Não escapei desse clichê da autoanálise do que conquistei e do que deixei de conquistar ao longo desses anos. Não vou dizer que sou uma pessoa realizada em todos os aspectos, mas dentro do que me propus em minha vida, consegui realizar muitos objetivos que havia proposto bem lá atrás. Minha viagem ao Egito, por exemplo, que desde criança eu dizia que iria conhecer. Demorou, mas antes dos 40 eu realizei esse sonho. &lt;br /&gt;Conseguir minha realização profissional era o que eu mais queria. E sim, eu sou realizada profissionalmente. Como todo mundo, existem problemas, mas o fato de eu trabalhar naquilo que sempre quis me faz uma pessoa feliz com o que faço. Poderia talvez ter conquistado mais nesse aspecto? Sim, mas quem sabe se eu estaria melhor do que estou hoje?&lt;br /&gt;Estou falando tudo isso porque, nesta autoanálise que fiz dessas quatro décadas, pude chegar à feliz conclusão de que, no final, consegui conquistar quase tudo que queria. Não que minhas ambições tenham acabado – mas estou feliz com o que tenho neste momento. Não me lamento por aquilo que poderia ter feito quando mais nova e não fiz. Se não o fiz, é porque não era tão importante assim. O que fiz, errando ou acertando, me fez chegar às quatro décadas sem arrependimentos. &lt;br /&gt;Ao fazermos essas análises da vida, vejo muita gente se apegando àquilo que não fez, que não conseguiu, e esquecendo o que foi conquistado. Muitas vezes temos até mais do que aquilo que esperávamos mais, por ambições que nem chegam a ser nossas, acabamos frustrados por não estarmos naquele patamar esperado. E me vem a pergunta: mas esperado por quem?&lt;br /&gt;Para quem quase foi ficar com São Pedro (sim, eu acredito que vou para o céu), avalio que chegar aos 40 anos com saúde é a maior conquista que eu podia ter. Ainda tenho ambições e sonhos a serem realizados – que com certeza chegarão na hora certa. Enquanto isso, aproveito e sou feliz pelo que consegui até agora. O que vier no futuro, com certeza, será muito bem valorizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-9063801352255097847?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/9063801352255097847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=9063801352255097847&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/9063801352255097847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/9063801352255097847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2012/01/missao-quase-cumprida.html' title='Missão quase cumprida'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5136597903442297464</id><published>2011-12-31T12:42:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T12:43:04.913-02:00</updated><title type='text'>366 dias para fazer o melhor</title><content type='html'>Mais um ano se acabou e, chegando a 2012, sempre vem junto aquele sentimento de que “as coisas vão ser diferentes”. Esses dias vi uma frase que me fez questionar esse sentimento: “Não é 2012 que tem de ser diferente – é você”. Refletindo sobre o pensamento, cheguei a uma conclusão mais que óbvia – realmente, quem tem de ser diferente somos nós.&lt;br /&gt;Temos 366 dias (esse ano é bissexto!) pela frente para novamente sermos inundados pelo sentimento de que algo vai mudar. Quando chega dezembro, as famosas promessas começam a ser feitas: vou emagrecer (essa minha e de milhões de mulheres é clássica!), vou parar de fumar, vou sair menos, vou economizar, vou visitar mais meus amigos, vou me dedicar mais à família.&lt;br /&gt;Parece que, quando o relógio bate a meia-noite, todos esses pensamentos, que com certeza nos assaltam ao longo do ano, chegam de uma vez só para nos lembrar que precisamos mudar. Afinal, se o ano mudou, por que nós devemos continuar sendo as mesmas pessoas?&lt;br /&gt;Mudanças são bem vindas e ganhar 366 dias para usar da maneira que quiser é um bom presente para quem pretende transformar sua vida. Mas por que esperamos o dia 1º, a segunda-feira, as férias, para tomarmos atitudes que podem melhorar a nossa vida?&lt;br /&gt;Em dezembro estive em várias confraternizações. Em todas elas, a mesma tônica nas conversas: “Puxa, devíamos nos reunir mais vezes”, “Está tão gostoso aqui, pena que confraternização só tem em dezembro”. E por que não podemos nos reunir com amigos, colegas de trabalho e familiares mais vezes ao longo do ano? Por que temos de esperar que o “espírito natalino” chegue para dizermos às pessoas o quanto gostamos delas e o quanto elas são importantes em nossas vidas? Ou será que esse sentimento desaparece tão logo o calendário se acaba e uma nova folhinha toma o seu lugar? &lt;br /&gt;Podemos, ao longo do ano, mudarmos pequenas coisas aos poucos e, quando chegarmos lá no final, percebermos que todos aqueles objetivos que colocamos como obrigatórios de serem iniciados no dia 1º podem ser na verdade começados em qualquer época do ano. Basta ter força de vontade. &lt;br /&gt;Espero que você, assim como eu, tenha todos os seus objetivos alcançados em 2012. Que os 366 dias à frente sirvam para que o seu melhor seja mostrado, e que o seu pior, quando aparecer, seja encoberto pelas suas boas atitudes. Que seus familiares e amigos continuem o amando, e que seus inimigos (permita Deus que não os tenha!) percebam o quanto você é valioso como aliado. Em tempo: amanhã, pela milésima vez em minha vida, começo um novo regime. As outras mudanças pretendo fazer aos poucos. Feliz 2012!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5136597903442297464?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5136597903442297464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5136597903442297464&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5136597903442297464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5136597903442297464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/12/366-dias-para-fazer-o-melhor.html' title='366 dias para fazer o melhor'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8680662364441846326</id><published>2011-12-18T11:46:00.001-02:00</published><updated>2011-12-18T11:46:34.672-02:00</updated><title type='text'>Vamos divulgar gentileza?</title><content type='html'>O Facebook ganhou força no Brasil como um espaço para reclamações contra empresas, desabafos de consumidores mal atendidos, e, de uns tempos para cá, passou a ser o principal veículo para divulgação de crimes bárbaros. Fotos de supostos estupradores, espancadores, e pessoas que maltratam animais dia a dia preenchem as páginas, muitas vezes sem que a veracidade do crime tenha sido autenticada. Em todas as postagens, a mesma tônica: o suposto acusado merece ser tratado da mesma maneira que cometeu seu crime. Assim, a incitação à violência, que todos dizem ser contra, parece unânime quando se trata de punir um criminoso.&lt;br /&gt;A semana terminou com mais uma denúncia de maus tratos a animais, com o vídeo de uma mulher batendo em um yorkshire, que acabou morrendo. Por mórbida curiosidade vi as imagens que realmente deixam qualquer um revoltado, principalmente porque a violência contra o pequeno animal é cometida em frente ao filho de três da mulher, que assiste a tudo passivamente, e acredito que sem entender direito o que está se passando. O vídeo estava sendo exaustivamente partilhado por quase todos os membros do site, e ao mesmo tempo todos os dados pessoais da mulher foram divulgados. &lt;br /&gt;Muitas vezes me pego com raiva de agressores, principalmente quando o crime é cometido contra crianças. A vontade que me dá é de fazer com a pessoa a mesma coisa que ela fez com o pequeno indefeso, mas meus instintos de humanidade sempre se sobrepõem a esse sentimento. &lt;br /&gt;Noto que, quando a postagem se refere à violência, preconceito, crime, enfim, a acontecimentos negativos e chocantes, as postagens são partilhadas sem descanso. Parece que a minha raiva precisa ser repartida com meus amigos, que por sua vez partilharão com seus amigos, e assim sucessivamente. Já postei textos sobre assuntos assim, mas dei hoje uma busca em meu histórico e notei que a grande maioria de minhas postagens versam sobre cultura, imagens engraçadas ou irônicas, e muita mensagem positiva. &lt;br /&gt;O colega jornalista Marcelo Pendezza na sexta-feira fez no Facebook um desabafo que me inspirou a esse texto: está na hora de começarmos também a divulgar coisas boas no site. Para coroar seu pensamento, Marcelo colocou a frase célebre do profeta Gentileza: “Gentileza gera gentileza”. &lt;br /&gt;Concordo com o colega. Devemos sim nos indignar com acontecimentos absurdos como uma agressão a um animal indefeso, mas na mesma medida podemos e devemos divulgar sempre atos de companheirismo, de amor ao próximo, de fé em Deus, de alegria. Muitas vezes um dia que começou ruim pode mudar com uma palavra amiga, com uma piada engraçada, com um pensamento positivo. Nossos instintos de vingança e raiva precisam ter a mesma intensidade de nossos valores positivos. Para mim, essa é a melhor maneira de se começar a melhorar a sociedade, e conseguir com que esses acontecimentos negativos passem a ser mais raros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8680662364441846326?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8680662364441846326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8680662364441846326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8680662364441846326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8680662364441846326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/12/vamos-divulgar-gentileza.html' title='Vamos divulgar gentileza?'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2496151497216607658</id><published>2011-11-20T20:20:00.001-02:00</published><updated>2011-11-20T20:20:18.354-02:00</updated><title type='text'>Natal muito antecipado</title><content type='html'>Pouco passamos do meio do mês e os enfeites e músicas de Natal já tomam conta de lojas, ruas e casas. Em outubro me lembro de ter visto a primeira propaganda de Natal, enquanto assistia a um seriado num canal pago. Achei interessante aquela propaganda, jogada no meio da programação, e ainda lembro que pensei que o canal estava bem adiantado em relação aos outros. Pouco tempo depois, em outras emissoras, vi que o espírito natalino também já havia chegado.&lt;br /&gt;A sensação que tenho, com o passar dos anos, é que o tempo agora anda numa velocidade muito acima da média. Lembro-me que, quando criança, eu ficava esperando ansiosa para chegar essa época do ano – e ela somente chegava em dezembro mesmo! Meus pais tinham o costume de comprar nossos presentes um mês antes do Natal, e parecia uma tortura sem fim ver aquela caixa fechada, que somente poderia ser aberta no dia certo. &lt;br /&gt;Hoje parece que o Natal chega cada vez mais cedo. Ruas enfeitadas e músicas natalinas em outubro, quando mal saímos do Dia das Crianças, na verdade me lembram do consumismo desenfreado que se tornou a data mais importante do mundo cristão. Sempre deixamos para a última hora para comprarmos todos os presentes, mas isso não impede que as lojas estejam desde já fazendo mil ofertas mirabolantes com promessas de primeiro pagamento apenas em janeiro, ou seja, em 2012. O problema é que, na velocidade de hoje em dia, o ano que vem está cada vez mais próximo. &lt;br /&gt;Com isso, acredito que a grande magia do Natal esteja cada vez mais perdendo seu encanto, principalmente para os adultos. Crianças sempre vão se encantar com a figura do Papai Noel, com as renas, com a árvore de Natal enfeitada, com todos os símbolos dessa data. Quanto mais esse espírito persistir para elas, melhor. Afinal, a expectativa de saber que os presentes estão chegando é tão gostosa quando ganhar o presente em si. &lt;br /&gt;Para muitos adultos, porém, acredito que essa chegada cada vez mais antecipada do Natal pode trazer aquele sentimento de urgência que todos temos quando mais um fim de semana se aproxima. Faltando apenas 35 dias para o aniversário de Jesus Cristo, já nos vemos às voltas com as preocupações do que comprar, para quem, e com quanto. Acredito que o verdadeiro espírito cristão ainda não tocou a grande maioria dos corações. Queria ter sentido aquela coisa gostosa de quando criança, em que a visão do Papai Noel me lembrava da reunião na casa dos meus avós e a alegria de abrir o presente tão esperado. Infelizmente, apenas senti ainda a urgência de que o tempo está passando depressa demais – sem nos dar tempo de verdadeiramente sentirmos a importância dessa data.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2496151497216607658?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2496151497216607658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2496151497216607658&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2496151497216607658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2496151497216607658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/11/natal-muito-antecipado.html' title='Natal muito antecipado'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1812366405617189950</id><published>2011-11-05T13:12:00.000-02:00</published><updated>2011-11-05T13:13:12.509-02:00</updated><title type='text'>USP envergonhada</title><content type='html'>Temos acompanhado em todas as mídias a invasão da USP (Universidade de São Paulo) pelos estudantes que são contrários à presença da PM (Polícia Militar) no campus. Estudantes esses que, nas imagens mostradas, estão sempre com o rosto coberto, igualzinho às cenas que vemos em rebelião de presídios. Estudantes esses que se consideram cabeças pensantes, mas não hesitaram um segundo antes de vandalizar um prédio público, esquecendo de que esse patrimônio não pertence somente a eles, mas a toda uma cidade universitária. Estudantes esses que, usando uma pseudo defesa de liberdade e fazendo um discurso velho de que a Polícia é violenta, querem ter o direito de usar drogas dentro de uma instituição pública sem serem incomodados. &lt;br /&gt;Ou muito estou errada ou a droga ainda não foi descriminalizada no Brasil. Portanto, usar drogas em espaços públicos é um ato passível sim de punição. Se uma pessoa estivesse fumando maconha em uma praça, ela seria levada pelos policiais do mesmo jeito. Se estivesse usando crack, também seria levada. Qual a diferença entre esses viciados e esses estudantes da USP? &lt;br /&gt;Mas o pior ponto para mim não está aí. Eles querem segurança – desde que não seja a Polícia. Claro, se for particular, não vai prender a moçada que curte ficar fumando seu baseado tranquilamente no campus. Quer fumar uma droga ilícita? Fuma em casa, na república, no vizinho. O que não se pode aceitar é que uma minoria exija que a maioria fique sem segurança. Esses estudantes alegam estar se manifestando em direito dos colegas. Se estão mesmo, por que não mostram a cara? Por que se comportam como bandidos? Para que vandalizar um prédio público?&lt;br /&gt;Ironia que esses mesmo estudantes sempre batam no peito criticando o individualismo. Quer atitude mais individualista que achar que meus colegas podem ser assaltados, estuprados e até mesmo mortos, desde que eu possa fumar meu baseado sossegado? O que podemos esperar de estudantes que se acham no direito de paralisar uma universidade porque querem usar drogas livremente em seu campus?&lt;br /&gt;Esses mesmos alunos esquecem que a droga vem de um traficante, que traficante é bandido e que se tiver de matar a sua família por causa de uma dívida de dez reais, vai matar sem pensar duas vezes. Eles esquecem que junto ao tráfico vem roubo, vem mortes, vem toda uma cadeia de crimes hediondos cada vez mais difíceis de serem controlados. Agora, fica a pergunta no ar: se um desses mesmos “manifestantes” for assaltado, estuprado ou morto, a quem vai se pedir que o crime seja elucidado? Aos traficantes? &lt;br /&gt;No momento em que esse artigo está sendo escrito a última notícia que temos é que eles devem deixar o campus até às 17h deste sábado. Talvez a solução já tenha sido encontrada, talvez eles tenham saído pacificamente, ou talvez tenha havido outro confronto com a Polícia. Independente do que houve, o resultado será o mesmo: esses estudantes envergonharam o país. Se realmente se orgulhassem do que estão fazendo, teriam mostrado a cara e não se escondido como os bandidos com quem lidam quando vão comprar drogas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1812366405617189950?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1812366405617189950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1812366405617189950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1812366405617189950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1812366405617189950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/11/usp-envergonhada.html' title='USP envergonhada'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-598390034098686940</id><published>2011-10-29T14:33:00.002-02:00</published><updated>2011-10-29T14:33:52.418-02:00</updated><title type='text'>Vergonha dos estudantes da USP</title><content type='html'>E esse bando de estudantes vagabundos que estão fazendo arruaça na USP? Desde quando a droga é liberada no Brasil? Querem fumar, vão fumar em casa, nas repúblicas, na puta que o pariu, mas não se achem no direito de fumar em local público e ainda querer dizer que a Polícia é repressora. Porque, quando acontece um crime, como a recente morte daquele estudante que foi assaltado, esses mesmos estudan...tes vão reclamar que não há segurança no campus. Aliás, todo mundo que usa drogas esquece que comprou de um traficante, que esse traficante é um bandido e que, se tiver de matar sua família para se dar bem, mata sem dó. Fosse filho meu fazendo essa baderna apanhava quando chegava em casa. Podem me chamar de reacionária, do que quiserem... Mas quer fumar maconha, aguente as consequências de fazer algo ilegal. O que não dá é para uma universidade inteira não ter segurança porque um bando de folgados que fumar maconha no campus. Que porra de individualismo é esse? Quer dizer que para eles fumarem sossegados os outros alunos podem ser mortos e estuprados sem problemas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-598390034098686940?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/598390034098686940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=598390034098686940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/598390034098686940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/598390034098686940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/10/vergonha-dos-estudantes-da-usp.html' title='Vergonha dos estudantes da USP'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6815722901305330335</id><published>2011-10-29T14:17:00.002-02:00</published><updated>2011-10-29T14:20:04.239-02:00</updated><title type='text'>Ignorância e ódio chocantes</title><content type='html'>Achei interessante ler os comentários sobre o câncer de Lula, a grande maioria comemorando o fato de ele estar doente, como se estivesse recebendo um castigo divino. Tanta ignorância e ódio me deixam pasma! Eu tive câncer duas vezes e, até onde me lembre, não fiz nada de tão grave assim para ficar doente e sofrer consequências da doença até hoje, das quais não fico me lamentando. &lt;br /&gt;Tom Jobim dizia que no Brasil sucesso é ofensa pessoal, e no caso de Lula isso fica bem claro. Interessante é que as pessoas ou parecem que não leem, ou não querem acreditar que, elas gostando ou não, ele terminou seu segundo mandato como o presidente mais bem avaliado da História do país. Será que todo mundo é ignorante? Será que todo mundo que o respeita não tem conhecimento de nada? &lt;br /&gt;E ninguém me venha com esse papo de que nunca se roubou tanto antes, que se roubou até muito mais. A grande e significativa diferença é que antes a imprensa não denunciava ou, se o fazia, era com pequenas notas, que mal eram encontradas nas páginas das publicações. Mesmo quando as denúncias existiam e eram publicadas, imediatamente eram esquecidas, ninguém ficava buscando fatos e mais fatos para elas se tornarem verdade. Ou todo mundo aqui esqueceu a roubalheira que foram as privatizações? &lt;br /&gt;Sim, eu votei em Lula nas duas vezes em que ele foi eleito, e votei em Dilma. Para mim a situação não mudou nada, mas para muita gente, que tinha bem menos condição que a minha, mudou muito. &lt;br /&gt;Agora, independente de credo político, comemorar que uma pessoa está doente, principalmente de câncer, é muita, mas muita mesmo ignorância. Que essas pessoas não tenham nunca em sua família um caso de câncer, porque elas não têm ideia do sofrimento que ele traz não somente ao doente, mas a todos que o rodeiam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6815722901305330335?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6815722901305330335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6815722901305330335&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6815722901305330335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6815722901305330335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/10/ignorancia-e-odio-chocantes.html' title='Ignorância e ódio chocantes'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-60648198517141532</id><published>2011-10-22T11:18:00.001-02:00</published><updated>2011-10-22T11:18:47.586-02:00</updated><title type='text'>Compartilhando uma lenda</title><content type='html'>Durante minhas férias estive esse ano na Argentina, onde fui conhecer geleiras maravilhosas na Patagônia, em uma cidadezinha linda chamada El Calafate. No hotel conheci uma figura muito simpática, o dono da lojinha de lembrancinhas que, além de ser um ótimo comerciante (comprei várias coisas com ele), também me apresentou uma bela história que agora compartilho com vocês. Essa história, ou lenda, surgiu quando vi umas bonequinhas simples de madeira com roupas feitas de linhas coloridas, sem feições, diferentes de todas que já havia visto em minha vida. &lt;br /&gt;Juan me contou que essas bonequinhas se chamam “macas”. Segundo a lenda local, as “macas” nasceram há muitos e muitos anos, na imaginação de uma menina que morava na montanha. Com os poucos recursos de que dispunha, ela um dia decidiu trazer as “macas” à realidade, para que levassem um pouco de sua alma e felicidade aos outros. Ela queria que suas bonecas durassem para sempre. A lenda diz que, nas casas onde são cuidadas, as macas vivem eternamente, porém, naquelas em que são deixadas de lado e esquecidas, elas simplesmente desaparecem. Assim, quem tem sorte suficiente para ter uma “maca”, não deve jamais se esquecer de cuidar dela. &lt;br /&gt;Fiquei pensando na metáfora que essa lenda faz com a amizade. Se analisarmos bem, a “maca” representa nossos amigos. Se não cuidamos nem lembramos deles, o que acontece? Eles desaparecem. É uma matemática simples, mas que as pessoas parecem ter desaprendido como fazer essa conta. &lt;br /&gt;Já falei muitas vezes aqui sobre os amigos, e quando fiz essa analogia com as bonequinhas fiquei pensando em como as pessoas se esquecem das amizades facilmente e depois ainda se acham no direito de ficarem ressentidas quando o amigo desaparece. Não digo que a gente precisa ligar todo dia ou “bater ponto” na casa dos amigos sempre. Mas um telefonema de vez em quando, uma mensagem, um e-mail, enfim, um sinal de fumaça, são importantes para que eles se lembrem de que fazem parte de sua vida. &lt;br /&gt;Claro que o inverso também tem de acontecer. Não acredito em amizades onde apenas um se esforça para manter o contato. Afinal, qualquer relacionamento é uma via de mão dupla: eu ligo, você liga, eu vou, você vai, eu me preocupo, você se preocupa. Quando esse equilíbrio se acaba, é a hora em que existem duas opções: tentar recuperá-lo, se realmente valer a pena, ou simplesmente esquecer o assunto, e tocar a vida sem ressentimentos. &lt;br /&gt;Em tempo: claro que comprei uma “maca” para mim, e até mesmo pendurei em meu carro, para todo dia ela se sentir protegida. Além disso, todo mundo que anda comigo acaba perguntando o que aquela bonequinha significa. Tenho certeza de que essa “maca” jamais vai desaparecer. Afinal, tenho por ela o mesmo cuidado que tenho por meus amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-60648198517141532?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/60648198517141532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=60648198517141532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/60648198517141532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/60648198517141532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/10/compartilhando-uma-lenda.html' title='Compartilhando uma lenda'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1612086706644439379</id><published>2011-10-07T20:01:00.001-03:00</published><updated>2011-10-07T20:01:41.189-03:00</updated><title type='text'>Vulgaridade premiada</title><content type='html'>Não assisti nenhuma temporada de “A Fazenda”. Respeito quem goste, mas prefiro gastar o pouco tempo que tenho para ver televisão com programas de outro tipo. Porém, é impossível não saber quem está na final desse reality show, já que em praticamente todos os sites que visitei hoje há uma chamada na capa falando sobre as quatro “peoas” que sobraram na disputa.&lt;br /&gt;Ao ver o grupo, cheguei a uma conclusão meio óbvia: a vulgaridade, decididamente, está conquistando lugar de destaque entre a sociedade brasileira. E, antes que algum homem venha com aquele comentário idiota de que isso é inveja porque elas são “gostosas”, existe muita mulher muito mais gostosa por aí que não fica se exibindo em poses ginecológicas num canal de televisão, nem saem com as pernas arreganhadas em revistas “sensuais”.&lt;br /&gt;Fiquei pensando em que tipo de valores dá para se esperar de Joana Machado, Valesca Popozuda, Monique Evans e Raquel Pacheco. Da primeira, temos o belo exemplo de uma mulher que, a despeito de ter sido amarrada pelo então namorado Adriano, ainda assim ficou com ele e, se hoje não estão mais juntos, foi porque o jogador tratou de sair fora do relacionamento. &lt;br /&gt;Valesca Popozuda. Quem é ela, na ordem do dia? Sei que participa de um grupo de funk e que colocou tanto silicone na bunda que consegue equilibrar um copo nela (sim, também leio essas idiotices!). Além desses dotes profundamente “artísticos”, que outra coisa importante ela fez para merecer tanto respeito da população?&lt;br /&gt;Monique Evans todo mundo conhece, e sempre foi o que é. Porém, com a idade, ela deveria estar, digamos, um pouco mais comedida. Afinal, acredito que nenhum filho gosta de ver a mãe bêbada pelada em uma piscina, fato que foi explorado exaustivamente pela mídia quando ela participou de uma outra temporada do mesmo programa. &lt;br /&gt;Por fim, Raquel Pacheco, mais conhecida por Bruna Surfistinha. Dentro da cabeça dessa meninada de hoje que, mal chegou aos 14 anos, já quer colocar silicone e ficar turbinada, ela é o exemplo de uma garota “rebelde”, que chegou ao fundo do poço, mas se deu bem. Que lição podemos tirar da história dessa garota? Que é legal se prostituir e depois ainda arrumar um marido? Que todo mundo sai fora dessa vida horrorosa? Que usar drogas e se prostituir levam você a um mundo cão, mas que para ele existe uma saída como nos contos de fadas?&lt;br /&gt;Com tantos bons “exemplos”, causou-me certo espanto que as quatro tenham sido escolhidas para permanecer na tal fazenda. E tive outro pensamento: se elas eram as melhores escolhas, o que dizer então dos outros que foram eliminados? &lt;br /&gt;Chego à seguinte conclusão: o nome “Fazenda” foi bem escolhido. Afinal, galinhas e vacas sempre conviveram bem, e o programa mostrou exatamente isso. Com destaque para as penosas e leiteiras de verdade, que com certeza devem ter tido um comportamento impecável, muito diferente das suas colegas de confinamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1612086706644439379?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1612086706644439379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1612086706644439379&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1612086706644439379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1612086706644439379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/10/vulgaridade-premiada.html' title='Vulgaridade premiada'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6582745035998814460</id><published>2011-10-05T11:36:00.002-03:00</published><updated>2011-10-05T11:36:46.923-03:00</updated><title type='text'>Rafinha merece mesmo ser defendido?</title><content type='html'>Acho interessante ver pessoas comparando o que está acontecendo com o Rafinha Bastos (a velha história babaca de "liberdade de expressão", que está sendo totalmente deturpada do seu sentido real), com a falta de punições aos nossos políticos corruptos. Se os políticos são corruptos, muito dessa impunidade é culpa nossa, que votamos naqueles que, ao chegarem ao poder, buscam apenas os benefícios que ele proporciona, se esquecendo de que devem legislar em favor do povo, e não de si próprios. Quem aqui realmente fiscaliza o que faz aquele deputado que ganhou seu voto? Acredito que raras exceções, e eu mesma não me incluo nelas. Quanto ao Rafinha Bastos, infelizmente foi preciso ele mexer com gente grande para que finalmente algo fosse feito contra suas declarações extremamente preconceituosas. Aliás, ele somente não se aventurou a fazer piadas com gays e negros porque sabe que a legislação criminaliza esse tipo de preconceito, então virou sua metralhadora contra mulheres "feias" (como se a dele fosse uma miss, e está bem longe disso!), tendo respaldo de boa parte da população masculina, o que mostra claramente o quanto ainda estamos naquele pensamento machista de que mulher pede para ser estuprada. O fato de não acontecer nada com os políticos corruptos não justifica que nada aconteça com quem dissemina preconceito e faz declarações absurdas. Não cobramos dos políticos ética e honestidade, mas isso não nos dá o direito de achar que quem se sente ofendido moralmente com as declarações desse chamado "formador de opinião" fique calado e não tome as medidas que achar cabíveis. Assim como a grande maioria das pessoas, Ronaldo se posicionou contra Rafinha quando se sentiu atingido por causa de seu sócio - mas quantos de nós buscamos direitos e cobramos obrigações apenas para os outros, sem interesse próprio? Portanto, quem está tão indignado com o que houve com esse humorista, deveria também usar essa indignação para coisas mais úteis - como, por exemplo, para o tratamento dado normalmente às vítimas de estupro, que são geralmente acusadas, nas entrelinhas, de terem "procurado" a violência da qual foram vítimas. Falta muito para que nossos políticos sejam realmente representantes do povo, mas acho que aidna falta muito mais para que as pessoas entendam que um erro jamais vai justificar outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6582745035998814460?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6582745035998814460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6582745035998814460&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6582745035998814460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6582745035998814460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/10/rafinha-merece-mesmo-ser-defendido.html' title='Rafinha merece mesmo ser defendido?'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-4816390500730509643</id><published>2011-09-21T14:14:00.001-03:00</published><updated>2011-09-21T14:14:51.666-03:00</updated><title type='text'>Futuro construído agora</title><content type='html'>Esta semana assisti ao filme “O Homem do Futuro”, com o excelente Wagner Moura e a bela (e talentosa) Alinne Morais. Uma comédia romântica despretensiosa, o longa conta uma historinha meio batida, sobre um cientista fracassado no amor que quer voltar ao passado para consertar seu romance com a namorada. Para isso, ele constrói uma máquina do tempo e nela embarca, a fim de fazer com que sua vida tenha um destino diferente.&lt;br /&gt;Apesar de a intenção do filme ser fazer rir, me peguei avaliando o que faria se eu pudesse viajar no tempo. Acredito que todo mundo já tenha se imaginado em uma cápsula do tempo, seja para voltar à saudosa infância, visitar tempos antigos, conhecer a Grécia em seu apogeu, ver o primeiro show dos Beatles. &lt;br /&gt;Também muitas vezes pensamos em como podíamos ter feito isso ou aquilo diferente, e o que teria acontecido se tivéssemos adotado atitudes diversas daquelas que tomamos, e que resultaram em nosso presente. Esse pensamento pode ser confundido com o velho arrependimento, que muitas vezes nos acomete com aquela famosa frase: “Ah, se arrependimento matasse...”.&lt;br /&gt;Raras vezes me arrependi de algo que fiz em minha vida. Inversamente, já me arrependi horrores por ter deixado de fazer muita coisa – por preguiça, medo, falta de dinheiro, de vontade, de coragem. Tenho em mente aquele clichê: prefiro me arrepender de ter feito, do que de sequer ter tentado fazer.&lt;br /&gt;Fiquei imaginando então o que eu teria feito se entrasse naquela máquina do tempo. Onde eu poderia parar? Na minha infância, que foi muito feliz? Na adolescência, quando eu ainda tinha o poder de decidir o que poderia fazer de meu futuro? Teria feito outra faculdade? Teria deixado de fazer amizades que hoje vejo não significam nada, e apenas me dedicado àqueles que realmente me valorizam? Teria casado e tido filhos?&lt;br /&gt;Depois de muito pensar, cheguei à conclusão maravilhosa de que eu não teria mudado nada. Não posso pensar no que teria sido minha vida caso eu tivesse feito outras opções, porque essa chance não existe. Construímos nosso futuro baseado no que somos hoje, e não em cima daquilo que podíamos ter feito porque, se o deixamos de fazer, significa que naquele momento não era a nossa melhor opção. Como disse Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-4816390500730509643?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/4816390500730509643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=4816390500730509643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4816390500730509643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4816390500730509643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/09/futuro-construido-agora.html' title='Futuro construído agora'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7973511952778560121</id><published>2011-09-04T20:22:00.000-03:00</published><updated>2011-09-04T20:23:19.927-03:00</updated><title type='text'>Decisão necessária à saúde</title><content type='html'>Nesta última quarta-feira foi suspenso o decreto de lei que permitia o direcionamento de 25% dos leitos de hospitais públicos administrados por OSs (Organizações Sociais) ao atendimento de planos e seguros de saúde privados. A decisão, que incomodou muitos usuários de planos de saúde e também as operadoras, é mais do que justa. Não sou usuária do SUS (Sistema Único de Saúde), e não me senti prejudicada. Muito pelo contrário, me sentiria envergonhada se precisasse dispor de um leito público (e com isso tomar o lugar de alguém na fila de espera) considerando o valor que pago ao convênio para dispor de atendimento. &lt;br /&gt;Raras vezes vi uma decisão que envolvesse os convênios ser negativa a eles. Apesar de os impostos que pagamos serem suficientes para que tenhamos um serviço de qualidade de Primeiro Mundo, muitas vezes somos obrigados a também termos um plano particular, para conseguirmos consulta e acesso a exames em tempo mais rápido (o que ainda nem sempre acontece). Todos conhecemos as mazelas que acometem o sistema público de saúde, a começar por profissionais que, apesar de concursados e pagos para trabalharem nos consultórios dos prontos socorros, muitas vezes dedicam metade do tempo que deveria a esse emprego, privilegiando sempre seus pacientes de convênios ou particulares.&lt;br /&gt;Tirar leitos de hospitais públicos e dar a pacientes de convênios é, a meu ver, um completo absurdo, uma inversão de valores e um desrespeito total ao que pagamos para ter um serviço de melhor qualidade. Antes que os conveniados pensem que a liminar foi injusta, gostaria que invertessem a situação: e se ela determinasse que os hospitais particulares dedicassem 25% dos seus leitos aos usuários do SUS? Seria justo eu, que pago o plano, ter de ficar em uma fila de espera por uma cirurgia, enquanto alguém que “não paga” estar em meu lugar?&lt;br /&gt;A lógica é a mesma usada para quem tem convênio e quer se aproveitar dos benefícios públicos. Conheço casos de profissionais que orientaram os pacientes a buscarem quimioterapia pelo SUS porque sabiam que o convênio ia negar os medicamentos – o que é ilegal, mas muita gente ainda acaba pagando ou fazendo pelo serviço público um tratamento que o plano deve pagar obrigatoriamente. &lt;br /&gt;O que me espanta é o cidadão achar normal usar um sistema público, quando paga pelo particular. O normal seria cobrar do particular um tratamento digno e de qualidade, e não ficar ocupando vagas em hospitais e leitos de quem não pode pagar. Porque, salvo raras exceções, ainda é difícil acreditar em medicina pública no Brasil. Quem pode paga convênio. Quem não pode, vai para o SUS. Com tudo isso, ainda nos achamos no direito de ocupar os poucos leitos disponíveis a essas pessoas? &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7973511952778560121?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7973511952778560121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7973511952778560121&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7973511952778560121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7973511952778560121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/09/decisao-necessaria-saude.html' title='Decisão necessária à saúde'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1670176310510379999</id><published>2011-08-21T23:14:00.001-03:00</published><updated>2011-08-21T23:14:47.999-03:00</updated><title type='text'>Punição unilateral</title><content type='html'>De acordo com balanço divulgado na última sexta-feira, a fiscalização de infrações por desrespeito ao pedestre já emitiu cerca de 4 mil multas na cidade de São Paulo desde o dia 8 de agosto. A aplicação da lei é um avanço no direito dos pedestres e no rigor com os abusos de motoristas, que ainda acreditam serem donos das ruas e senhores de avenidas. O grande número de casos de atropelamento e morte, tão comuns e que muitas vezes ficam impunes, foram o maior motivo para a implantação da legislação e aplicação da multa, como forma de educar os motoristas.&lt;br /&gt;Porém, do mesmo jeito que o rigor da lei se aplica a quem está atrás do volante, também deveria haver punição aos pedestres que, a despeito da sinalização adequada, da existência de faixas brancas de passagem, da construção de passarelas nas estradas, preferem conscientemente se expor ao risco de um atropelamento, ao invés de caminharem alguns metros a mais e transitarem por locais seguros.&lt;br /&gt;Como motorista, sei do que estou falando. Costumeiramente vejo pessoas correndo a menos de dez metros das passarelas da rodovia SP-304, por onde passo todos os dias desde setembro de 2006. Ou seja, há cinco anos vejo pedestres que, por pura preguiça de subirem a passarela, preferem se aventurar no meio de caminhões, carros, motos e ônibus que transitam pela rodovia a pelo menos 90 quilômetros por hora. Numa velocidade dessas, dificilmente um impacto desses não será fatal. &lt;br /&gt;O mais interessante é observar que, quando esse tipo de acidente acontece na pista, a grande maioria fica com pena do pedestre, como se o motorista, apenas por possuir um carro, seja automaticamente um vilão, enquanto a vítima, mesmo tendo se colocado em situação de risco, seja uma “coitada” que teve o azar de ser pega por uma máquina assassina. &lt;br /&gt;A lei que multa os motoristas para coibir atropelamentos é importante e deve ser aplicada com todo rigor. Porém, precisamos acabar com punições unilaterais. Exemplos de motoristas irresponsáveis e bêbados são mostrados à exaustão quando um acidente acontece e, infelizmente, na maioria dos casos a punição é ridícula, perto da gravidade do acidente provocado. Contudo, raramente vejo serem colocadas em destaque situações em que o próprio pedestre se colocou em risco e as implicações legais que sofre um motorista que, involuntariamente, provoca um acidente. Cobrar multa apenas de um lado dará sempre força ao outro para que os abusos sejam cometidos. Respeito no trânsito é importante – para motoristas e pedestres. Está mais do que na hora de pararmos com uma visão maniqueísta de mal e bem – e sim usarmos a lei para que ambos sejam punidos quando desrespeitarem suas obrigações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1670176310510379999?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1670176310510379999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1670176310510379999&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1670176310510379999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1670176310510379999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/08/punicao-unilateral.html' title='Punição unilateral'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7435322498723747016</id><published>2011-08-06T12:59:00.001-03:00</published><updated>2011-08-06T12:59:43.288-03:00</updated><title type='text'>Orgulho de ser uma cidadã</title><content type='html'>A lei municipal que instituiu o Dia do Orgulho Heterossexual, aprovada essa semana em São Paulo, foi um dos assuntos mais debatidos em todas as mídias após sua divulgação. Acho um tremendo desperdício de tempo e dinheiro público um vereador fazer esse tipo de proposta, além de ser uma babaquice. Mas, particularmente, acho que ele tem todo o direito de fazer a lei. Apoia quem quer, comemora quem acha necessário. A lei não obriga ninguém a sair na rua gritando e reafirmando sua orientação sexual.&lt;br /&gt;Mas discordo da gritaria que grupos de direito de defesa dos homossexuais fizeram em cima do tal projeto. Não acho que a lei vá transformar qualquer pessoa em homofóbica nem fazer com que o “movimento heterossexual” tenha mais força. Muito pelo contrário: a citada lei já virou motivo de piada e de “vergonha alheia”. Se o pessoal não tivesse feito tanto barulho em cima disso, o assunto já teria morrido. &lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que não tenho preconceito nenhum contra homossexuais. Acho lamentável quando vejo que as pessoas se afastam daqueles com diferente orientação sexual porque isso não condiz com o que elas pensam da vida. Porém, vejo que a batalha pelos direitos, que tem de ser contínua, está virando um patrulhamento ideológico exagerado. E tudo que é exagerado acaba trazendo um efeito inverso àquilo que se propõe.&lt;br /&gt;Digo isso porque agora parece que todo mundo tem de tomar um posicionamento sobre o assunto. Ou é a favor, ou é contra. Não existe meio termo – quem prefere se abster, é preconceituoso. Gostando ou não, as pessoas têm direito de ficarem quietas sobre determinado assunto. Estão sendo omissas? Sim. Mas, do mesmo jeito que eu tenho direito de sair gritando e falando e lutando pelo que acho correto, essas pessoas têm o direito de se abster sobre determinados assuntos.&lt;br /&gt;Conheço muitos homossexuais que já estiveram na Parada Gay e hoje não voltam ao desfile. Vários me disseram que o que antes era um evento para se reafirmar o orgulho de ser homossexual virou um desfile de drag queens e tresloucadas que em nada contribuem para que o respeito seja conquistado. Um amigo chegou a fazer essa seguinte comparação: seria a mesma coisa que fazer um desfile para que as mulheres sejam respeitadas, com todas elas de fio dental. A Marcha das Vadias, que tinha esse propósito, acabou caindo no ridículo. Desde quando exigir respeito é sair quase pelada na rua? Se achamos uma Valesca Popozuda ou uma Nicole Bahls vulgares ao máximo quando aparecem com roupas minúsculas em qualquer evento, como posso achar que desfilar em trajes mínimos é lutar por respeito?&lt;br /&gt;O politicamente correto está se transformando em “ditatorialmente correto”. Ou apoio, ou sou contra. Ou mostro abertamente que estou ao lado dos homossexuais, ou sou preconceituosa. Ninguém precisa ficar berrando aos quatro ventos o que apoia ou não. Respeito e direitos conquistamos com atitudes, com argumentos, com ponderação. Não é impondo “goela abaixo” nas pessoas os direitos dos homossexuais que elas deixarão de ser preconceituosas. Isso será conquistado com atitudes diárias que demonstrem, acima de tudo, respeito a todos. Deixem que alguns poucos gatos pingados comemorem o Dia do Orgulho Heterossexual, que nós celebraremos, acima de tudo, o orgulho de sermos cidadãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7435322498723747016?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7435322498723747016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7435322498723747016&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7435322498723747016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7435322498723747016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/08/orgulho-de-ser-uma-cidada.html' title='Orgulho de ser uma cidadã'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1030709868687010505</id><published>2011-07-23T14:59:00.001-03:00</published><updated>2011-07-23T14:59:55.704-03:00</updated><title type='text'>Morte anunciada e confirmada</title><content type='html'>A morte de Amy Winehouse, aos 27 anos, foi o desfecho de uma vida marcada por excessos de drogas, bebidas e escândalos acompanhados pelo mundo todo através da mídia. Lembro-me quando Amy começou a se destacar no cenário musical por sua voz fora do padrão e músicas bem escolhidas, ainda bem jovem e com um corpo bonito, um rosto saudável e uma pele brilhante.&lt;br /&gt;Em apenas cinco anos, foi possível acompanhar passo a passo tanto seu sucesso retumbante, quanto seu declínio. Aquela moça bonita que havia conquistado fãs por sua voz acabou se transformando em uma mulher que ocupava cada vez mais espaço na mídia por seus porres monumentais do que pelo seu talento.&lt;br /&gt;Não fui ao show de Amy Winehouse no começo do ano. Tenho a concepção de que meu dinheiro vale muito para ser desperdiçado com alguém que eu sabia, por conhecimento público, que mal conseguiria se manter em pé no palco, esquecia as letras de músicas e não fazia a menor questão de tratar bem seus fãs. Muita gente que foi às apresentações no Brasil saiu decepcionada com o espetáculo, apesar de que já era de se esperar o que foi mostrado por ela.&lt;br /&gt;Recentemente, Amy cancelou vários shows após ter sido vaiada na Sérvia. Numa apresentação constrangedora, ela chegou bêbada, atirou o microfone no público, errou a letra das músicas e foi vaiada por 20 mil pessoas. Foi a gota d’água para seu agente que, há pouco mais de um mês, decidiu aposentá-la indefinidamente dos palcos.&lt;br /&gt;A retirada da cantora do mundo musical não impediu que ela continuasse a ser notícia por seus porres. Tenho a impressão de que, inconscientemente, Amy estava pedindo socorro, pedindo que alguém conseguisse fazê-la parar de se matar aos poucos. Talvez essa aposentadoria forçada fosse o primeiro alerta de que algo muito sério precisava ser feito para que ela conseguisse se livrar de seus vícios. Ou talvez fosse um golpe de marketing para que, quando ela voltasse à cena, reconquistasse seu espaço no meio musical, perdido tão rapidamente como foi conquistado. Por mais que Amy fosse uma diva, a paciência dos fãs estava se esgotando.&lt;br /&gt;Lamento a morte da cantora por ver um grande talento se acabar de maneira tão decadente. Não faltam exemplos de jovens que nos deixaram da mesma forma: Jim Morrison, Jimi Hendrix, Kurt Cobain, Janis Joplin. Cantores talentosos que surgiram como cometas, conquistaram milhões de fãs e, na mesma velocidade, entraram numa curva descendente por causa das drogas. Hoje, ainda são cultuados por sua música, mas jamais lembrados como exemplos por seus estilos de vida. Deixaram sua marca artística, mas ao mesmo tempo foram esquecidos como exemplos de vida. Amy agora faz parte desse grupo. Se existe mesmo o “outro lado”, nessa hora todo mundo deve estar fazendo um show fantástico junto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1030709868687010505?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1030709868687010505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1030709868687010505&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1030709868687010505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1030709868687010505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/07/morte-anunciada-e-confirmada.html' title='Morte anunciada e confirmada'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3273467313680085819</id><published>2011-07-18T01:03:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T01:04:18.290-03:00</updated><title type='text'>Trabalhando entre amigos</title><content type='html'>Nesta quarta-feira comemoramos o Dia do Amigo. A data, que até pouco tempo era desconhecida, hoje já faz parte do calendário de muitas pessoas, que aproveitam o dia para se reunir com amigos comemorando a amizade, ou mesmo mandando mensagens àqueles que estão longe.&lt;br /&gt;Mas raramente vejo, quando falamos na data, as pessoas se referirem aos amigos do trabalho. Normalmente falamos sobre os “melhores” amigos, aqueles que estão sempre conosco em viagens, reuniões festivas, jantares, churrascos, e também em nossos momentos tristes. Mas esquecemos daqueles que, pelo menos durante um terço do nosso dia, fazem parte da nossa rotina.&lt;br /&gt;Um dos pontos mais interessantes do amigo de trabalho é que, muitas vezes, ele não tem absolutamente nada a ver com o que sou. Porque normalmente acabamos fazendo amizade com aqueles que estão de acordo com o que gostamos, estão nos mesmos lugares que frequentamos, e têm muitos pensamentos em comum conosco.&lt;br /&gt;No trabalho não. Quando começo a trabalhar em qualquer lugar, não sei se a pessoa que sentará perto de mim gosta de futebol ou não, se é calada ou falante, se adora contar piadas ou é melancólica, se um dia irá sair comigo almoçar ou não. Na verdade, nossos futuros colegas de trabalho acabam sendo uma incógnita num primeiro momento. &lt;br /&gt;Por isso, acho interessante que o trabalho nos proporciona a chance de fazermos amizade com pessoas que, fora desse ambiente, muito provavelmente não fariam parte das nossas vidas. Pelos vários lugares onde já trabalhei me deparei com indivíduos muito parecidos comigo, e com aqueles totalmente diferentes de mim. Com os últimos, a convivência cotidiana me fez ver que, apesar dos contrastes, era possível sim ter amizade com pessoas opostas a mim. &lt;br /&gt;Ao longo dos meus anos como profissional em Jornalismo e professora de Inglês, fui amealhando amigos que hoje, independente de não estarem mais no mesmo trabalho que eu, fazem parte da minha vida e espero que continuem assim sempre. Pessoas que de vez em quando eu encontro para um bate papo regado a boas risadas, com quem divido experiências profissionais e pessoais que jamais serão esquecidas. &lt;br /&gt;Semana passada fiquei dois dias sem trabalhar por causa de uma gripe forte. Pode parecer bobagem, mas senti falta de pequenas coisas que fazem parte do meu dia a dia no jornal: do Reginaldo me dizendo que “sente saudade da minha ausência”, do Diego falando que eu “como macaco”, do Luciano fazendo seus comentários irônicos a respeito de diversos assuntos, da Renata falando brava ao telefone com algum assessor. Na verdade, senti falta da redação como um todo, e percebi uma coisa muito valiosa: trabalhar entre bons amigos é uma das melhores coisas que existe. Afinal, passo um terço do meu dia com essas pessoas. Que essas horas sejam aproveitadas da melhor maneira possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3273467313680085819?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3273467313680085819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3273467313680085819&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3273467313680085819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3273467313680085819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/07/trabalhando-entre-amigos.html' title='Trabalhando entre amigos'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8229882991600859698</id><published>2011-07-09T13:15:00.001-03:00</published><updated>2011-07-09T13:15:44.916-03:00</updated><title type='text'>Preguiça de brigar pela coisa certa</title><content type='html'>Por mais que saibamos que o brasileiro é um povo acomodado quando busca seus direitos, ainda assim sempre me sinto espantada em ver como as pessoas aceitam pequenos “roubos” cotidianos sem reclamar. Um bom exemplo dessa visão aconteceu a semana passada.&lt;br /&gt;Há pouco mais de 40 dias fiz uma compra em uma loja de departamentos e, no dia de pagar a primeira parcela, eu estava viajando e não tinha acesso a banco ou internet para quitar o débito. Quando cheguei de viagem, entrei no site da loja para imprimir o boleto (que vinha com os juros calculados) e tive a primeira surpresa: como a parcela estava alguns dias atrasada, não havia a opção de se pagar a conta pela internet nem caixa eletrônico. Ou seja, eu teria de ir até a loja para quitar o débito. &lt;br /&gt;Fiquei pensando se isso era uma estratégia de marketing daquelas bem capengas, que pressupõe que, já que o cliente teve de ir ao estabelecimento, vai acabar comprando alguma outra coisa. Se foi, comigo funcionou ao contrário. &lt;br /&gt;A segunda surpresa foi quando vi a cobrança de um “seguro” em cada parcela. Lembrei então que, quando estava finalizando a compra, a caixa havia me perguntado se eu desejava o tal “seguro”, para o caso de ficar desempregada, e eu havia dito que não queria pagar essa taxa. O valor era irrisório (R$ 1,99 cada parcela), mas basta fazer um cálculo simples para entender que, se cada cliente pagar esse valor, imagine o quanto a loja não ganha no fim do mês.&lt;br /&gt;Quando entrei no site para ver se era possível estornar esse valor, descobri que o atendimento para esse tipo de problema também só pode ser feito pessoalmente, independente de haver um número de SAC e um e-mail de atendimento ao cliente. Resumindo: quando fui à loja e pedi o estorno, a atendente prontamente refez a parcela, e tive esse valor retirado. Fiquei imaginando o quanto esse “erro” deve ser comum, para que ela nem contestasse meu pedido. &lt;br /&gt;Comentei o caso com uma amiga e ouvi o seguinte comentário: “Nunca que eu perco o meu tempo em ir atrás de R$ 1,99”. O mais interessante é que essa mesma pessoa se orgulha em ficar 40, 50 minutos tentando votar em algum idiota do BBB, mas não perde meia hora para ir atrás de seus direitos. Porque o problema não era o valor do “seguro”, mas sim o princípio: se não pedi um serviço, não tenho de pagar por ele. &lt;br /&gt;A preguiça de ir atrás dos nossos direitos é que faz o Brasil ser o que é hoje: um país onde o famoso “jeitinho” é valorizado, onde somos roubados diariamente em pequenas coisas, e achamos tudo normal. Ser passivo e feito de idiota é o correto. Ter cidadania é ser “encrenqueiro”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8229882991600859698?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8229882991600859698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8229882991600859698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8229882991600859698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8229882991600859698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/07/preguica-de-brigar-pela-coisa-certa.html' title='Preguiça de brigar pela coisa certa'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2074765284008934575</id><published>2011-07-03T00:23:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T00:23:45.799-03:00</updated><title type='text'>Fazendo a diferença sempre</title><content type='html'>Sempre tive admiração por pessoas que, a despeito de adversidades, conseguem ainda achar tempo e disposição para ajudar ao próximo. Admiro aqueles que conseguem sair de dentro de seus próprios casulos e fazer a diferença com pequenas atitudes que podem mudar a vida de muita gente. &lt;br /&gt;Pode parecer incongruente, mas não vejo a caridade como uma obrigação pessoal. Outro dia estava conversando sobre isso com uma colega do jornal, e estávamos falando de uma celebridade que ajuda muitos jovens carentes. Ela comentou que “ele não fazia mais do que a obrigação”, porque tinha dinheiro, e que tem muito mais valor um pobre ajudando outro do que um rico fazendo caridade. Não concordo com a parte da obrigação. Afinal, se eu ganhei meu dinheiro merecidamente, posso dispor dele como bem entender. Não vejo ninguém obrigado a fazer aquilo que, pelos impostos que pagamos, devia ser feito pelo governo.&lt;br /&gt;Mas concordo na parte de que quem tem dinheiro para esbanjar em um carro de R$ 500 mil, tem muita condição de ajudar aos outros. Alguns o fazem de boa vontade e sem fazer alarde, enquanto outros preferem apenas gastar com si mesmos, sem abrir de qualquer centavo para aliviar a pobreza de outro ser humano. E outros fazem aquela caridade sempre com holofotes, para que todo mundo veja o quanto são “bons”.&lt;br /&gt;Por isso, me enche de esperança quando encontro pessoas que resolvem fazer o bem – pelo simples prazer de fazer o bem. Conheci um casal que mostrou que fazer a diferença independe de ser rico ou pobre: depende apenas de querer. &lt;br /&gt;Célio e Lúcia Cristina, a despeito de terem três filhos biológicos, decidiram um dia mudar a vida de outras crianças. Hoje, eles criam 12 filhos, entre sete e 19 anos. Eles não são milionários e, para sustentar todo mundo, contam com doações de amigos e desconhecidos, que colaboram com roupas, brinquedos, calçados e até mesmo eletrodomésticos que, se estiverem precisando de um reparo, são consertados por profissionais que não cobram nada do casal. &lt;br /&gt;Conversando com Lúcia, percebe-se na voz o orgulho em falar das crianças e adolescentes que hoje moram em sua casa, e que são seus “filhos”. Esse casal poderia estar hoje tranquilamente curtindo uma aposentadoria, descansando, viajando. Se estivessem fazendo isso, não teria nenhum problema. Mas, ao invés de criticarem o governo por sua inoperância e se lamentarem das dificuldades, mudaram o destino de 12 pessoas, para muito melhor. Lúcia diz que nunca pensa no que o governo faz ou deixa de fazer por essas crianças. Para o casal, criar esses filhos é uma missão: “Doamos a nossa vida para que elas tenham realmente vida”. Isso é fazer a diferença de verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2074765284008934575?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2074765284008934575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2074765284008934575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2074765284008934575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2074765284008934575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/07/fazendo-diferenca-sempre.html' title='Fazendo a diferença sempre'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3609682628387678627</id><published>2011-06-26T00:22:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T00:22:50.253-03:00</updated><title type='text'>Desrespeito e submissão</title><content type='html'>O ator Ashton Kutcher, que esteve semana passada no Brasil para participar do São Paulo Fashion Week, deixou uma herança não muito agradável a um restaurante onde participou de uma festa badalada em sua homenagem: uma multa de R$ 872,50, gerada por seu desrespeito a Lei Antifumo, que proíbe qualquer pessoa de fumar em ambientes fechados.&lt;br /&gt;Antes disso, na semana anterior, a atriz francesa Catherine Deneuve, saudada pelo mundo todo como exemplo de beleza eterna e elegância, fumou duas vezes durante uma entrevista no hotel em que estava hospedada. Assim como o restaurante, o hotel também foi multado no mesmo valor por causa da lei.&lt;br /&gt;A aplicação da multa em ambos os casos, a meu ver, está mais do que correta. Cabe aos estabelecimentos verificar se as pessoas estão respeitando ou não a legislação e, caso não o façam, devem ser punidos. Porém, o que muita gente não notou é que, em ambos os casos, os fumantes puderam dar suas tragadas sossegadamente, sem nenhum tipo de constrangimento ou incômodo. Ou seja, duas pessoas públicas desrespeitaram a lei abertamente, e não foram criticadas por isso. Será que se fosse um brasileiro desconhecido que acendesse o cigarro nesses ambientes, a situação seria a mesma? Será que o restaurante e o hotel deixariam a pessoa fumar seu cigarro sossegada e assumiriam a multa, ou será que ela seria convidada educadamente a apagar seu cigarro?&lt;br /&gt;Mais uma vez me causa vergonha essa submissão que nós, brasileiros, temos frente a qualquer estrangeiro que, em seus países de origem, respeitam as leis mas, quando chegam aqui, acham que estão literalmente na “casa da mãe joana”, e que podem fazer o que bem entendem, sem problema algum. &lt;br /&gt;Lembro-me uma vez que estava em um bar em Piracicaba e em uma mesa próxima a minha estavam três americanos que trabalhavam em uma multinacional da cidade. Os três já estavam bastante “alegres” e aproveitavam-se da língua para fazer comentários extremamente depreciativos e vulgares sobre todas as mulheres que passam perto da sua mesa. Para piorar, eles resolveram fazer uma brincadeira de jogar para cima (e também para o lado) as bolachas de chope já usadas. Duas ou três vezes as bolachas caíram em cima de uma das minhas amigas, que foi reclamar com o gerente, acreditando que ele iria chamar a atenção dos americanos. Ledo engano! O gerente disse que não podia ir lá reclamar, que eles eram estrangeiros, que trabalhavam em uma multinacional, e que sairiam reclamando do bar caso fossem repreendidos. Refazendo a pergunta: será que se fosse a minha mesa jogando bolachas de chope para o alto e incomodando os americanos, o desrespeito seria tolerado com tamanha submissão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3609682628387678627?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3609682628387678627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3609682628387678627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3609682628387678627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3609682628387678627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/06/desrespeito-e-submissao.html' title='Desrespeito e submissão'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2717726191439199108</id><published>2011-06-19T11:56:00.000-03:00</published><updated>2011-06-19T11:57:00.080-03:00</updated><title type='text'>Autoestima agredida</title><content type='html'>Essa semana, estávamos assistindo aos telejornais na redação, quando vimos uma garota que havia sido espancada pelo namorado dando uma entrevista sobre o caso e, a despeito de estar praticamente com os olhos fechados de tanto apanhar, ela ainda chorava e dizia que o amava. Claro que as reações de todo mundo (incluindo a minha) foram as mais variadas, mas todas tinham algo em comum: o espanto em ver que, a despeito de ter sofrido uma violência, a moça ainda queria voltar para seu agressor.&lt;br /&gt;Acredito que todo mundo saiba de um caso de uma mulher agredida. Quando fiz faculdade, tive duas amigas que constantemente apareciam com hematomas nos braços, e sempre vinham com a mesma justificativa: os namorados as tinham “puxado de maneira brusca” de algum lugar, e por isso elas estavam com marcas roxas. Uma delas, inclusive, parecia ter orgulho em contar que isso sempre acontecia quando ele sentia muito ciúmes dela. Uma vez presenciei uma dessas crises, quando ele quebrou o volante do carro no murro porque ela havia cumprimentado um colega. Quando fui alertá-la de que esse tipo de comportamento furioso poderia ser perigoso, recebi como resposta que eu estava “com inveja” porque meu então namorado não tinha ciúme de mim. &lt;br /&gt;A agressão à mulher é bastante comum no Brasil, até mesmo porque a grande maioria tem vergonha de denunciar o companheiro. O que mais espanta nesses casos é que muitas tentam justificar o ato de violência. “Eu o provoquei”, “ele não é assim normalmente”, “ele havia bebido”, são frases comuns que ouvimos quando essas mulheres, normalmente machucadas, tentam convencer aos outros (e principalmente a si mesmas) de que aquela violência não vai mais acontecer.&lt;br /&gt;A cantora Rihanna, que teve o rosto amassado pelo também cantor Chris Brown, reatou o namoro assim que os machucados sararam. Pouco tempo depois, ela novamente terminou o relacionamento, e em uma entrevista muito corajosa, disse que sentia vergonha por ter voltado com quem a havia agredido. Como pessoa pública e ídolo de milhares de adolescentes, Rihanna fez uma mea culpa, ao dizer que sua atitude poderia dar a entender que ser agredida era normal – o que não é. &lt;br /&gt;A sociedade brasileira, que ainda tem muito machismo em sua raiz, não estigmatiza o homem que bate na mulher. Por isso vemos tantas tragédias anunciadas, quando mulheres que constantemente são agredidas acabam sendo mortas por seus pares. Acredito que essas mulheres sofrem de um problema muito maior do que apenas a violência: a autoestima agredida. E, enquanto essa autoestima não for reavaliada, dificilmente a agressão física deixará de ser um hábito, para se tornar o que realmente é: um crime.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2717726191439199108?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2717726191439199108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2717726191439199108&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2717726191439199108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2717726191439199108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/06/autoestima-agredida_19.html' title='Autoestima agredida'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7565270674658030960</id><published>2011-06-12T12:50:00.000-03:00</published><updated>2011-06-12T12:51:46.477-03:00</updated><title type='text'>Uma hora a máscara cai</title><content type='html'>O Dia dos Namorados é aquela data em que os solteiros, ou “desnamorados”, ficam de fora das programações especiais feitas em todos os bares e restaurantes para casais apaixonados. Encontrar o par perfeito ainda é o sonho de muita gente, e para isso valem todos os recursos: sair, encontros às escuras, pedir ajuda aos amigos, e até mesmo se inscrever nos sites de relacionamento, que se tornaram febre na última década. &lt;br /&gt;Uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada essa semana mostrou um dado interessante sobre esses sites: os homens mentem nome e idade, e as mulheres enganam sobre peso. Foram analisadas 14 categorias, como nome, informações de contato pessoal e status de relacionamento. Em 13 desses itens, os homens mentem mais do que as mulheres. Por exemplo: 19% dos homens mentem sobre o nome e 18% não são honestos a respeito da idade. Enquanto isso, 11% das mulheres mentem sobre o seu peso.&lt;br /&gt;A despeito de a pesquisa ser meio óbvia, ainda fico espantada em ver como as pessoas acreditam que, por estarem com um perfil na internet, elas podem mentir à vontade, sem problema algum. Mulher mentir o peso eu acho idiotice, mas não considero um pecado grave – afinal, dizer o quanto se pesa, principalmente para quem está acima do que é considerado ideal numa sociedade como a nossa, é eliminar qualquer chance de encontrar o par perfeito. Além disso, muitas vezes o peso da balança não aparece no corpo – conheço pessoas que parecem bem mais magras do que são realmente. &lt;br /&gt;Mas mentir nome e idade, na minha concepção, é bem mais grave. Afinal, se quero encontrar alguém para um relacionamento, devo partir do princípio que a pessoa precisa confiar em mim, assim como eu nela. Lembro-me de uma amiga que conheceu em um chat um rapaz muito simpático e que, em vários aspectos, correspondia a tudo que ela buscava. Os dois sempre conversavam e trocavam e-mails, e um belo dia resolveram trocar fotos. Ela havia se descrito da maneira correta, e a foto que mandou ao rapaz correspondia à realidade. Ele havia dito que tinha “corpo atlético” de tanto malhar e que era moreno claro. A foto, porém, mostrava um homem completamente diferente: além de ser super magro (acho que a cintura dele era da largura da minha coxa!) ele era negro. Claro que, depois disso, as conversas esfriaram, e ela ficou super chateada. Quando eu questionei qual era o grande problema, ela me disse: “Se ele mentiu sobre a aparência física, imagino que todo o resto vou ter de investigar. Como posso iniciar um namoro com uma desconfiança assim?”&lt;br /&gt;Ela estava certa. Mentir num começo de namoro acaba com qualquer chance de o relacionamento dar certo. Porque, por mais que a pessoa se esforce, uma hora a máscara cai. E aí, não tem milagre que faça renascer o encanto perdido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7565270674658030960?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7565270674658030960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7565270674658030960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7565270674658030960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7565270674658030960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/06/uma-hora-mascara-cai.html' title='Uma hora a máscara cai'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3756972094789837109</id><published>2011-06-04T12:39:00.000-03:00</published><updated>2011-06-04T12:40:31.614-03:00</updated><title type='text'>Alunos de verdade</title><content type='html'>“Zapeando” hoje de manhã pela internet, vi várias notícias de tragédias, crimes, guerras, futilidades, enfim, vi tudo aquilo que estamos acostumados a assistir ou ler diariamente. O difícil, quando acompanhamos o noticiário, é ver matérias com exemplos de amor, solidariedade, luta, honestidade. &lt;br /&gt;Nos últimos dias, ao abrir as agências para avaliar quais notícias seriam incluídas nas duas páginas que faço diariamente, vi muitos exemplos de violência gratuita. Uma delas, inclusive, me chamou a atenção, pois era sobre uma mãe que agrediu a professora de sua filha com socos e chutes, inclusive na cabeça, porque a educadora havia chamado a atenção da criança, de apenas cinco anos. Fiquei imaginando que tipo de monstro essa mãe está criando e como será o comportamento dessa pequena quando tiver mais idade. Será que a mãe vai agredir todo mundo que ousar contrariar sua vontade?&lt;br /&gt;Lendo esse tipo de absurdos diariamente, às vezes sinto que estou perdendo totalmente a fé no ser humano. Os exemplos que devíamos seguir são raramente mostrados com destaque, enquanto as notícias que envolvem violência, tragédias ou futilidades ganham enorme espaço. Fico sempre me perguntando quais tipos de valores que estão nos dominando, e porque os princípios morais que antes eram tão respeitados, hoje são relegados a meras notinhas perdidas no meio de outros assuntos.&lt;br /&gt;Mas hoje, ao passar por vários sites, vi uma matéria que me deixou feliz, e me mostrou que, apesar de tudo, ainda há pessoas que acreditam na força do amor. Adolescentes de uma classe do terceiro ano do Ensino Médio, em Governador Valadares, nos deram um exemplo de amor ao próximo. Em solidariedade a um colega que tem câncer e passou pelas primeiras sessões de quimioterapia, todos os outros garotos rasparam a cabeça. Seguindo esse exemplo, professores e até diretores da escola resolveram fazer o mesmo. Quando o garoto voltou à escola e abriu a porta da classe, teve essa bela surpresa. Em suas palavras, disse que se sentiu “feliz e acolhido”.&lt;br /&gt;Ao invés de sofrer bullying, de ser “zoado”, de sentir vontade de se esconder, esse garoto recebeu em um momento muito difícil um apoio totalmente inesperado. O gesto maravilhoso pode ser conferido no link http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/06/estudantes-raspam-cabelo-para-apoiar-colega-com-cancer-em-mg.html. Num mundo onde estudantes e pais xingam e batem em professores, e onde o respeito nos colégios tem se tornado raridade, o exemplo desses garotos nos mostra que, acima de tudo, eles são alunos de verdade na escola da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3756972094789837109?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3756972094789837109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3756972094789837109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3756972094789837109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3756972094789837109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/06/alunos-de-verdade.html' title='Alunos de verdade'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3602996316313333717</id><published>2011-05-28T00:26:00.000-03:00</published><updated>2011-05-31T00:27:55.549-03:00</updated><title type='text'>Direitos "mau" aproveitados</title><content type='html'>Antes que algum leitor mais desavisado ache que escorreguei feio no Português e usei a palavra errada antes de aproveitados, esclareço que expressei meu pensamento de forma correta. Não quis dizer “mal” aproveitados, no sentido de poucos usados, mas sim “mau”, no sentido de aproveitados da maneira errada. &lt;br /&gt;Estamos acostumados a reclamar de muita coisa, e achamos ótimo quando algum direito nos é concedido através da lei. Porém, percebo que, adepto do famoso “jeitinho”, o brasileiro, em sua maioria, sempre tenta aproveitar do seu direito de maneira vantajosa, sem se preocupar se, com isso, está prejudicando alguém. &lt;br /&gt;Um bom exemplo disso são as filas para idosos, gestantes, mães com crianças no colo e portadores de necessidades especiais. Já cansei de ver “idosos” usando a fila para pagar malote de empresas, que se beneficiam desse direito para contratar funcionários mais velhos, que são atendidos antes do público comum. Legalmente falando, nada posso fazer, porque a lei é clara. Porém, moralmente, acho absurdo um idoso que está trabalhando (e, portanto, deve estar muito bem de saúde!), se aproveitando dessa lei para levar vantagem na hora de pagar as contas de uma empresa.&lt;br /&gt;Também acho interessante quando vejo mulheres com crianças de cinco, seis anos no colo apenas para se beneficiarem da lei. Qualquer pessoa de bom senso sabe que criança de colo é aquela que ou não sabe andar, ou ainda é muito pequena para ficar sendo segurada apenas pela mão em lugares públicos. Mas ninguém vai conseguir me convencer de que uma mãe com uma criança dessa idade tem direito a passar na minha frente em uma fila.&lt;br /&gt;Por ter carteira de motorista especial devido às cirurgias que fiz quando tive câncer de mama, tenho o direito, por lei, de estacionar na vaga dos portadores de necessidades especiais. Poderia me aproveitar desse benefício, afinal, essas vagas são um pouco maiores que as comuns, e isso me facilitaria muito na hora de estacionar meu carro. Porém, quando me questionam o porquê ainda não tenho esse adesivo, sempre digo que minhas pernas são ótimas, e que não me dá trabalho nenhum estacionar um pouco mais longe, quando não consigo colocar o carro em lugares apertados. Aliás, quando as pessoas sabem que tenho desconto para comprar automóvel, elas pensam que posso ter quantos carros eu quiser. Acho ótimo que essa lei impeça que os beneficiados tenham o desconto para mais de um veículo, e que a troca somente possa ser feita após três anos de uso. Esse é um dos poucos benefícios que conheço que são “bem” aproveitados: apenas por quem realmente precisa, e não para fazer comércio. &lt;br /&gt;Essa é a diferença entre ser oportunista e ter um direito: aquele que busca vantagem faz de tudo para consegui-lo, e aquele que realmente precisa, muitas vezes abre mão dele, em prol do bem comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3602996316313333717?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3602996316313333717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3602996316313333717&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3602996316313333717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3602996316313333717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/05/direitos-mau-aproveitados.html' title='Direitos &quot;mau&quot; aproveitados'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6716188142305911006</id><published>2011-05-21T14:15:00.003-03:00</published><updated>2011-05-21T14:42:04.112-03:00</updated><title type='text'>Humor sem graça e cruel</title><content type='html'>Semana passada li em algum site que o humorista Rafinha Bastos, do “CQC”, afirmou que gosta de incomodar e criar polêmica com suas declarações. Em seus shows, ele resolveu fazer uma piada com um dos maiores crimes que se pode cometer contra qualquer ser humano: o estupro. De acordo com sua visão, só mulher feia é estuprada e, ao invés de se queixar, ela devia agradecer seu estuprador. Para dar um tom mais cruel ainda à “piada”, ele acrescenta que o homem que estupra mulher feia merece um abraço, e não ser preso.&lt;br /&gt;Rafinha Bastos não se desculpou até agora por essas afirmações absurdas. E, cá entre nós, deve ter muita gente, em seu show, que acredita mesmo isso. Deve haver muito homem que acha que mulher feia deve agradecer quando alguém olha para ela e demonstra interesse sexual. Homens que esquecem que, muito além da beleza física (que, salvo raras exceções, se acaba com o passar dos anos), existem outros valores mais nobres a serem observados em qualquer pessoa. &lt;br /&gt;Acredito que o estupro é o maior crime que se pode cometer contra uma pessoa, perdendo em crueldade apenas para o assassinato. Exércitos de várias épocas e de vários lugares do mundo já fizeram uso dele como “arma” para humilhar os povos vencidos. Torturadores também já se valeram do estupro para tentar conseguir informações. O estupro surge de uma necessidade extrema de poder mas, na verdade, é cometido por covardes, que se aproveitam da fraqueza da pessoa subjugada para violar o que de mais sagrado temos: nosso corpo.&lt;br /&gt;Rafinha Bastos foi extremamente infeliz em seu comentário por vários motivos, além do fato óbvio de brincar com um crime que é considerado repulsivo em todos os lugares civilizados do mundo. Outro motivo pelo qual ele foi infeliz é pelo pensamento machista de que a mulher feia normalmente é desesperada para ter alguém com quem fazer sexo, e por isso fica feliz até mesmo quando é violentada. &lt;br /&gt;O que ele esquece é que, no fundo no fundo, a mulher pode se dar ao luxo, mesmo sendo feia (para seus padrões, que fique bem claro), de ter alguém com quem sair. Ao contrário de muitos homens, que precisam de prostitutas para terem satisfação sexual, dificilmente uma mulher, se realmente quiser sexo casual, fica sem ter um homem à disposição. Talvez seja por isso que existam tão poucos garotos de programa, em comparação ao número de mulheres nessa profissão. A grande diferença, entre a maioria dos homens e da mulher, é que nós, além de sabermos enxergar em uma pessoa muito mais do que apenas seus dotes físicos, não precisamos sair por aí provando que somos “garanhonas” para sermos consideradas mulheres. E beleza, como já foi comprovado há séculos, nem sempre garante uma vida sexual feliz. Se fosse assim, as mulheres maravilhosas que vivem aparecendo em revistas, com corpos super esculpidos, jamais seriam traídas nem trocadas por outras, como frequentemente vemos, não é mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6716188142305911006?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6716188142305911006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6716188142305911006&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6716188142305911006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6716188142305911006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/05/humor-sem-graca-e-cruel.html' title='Humor sem graça e cruel'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5485236305559168475</id><published>2011-05-14T11:56:00.001-03:00</published><updated>2011-05-14T11:56:24.125-03:00</updated><title type='text'>Aprendendo a dizer adeus</title><content type='html'>Ao longo da minha vida, houve uma época em que mudar de cidade era algo que fazia parte do meu destino. Em 39 anos morei em 11 cidades, algumas por pouco tempo, outras por um período suficiente para sentir muita falta. Em basicamente todas elas deixei amigos, com os quais ainda mantenho contato, mesmo passados mais de 25 anos que saí do lugar.&lt;br /&gt;Assim, fiquei acostumada a ser a pessoa que se despedia dos amigos. Por mais que a tristeza da partida estivesse presente, a expectativa da mudança era algo que acabava se sobrepondo e me fazendo ficar feliz. Essa semana, porém, dois amigos que deixaram o jornal me fizeram ver que, apesar de todas as minhas andanças, ainda estou aprendendo a dizer adeus.&lt;br /&gt;Não vou falar aqui do lado profissional da Renata Ribeiro e do Wagner Sanches, até porque o trabalho deles dispensa comentários. Mas queria falar dos amigos queridos com quem convivi por quase cinco anos, e que me ensinaram muita coisa, principalmente em termos de generosidade.&lt;br /&gt;Wagner foi quem primeiro me convidou a almoçar quando entrei no Liberal. Aos poucos, fui conhecendo melhor esse homem que, a despeito de ser extremamente brincalhão, é uma pessoa séria quando preciso, e tem um coração muito doce. Seu jeito de falar, suas piadas e comentários sempre alegravam a redação, trazendo descontração quando às vezes todo mundo estava super estressado. Já estou sentindo falta daquele “demoninho” me chamando de “fuefa” e “redonda” (só ele pode!). &lt;br /&gt;Da Renata fica até difícil falar sem ter vontade de chorar. Além de ter trabalhado diretamente com ela como repórter e editora, fomos nos aproximando de maneira tal que hoje a coloco naquele lugar sagrado dos “amigos especiais”, que não é qualquer um que entra. Por uma infelicidade, não pude ir ao seu casamento, porque estava operada, mas lembro-me da gentileza dela em me enviar uma foto pouco tempo depois do enlace, para compartilhar comigo, mesmo que por uma imagem, aquele momento tão especial em sua vida. Para minha alegria, Renata e seu marido passaram a virada desse ano em minha chácara, com minha família. Talvez ela já soubesse, lá no fundo, que outra chance de estarmos juntas nesse dia seria difícil.&lt;br /&gt;Wagner e Renata encerraram seu ciclo no jornal e saíram para novos projetos pessoas e profissionais. Saíram e deixaram, além do exemplo de profissionalismo, muitos amigos e lembranças boas, que ficarão no coração de todos da redação. Aprender a adeus dizer é difícil, mas o faço com a alegria se sobrepondo à tristeza, e desejando aos dois toda sorte do mundo em seus novos caminhos. Sejam (mais) felizes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5485236305559168475?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5485236305559168475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5485236305559168475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5485236305559168475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5485236305559168475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/05/aprendendo-dizer-adeus.html' title='Aprendendo a dizer adeus'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3513672223917615481</id><published>2011-05-05T23:54:00.001-03:00</published><updated>2011-05-05T23:54:35.716-03:00</updated><title type='text'>O inexplicável da morte de um filho</title><content type='html'>Não tenho filhos e nem vou ter. Sempre tive esse pensamento, o que não me impede de adorar crianças. Não tenho filhos mas tenho sobrinhas, as quais amo incondicionalmente e por quem sempre procuro fazer tudo o que posso. Não sei o que significa a expressão amor materno, e sei menos ainda o que é a dor de perder um filho.&lt;br /&gt;Essa semana uma amiga querida e ex-colega de redação, a Érika Santiago, perdeu sua filha Vitória, de apenas cinco meses. A bebezinha havia nascido com alguns problemas de saúde graves, e desde seu primeiro dia de vida lutou bravamente para sobreviver. Passou por cirurgias e procedimentos complicados, mas no final seu pequeno corpo resolveu descansar.&lt;br /&gt;Somente soube da morte e do enterro da Vitória tarde da noite, quando cheguei em casa. Não cheguei a conhecê-la, porque dos seus cinco meses e pouco de vida, apenas por 20 dias ela pode ficar em seu quarto, preparado com todo carinho pela futura mamãe. Mas buscava sempre notícias dela e, a cada e-mail recebido com boas perspectivas, a torcida para que ela conseguisse superar todos os seus problemas de saúde aumentava.&lt;br /&gt;Não imagino e nunca vou saber o tamanho da dor de perder um filho. Dizem que não há palavras para descrever esse sentimento, e que é contra a natureza um filho morrer antes dos pais. Conheço outras pessoas que perderam filhos, e já vi as mais diversas reações: aqueles que se recuperaram e conseguiram seguir em frente, e aqueles que nunca mais sorriram verdadeiramente.&lt;br /&gt;Liguei para Érika na terça-feira à noite e pude sentir a dor em sua voz. Ainda assim, essa amiga me passou uma lição de conformismo, de aceitação e de fé que poucas vezes vi em minha vida. Durante a conversa, segurei as lágrimas em muitos momentos. Não me sentia no direito de chorar porque, a despeito de a voz da minha amiga estar triste, ela não chorou. Ela mostrou que a dor da perda da pequena filha era grande, mas que toda a luta pela sua vida não havia sido em vão.&lt;br /&gt;No dia seguinte ao enterro da Vitória, Érika deu mostras de um desprendimento pouco visto nessas situações, em tão pouco tempo: pegou o enxoval de sua filha, com roupinhas que nem haviam sido usadas, e doou tudo à maternidade do hospital de Nova Odessa. &lt;br /&gt;Neste domingo, Dia das Mães, Érika não terá Vitória em seus braços para comemorar a data. Mas sei que o amor dela pela bebezinha continua imenso. Assim como sei que todas as mães que tiveram seus filhos levados antes delas pensarão neles com um amor imensurável. E tentarão superar a dor com a certeza de que esses filhos, lá de cima, estão olhando por elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3513672223917615481?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3513672223917615481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3513672223917615481&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3513672223917615481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3513672223917615481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/05/o-inexplicavel-da-morte-de-um-filho.html' title='O inexplicável da morte de um filho'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-4237192406873278021</id><published>2011-04-29T23:52:00.000-03:00</published><updated>2011-05-03T23:53:29.371-03:00</updated><title type='text'>E a "sapa" virou princesa...</title><content type='html'>Nos últimos dias, o assunto que tomou conta de todas as mídias foi o casamento do Príncipe William com Kate Middleton. Não tem como fugir do tema, que ainda deve render muitas matérias, após a cerimônia que acontece hoje pela manhã. Tenho ouvido muita gente falar que não aguenta mais ouvir falar no enlace, que vem sendo considerado o casamento do ano.&lt;br /&gt;Guardadas as devidas proporções, o mesmo frisson tomou conta do mundo por ocasião das bodas de Diana e Charles, em 1981. Tinha nove anos, e lembro-me perfeitamente de ter assistido a cerimônia pela televisão. Imagine o que significava para uma menina de nove anos ver um casamento de princesa “de verdade”! Aos meus olhos de criança, Diana personificava todas as personagens que eu tinha visto nos livros, e havia encontrado seu príncipe encantado. &lt;br /&gt;Li em vários lugares comparações entre a futura princesa e Diana. Exceto pela beleza de ambas, que não podemos desconsiderar, acredito que Kate se equipara muito mais à Camila Parker Bowles, a segunda esposa de Charles, por quem ele sempre foi apaixonado e não hesitou em abdicar do trono para ficar com ela. &lt;br /&gt;Feia, desengonçada, velha, mal arrumada. Inúmeros foram os “adjetivos” usados pela imprensa para descrever Camila, que esperou pacientemente por mais de 30 anos para casar com o então herdeiro do trono inglês. Finalmente, em 9 de abril de 2005, em uma cerimônia discreta e curta (apenas 25 minutos), ela conseguiu ficar com o homem que sempre amou, mesmo enquanto esteve casada. &lt;br /&gt;Kate esperou apenas oito anos para se tornar princesa. Desde sempre, definiu para si mesma que iria conquistar William. Assim como ela, milhares de inglesas tinham o mesmo sonho. A diferença é que Kate foi atrás do seu objetivo: matriculou-se na mesma universidade que ele, e foi conquistando William aos poucos. Nesses oito anos, o príncipe já chegou a ser flagrado em uma boate com a mão nos seios de outra mulher – como um “remake” de seu pai, que teve um telefonema um tanto erótico dado à Camila descoberto e divulgado ao mundo todo. Mesmo com o escândalo e a repercussão da foto no mundo todo, Kate ficou firme e manteve o namoro. Um objetivo maior a movia: a coroa de princesa, que ela finalmente conseguiu. &lt;br /&gt;Como Camila, que esperou Charles casar, divorciar, enfrentar a família real e a opinião pública inglesa, para finalmente ficar ao seu lado, a futura Lady Kate (Tô Podeno!) deve ter aguentado muita coisa para estar hoje no trono mais ambicionado da Europa, dentro da monarquia mais famosa do mundo. Diferente dos contos de fadas, onde a princesa esperava apenas pelo beijo do príncipe para selar o amor, Kate saiu do posto de simples ‘sapa’ para ganhar o glamour da realeza. Um conto de fadas moderno, sem dúvidas, e que até o momento teve o final feliz que todos esperavam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-4237192406873278021?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/4237192406873278021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=4237192406873278021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4237192406873278021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4237192406873278021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/04/e-sapa-virou-princesa.html' title='E a &quot;sapa&quot; virou princesa...'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8064603685327902369</id><published>2011-04-21T18:27:00.000-03:00</published><updated>2011-04-21T18:28:19.349-03:00</updated><title type='text'>Verdades (?) que não aceitamos</title><content type='html'>Existem verdades universais que, de tão aceitas e assimiladas pelas pessoas, causam espanto e até mesmo briga quando contestadas por aqueles que não acreditam nelas. Uma delas, e talvez a mais famosa, seja a história da chegada do homem à lua, teoricamente ocorrida em 20 de julho de 1969. &lt;br /&gt;Sou do grupo de pessoas que não acredita que o homem chegou à lua. Não pretendo aqui fazer valer minha teoria com argumentos, mas basta uma breve pesquisa na internet e é possível navegar por milhares de sites que apresentam provas de que o famoso voo simplesmente é uma farsa. &lt;br /&gt;Muita gente, ao me ouvir admitir essa minha “não crença”, espanta-se e me critica. Já ouvi frases do tipo “como uma pessoa que lê tanto pode ser tão ignorante?” até “eu esperava mais de uma jornalista”. Como minha crença não se baseia apenas no “achismo”, mas sim em muita pesquisa, mantenho meu ponto de vista sem me sentir ofendida por quem não acredita em mim, e nem tento fazer com os outros pensem como eu.&lt;br /&gt;A ideia de que o homem não chegou à Lua faz parte das chamadas “teorias da conspiração” que pipocam aos milhares em todo o mundo. Outra dessas verdades universais que já vi sendo muito contestada é a de que o terrorista Osama Bin Laden organizou sozinho todo o ataque ao World Trade Center e ao Pentágono, em 11 de setembro de 2001. &lt;br /&gt;Para muita gente, os sequestros dos aviões e os atos terroristas daquele dia fazem parte de um plano orquestrado pelo próprio governo americano para justificar uma invasão ao Afeganistão. Interessante nessa história é que, a despeito de todo poder de fogo da potência americana e das buscas incessantes pelo terrorista mais famoso do mundo, ele ainda não foi encontrado. Será que ele está tão escondido assim, ou na realidade protegido?&lt;br /&gt;Verdades universais nem sempre são irretocáveis. Em 2003, os Estados Unidos conseguiram convencer boa parte da população mundial de que o Iraque possuía armas de destruição em massa, e uma invasão ao país de Saddam Hussein era totalmente para que o líder do país árabe fosse desarmado. Como se viu depois, as famosas provas não existiam, e a presença americana no país é um grande problema que Barack Obama ainda não conseguiu resolver. &lt;br /&gt;Alguém pode estar se perguntando agora: mas quase 42 anos depois da chegada do homem à lua, essa mulher ainda não acredita em todas as imagens e vídeos divulgados no mundo todo? Ainda não. Para mim, essa história se encaixa nas verdades retocáveis – apenas não sei se isso vai acontecer enquanto eu for viva. Mas minha crença, tenho certeza, vai morrer comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8064603685327902369?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8064603685327902369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8064603685327902369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8064603685327902369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8064603685327902369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/04/verdades-que-nao-aceitamos.html' title='Verdades (?) que não aceitamos'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8624635882127706169</id><published>2011-04-14T13:02:00.000-03:00</published><updated>2011-04-14T13:03:02.674-03:00</updated><title type='text'>Sem direito de reclamar</title><content type='html'>Tenho uma premissa de jamais ir ao cinema às quartas-feiras. Por ser o dia da famosa meia-entrada, todas as sessões são lotadas, principalmente de adolescentes que aproveitam o preço baixo para reunir a “galera” e fazer um programa barato. Por isso, contra tudo aquilo que preconizo, resolvi na última quarta-feira ir ao cinema assistir “As Mães de Chico Xavier”. Prefiro não citar o nome do cinema, mas acredito que muita gente vai identificar imediatamente de qual sala estou falando. &lt;br /&gt;Para minha surpresa, ao chegar ao cinema, vi que o filme não estava mais em cartaz. Ao perguntar a atendente o que havia acontecido, fui informada de que o filme havia sido retirado desde terça-feira. Como sou eu quem atualizo a programação de cinema do jornal, sabia que, de acordo com o material recebido, o longa deveria estar sendo exibido até ontem. Ou seja, três dias antes do previsto, o cinema simplesmente decidiu retirá-lo de cartaz. Ao entrar no site para conferir a programação, vi a seguinte mensagem: “Nossa programação poderá sofrer alterações sem aviso prévio”.&lt;br /&gt;Assim, descobri que, se eu quiser ir a uma sessão de cinema, devo antes checar na internet se o filme ainda está em cartaz, porque corro o risco de chegar lá e não conseguir assistir o que pretendia. O aviso no site, em minha opinião, mostra a mais pura falta de respeito com quem deveria ser respeitado acima de tudo: o cliente. Porque, com esse aviso, o cinema nos tira o direito mais sagrado que temos como consumidor – o de reclamar. &lt;br /&gt;Ao contrário de boa parte das pessoas, não sou frequentadora de shopping center. Só vou mesmo quando preciso comprar algo, ou assistir um filme. Caso contrário, fico meses sem pisar meus pés em qualquer shopping. Nunca gostei, nem mesmo quando era adolescente, de ficar batendo perna e olhando vitrines. Por isso, quando percebi que não poderia assistir ao que queria, fiquei ainda mais irritada por ver que havia também desperdiçado o dinheiro do estacionamento. Não tinha ido ao shopping e aproveitado para ir ao cinema. Estava ali apenas por um filme, e nada mais. &lt;br /&gt;Assim como eu, outras pessoas na fila também queriam assistir o longa de Chico Xavier, e sentiram-se frustradas. Acho que a maior frustração foi ver que, mesmo sabendo que mudar uma programação sem sequer mandar uma notinha às mídias é um desrespeito ao seu cliente, ainda assim eu não tinha o direito de questionar nada. A mensagem do site era clara, e nas entrelinhas podemos entender o seguinte: podemos mudar o que quisermos, e azar de quem perdeu tempo e dinheiro vindo até aqui. Infelizmente perdi, nessa questão, o direito de reclamar. Posso apenas, a partir de agora, ir a outro cinema, onde a programação seja respeitada de acordo com o divulgado. Pena que nem todo mundo aja assim. Caso isso acontecesse, imagino que situações como essa se repetiriam bem menos na nossa região.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8624635882127706169?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8624635882127706169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8624635882127706169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8624635882127706169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8624635882127706169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/04/sem-direito-de-reclamar.html' title='Sem direito de reclamar'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1227116031590826524</id><published>2011-04-07T12:09:00.001-03:00</published><updated>2011-04-07T12:09:55.333-03:00</updated><title type='text'>Sem heroísmo, com garra</title><content type='html'>Amanhã é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Pode parecer que não, mas há muitos motivos a se comemorar nesse dia. As chances de cura, principalmente nos casos em que a descoberta da doença ocorre no início, têm aumentado consideravelmente nos últimos anos. A sobrevida também é maior, novos medicamentos têm sido desenvolvidos e muitas pesquisas são realizadas para que os efeitos da quimioterapia sejam minimizados e os doentes possam passar pelo tratamento sem tantos efeitos colaterais. &lt;br /&gt;Quando tive câncer a primeira vez, em 2003, minhas chances eram de 90% de cura. Em 2008, na segunda, elas haviam caído para 50%. Ainda assim, consegui ficar curada de novo seis meses, contrariando prognósticos que me colocavam na cama por pelo menos um ano e meio. Fiquei durante mais nove meses fazendo cirurgias plásticas, mas da doença eu estava livre.&lt;br /&gt;Acho engraçado que se criou uma imagem hoje de que o doente de câncer é um herói e enfrenta tudo com uma coragem fora do comum. Não acho que o doente de câncer seja um herói, e falo isso por mim. Lutei com muita garra para ficar curada, procurava sempre ter fé e acreditar que tudo ia acabar bem. Tentei mostrar sempre uma imagem de positivismo, até porque reclamar e me lamentar não iria resolver absolutamente, e agir assim não é do meu perfil. Teria sido muito mais fácil adotar o papel de “coitadinha” que está doente pela segunda vez, e ninguém iria me recriminar. Mas acredito que o bom humor e o alto astral ajudam a cura – claro, são coadjuvantes do tratamento, que é o mais importante de tudo. Não me vejo como heroína – até porque acho isso injusto com quem não conseguiu vencer a doença. Quer dizer que essa pessoa não batalhou como eu? Claro que não. Infelizmente, há casos sem cura, independente do quanto a pessoa lute por ela. &lt;br /&gt;Também existe uma corrente que credita todo e qualquer tipo de tumor a problemas psicossomáticos, principalmente a mágoas guardadas. Ou seja, além de estar doente, a culpa é da própria pessoa, que foi incapaz de perdoar alguém. Como se ela estivesse sendo castigada, a doença vem para mostrar que é preciso mudar, ter o coração mais leve e, principalmente, saber perdoar a todos. Se isso fosse realmente verdade, como existem casos até de bebês que têm câncer? Será que uma criança de poucos meses já tem ressentimento suficiente para desenvolver essa doença terrível? &lt;br /&gt;O paciente de câncer não vira santo porque teve a doença. Não passei a acordar todos os dias e achar o mundo maravilhoso e perfeito porque sobrevivi. Mudei muitos conceitos, e acredito ser uma pessoa melhor. Mas não mudei minha essência nem meus valores, e em algumas situações me tornei até uma pessoa mais intolerante. Isso não significa que não tenha aprendido nenhuma lição. A mais importante é que procuro viver todos os dias da melhor maneira possível. Posso errar, mas procuro acertar. Não virei santa nem heroína. Sou apenas alguém que sobreviveu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1227116031590826524?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1227116031590826524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1227116031590826524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1227116031590826524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1227116031590826524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/04/sem-heroismo-com-garra.html' title='Sem heroísmo, com garra'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2983646970978176008</id><published>2011-03-26T01:00:00.002-03:00</published><updated>2011-03-30T19:37:31.571-03:00</updated><title type='text'>Opinião não se discute - respeita</title><content type='html'>Artigos opinativos costumam despertar amores e ódios, dependendo do assunto abordado. Difícil agradar a todo mundo, principalmente quando o tema é polêmico. Por isso concordo com o grande Nelson Rodrigues, que disse que “toda unanimidade é burra”. Ou, repetindo uma frase que sempre uso quando falo das diferenças entre as pessoas, se nem Cristo conseguiu agradar a todo mundo, como pode qualquer um ter essa pretensão?&lt;br /&gt;Claro que opiniões acabam suscitando muitas vezes discussões. Mas sou do tipo de pessoa que, quando não concorda com o que o outro pensa, principalmente em temas polêmicos, fica quieta. Posso até discordar, mas acredito que cada um tenha o direito de pensar o que quiser. Religião e política, por exemplo, são dois assuntos que as pessoas raramente me ouvirão discutindo. Se não admito que ninguém venha tentar me converter, como vou me achar no direito de tentar fazer o outro entrar para a minha igreja?&lt;br /&gt;Mas o que não admito, e jamais vou admitir, é que qualquer pessoa, principalmente quem não me conhece, venha me julgar pelo que penso. O fato de eu não querer ter filhos, por exemplo, não faz de mim uma mulher que não gosta de crianças – muito pelo contrário, e quem me conhece sabe muito bem disso. A despeito de eu achar o casamento na igreja com festa e tudo o mais algo desnecessário, isso não me impede de me emocionar quando vou às cerimônias dos meus familiares e amigos. Apesar de ser totalmente a favor da pena de morte, jamais apoiarei a existência de milícias e esquadrões que a aplicam sem qualquer tipo de julgamento e direito de defesa.&lt;br /&gt;Opiniões refletem apenas uma pequena parte do que somos. Mas isso não quer dizer que são eternamente imutáveis. O filósofo francês Blaise Pascal disse uma célebre frase sobre isso: “Não me envergonho de mudar de ideia, porque não me envergonho de pensar”. Todos nós mudamos de opinião a respeito de algo pelo menos uma vez na vida.&lt;br /&gt;Mas acredito que nossos princípios e concepções mais arraigados dificilmente são transformados. Nossos valores mais sagrados, aqueles que defendemos com unhas e dentes, dificilmente serão transformados em algo totalmente oposto. Podem ser suavizados ou embrutecidos, de acordo com nossas experiências – mas a essência deles com certeza se mantém a mesma.&lt;br /&gt;Mais importante que tudo, é sempre bom saber que existe um espaço onde podemos externar nossos pensamentos. Seja num jornal, num blog, num livro, na televisão, no rádio, não importa – o importante é saber que temos o direito de manifestar aquilo que gostamos – ou odiamos. &lt;br /&gt;Por isso, acredito que, antes de criticarmos ou julgarmos alguém negativamente apenas por uma opinião ou visão de mundo diferente da nossa, devemos parar e lembrar que muitas pessoas tiveram de se sacrificar, no mundo todo, para que o direito à liberdade de expressão fosse respeitado. Finalizo com uma frase célebre e mais que perfeita do escritor francês Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2983646970978176008?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2983646970978176008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2983646970978176008&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2983646970978176008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2983646970978176008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/03/opiniao-nao-se-discute-respeita.html' title='Opinião não se discute - respeita'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3468682199615695419</id><published>2011-03-24T18:38:00.000-03:00</published><updated>2011-03-24T18:39:10.691-03:00</updated><title type='text'>Animal não é ser humano</title><content type='html'>Tenho certeza de que muita gente, ao ler o título desse artigo, vai se indignar com a minha afirmação. Os mais exaltados talvez afirmem que muitos animais são até melhores que os seres humanos. Não concordo com quem pensa assim, e concordo menos ainda com pessoas que tratam seus animais melhores do que seus filhos, amigos, companheiros, enfim, com seres humanos de verdade. &lt;br /&gt;Tenho duas cachorras que já estão relativamente velhinhas: uma boxer e uma rotweiller. Elas ficam na chácara, onde têm liberdade para correr o quanto quiserem. Apesar de já terem dez e 11 anos, são bastante ativas, e costumam pular de alegria quando chegamos ao local. &lt;br /&gt;Ambas são tratadas como deve ser tratado qualquer animal de estimação: como animal. Recebem comida na quantia correta, vão ao veterinário, tomam vacina, e são bastante agradadas. Em todos esses anos, elas nunca tentaram morder ninguém. Minhas sobrinhas, quando pequenas, brincavam com elas sem nenhum receio, e não me lembro de qualquer episódio em que elas tenham se mostrado perigosas a qualquer pessoa de nosso convívio.&lt;br /&gt;Mas, para algumas pessoas, o animal de estimação, principalmente cachorro, acaba sendo mais importante do que qualquer coisa. Roupinhas absurdamente caras, casinha de boneca, bolsinha para passear, comida especial e tratamento vip fazem parte do dia a dia desses animaizinhos, que mais parecem bichos de pelúcia do que seres vivos.&lt;br /&gt;Engraçado que essas mesmas pessoas, que não hesitam em gastar absurdos para manter os luxos de seus bichinhos, são muitas vezes incapazes de ter gestos generosos quando se trata de ajudar outros seres humanos. Já convivi com madames que tinham cachorrinhos com casaquinhos de lã no inverno (a despeito de serem da raça poddle) e que, quando pedíamos alguma contribuição para montar uma cesta básica, se possível davam o que fosse mais barato para “ajudar” a pessoa necessitada. &lt;br /&gt;Recentemente, cerca de 60 ativistas fizeram um protesto contra o abate de capivaras que estavam contaminadas pelo carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, que havia matado dois funcionários do Largo do Café, em Campinas. Interessante que não vi esses defensores dos animais se preocuparem em ajudar as famílias dos funcionários que morreram, nem se mobilizarem para que a doença seja controlada. O que vi foi uma defesa irracional de um animal que não está em risco de extinção, e cuja procriação estava trazendo um sério risco à saúde pública. Será mesmo que a vida dos dois funcionários é menos importante do que a dos animais abatidos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3468682199615695419?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3468682199615695419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3468682199615695419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3468682199615695419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3468682199615695419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/03/animal-nao-e-ser-humano.html' title='Animal não é ser humano'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-9030526216326048735</id><published>2011-03-17T16:46:00.000-03:00</published><updated>2011-03-17T16:47:02.323-03:00</updated><title type='text'>Punição na medida certa</title><content type='html'>Uma frase clichê que já ouvimos muitas vezes é que, se temos certeza de algo na vida, é da chegada da morte. Verdade nua e crua: afinal, podemos não saber de onde viemos ou por que, mas sabemos que um dia nossa vida acabará e nossos restos desaparecerão com o passar dos anos.&lt;br /&gt;Um doente terminal até pode saber que tem três meses de vida, mas não sabe exatamente em que minuto a doença irá vencê-lo. E, enquanto espera a morte, existe sempre a esperança de cura, de um milagre, de um tratamento inovador. A espera pode ser dolorida, mas muitas vezes a resignação ao seu destino toma conta da pessoa, que acaba indo embora em paz com sua obrigação cumprida na vida terrena. &lt;br /&gt;Agora imaginem saber exatamente o dia, hora e como vai morrer. Saber que, hipoteticamente falando, tenho três anos, dois meses e cinco dias de vida. E saber que durante todo esse tempo estarei esperando a morte chegar preso, sem a menor chance de sair de onde estou, muitas vezes abandonado por família e amigos. &lt;br /&gt;Nesse caso, os dias se esvaem sem distrações a não ser olhar as paredes da minha cela e esperar que os advogados consigam o adiamento ou a suspensão de minha sentença de morte. A cada pedido de clemência negado, uma esperança de salvação que se vai. E, nessa cela em que me encontro, as horas demoram a passar, me dando muito tempo para pensar no(s) crime(s) que cometi para estar ali e ter recebido essa sentença tão dura. Junto com os pensamentos, podem vir o arrependimento (ou não), a tristeza, a mágoa, e a vontade de voltar atrás e fazer tudo diferente. Podem imaginar punição mais cruel que essa a um criminoso?&lt;br /&gt;Apesar de cruel, acredito que essa é a punição na medida certa para determinados crimes. Não acredito em redenção, nem arrependimento, nem em perdão, para quem mata, tortura, estupra, judia, esquarteja. Para mim, pessoas assim somente sentem o arrependimento quando são pegas – caso contrário, continuarão a cometer seus crimes sem o menor remorso.&lt;br /&gt;Não defendo a pena de morte no Brasil porque temos um sistema judiciário podre em que os condenados a essa punição seriam apenas aqueles sem condição financeira para conseguirem um bom advogado. Mas defendo sua aplicação como punição. Não concordo com quem diz que morrer é pouco, que a pessoa tem de sofrer pelo que fez. Deixa ela sofrer alguns anos, sabendo quando será sua hora. E sabendo que nada poderá ser feito para adiar esse momento. Essa é a maior punição que qualquer pessoa pode ter: saber que sua vida tem dia e hora para acabar. E, acima de tudo: saber que tem muita gente satisfeita que isso vá acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-9030526216326048735?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/9030526216326048735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=9030526216326048735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/9030526216326048735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/9030526216326048735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/03/punicao-na-medida-certa.html' title='Punição na medida certa'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8767559575760018845</id><published>2011-03-10T14:46:00.001-03:00</published><updated>2011-03-10T14:46:29.417-03:00</updated><title type='text'>Menor? Apenas no documento</title><content type='html'>Em meio aos crimes que têm chocado no País nas últimas semanas – nos quais a maioria dos acusados está foragida – uma ocorrência nesse domingo chamou minha atenção pelo fato de ser basicamente uma “tragédia anunciada”: uma jovem de 18 anos foi baleada pela segunda vez pelo ex-namorado, de 17, que não aceitava o fim do relacionamento. O menor estava cumprindo medida socioeducativa até a última sexta-feira e, de acordo com os registros, tinha mais de 20 passagens pela Polícia. &lt;br /&gt;Acredito que boa parte da sociedade brasileira, assim como eu, está cansada de ser amedrontada por “menores” que sabem muito melhor do que nós as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente, e se aproveitam da impunidade quase que total para cometerem crimes raramente penalizados com rigor. Como um jovem que tem mais de 20 passagens pela Polícia está apenas cumprindo medida socioeducativa? O mais grave é saber que, se ele tivesse matado a namorada, ficaria cumprindo pena no máximo até os 21 anos. Que tipo de punição é essa, frente à perda de uma vida?&lt;br /&gt;O debate sobre a redução da maioridade penal no Brasil volta e meia se reacende, principalmente quando algum crime muito chocante toma as manchetes de todos os órgãos de comunicação. Porém, ele acaba sempre se esvaindo por uma hipocrisia dominante, que insiste em passar a mão na cabeça do adolescente que sabe muito bem se comportar como adulto na hora de cometer delitos, muitas vezes graves, e depois se aproveita da idade que consta em sua certidão de nascimento para não ser penalizado. &lt;br /&gt;A hipocrisia fica maior ainda quando lembramos que, desde 1988, o jovem maior de 16 anos já pode votar. Lembro na época do debate em torno do assunto, porque muitos se posicionavam contra esse direito, alegando que os adolescentes não tinham discernimento suficiente para saberem escolher seus candidatos. Já outra corrente alegava que, pelo voto ser facultativo, apenas iriam votar aqueles com verdadeiras convicções políticas. Assim, mais um direito foi dado ao adolescente, que tem poucas obrigações a cumprir.&lt;br /&gt;Está mais do que na hora de pararmos de olhar estupradores, assassinos e bandidos maiores de 16 anos como coitadinhos que nunca tiveram chance na vida e por isso aderiram ao crime e não sabem o que fazem. Muita gente não teve grandes chances na vida, e ainda assim preferiu estudar e ser alguém a roubar e matar (consciente de que nada vai acontecer). Tente explicar a uma mãe cujo filho foi morto por um menor que ele não sabia o que estava fazendo. Nesse caso, vale a frase: “Menor? Apenas no documento”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8767559575760018845?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8767559575760018845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8767559575760018845&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8767559575760018845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8767559575760018845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/03/menor-apenas-no-documento.html' title='Menor? Apenas no documento'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5922047499522140759</id><published>2011-03-03T12:14:00.001-03:00</published><updated>2011-03-03T12:14:16.350-03:00</updated><title type='text'>Saudades da Amélia</title><content type='html'>Estou com saudades de ser Amélia. De poder dizer que tenho vontade às vezes de casar (sem ter filhos) e viver cuidando da casa e do meu marido. De apenas me dedicar às coisas que me deem prazer, sem preocupação com horário, com ser uma ótima profissional, com mostrar uma imagem de auto-suficiência tão buscada hoje em dia pelas mulheres. &lt;br /&gt;Na próxima terça comemoramos mais um Dia Internacional das Mulheres. Há 101 anos a data é celebrada oficialmente, mostrando todos os avanços obtidos pelo universo feminino ao longo do período: direito ao voto, liberdade sexual, ocupação de cargos estratégicos em empresas e em trabalhos antes exclusivos dos homens.&lt;br /&gt;Devemos sim celebrar tudo isso, mas ser mulher hoje em dia parece que dá mais trabalho que antigamente. Não podemos mais querer apenas casar – somos pressionadas a ter uma profissão. Não podemos mais engravidar e, depois do nascimento da criança, perdermos os quilos adquiridos de maneira gradual – precisamos, em tempo recorde, estarmos novamente em forma, independente de qual seja nosso biotipo. &lt;br /&gt;E as obrigações parecem não ter fim. Temos de organizar a casa, fazer lista de compras, cuidar das crianças quando chegamos do trabalho, nos preocuparmos se alguém fica doente, cuidar de tudo e de todos de maneira impecável. Afinal, nós quisemos toda a liberdade e o direito ao trabalho, não é? Conquistamos, mas sem deixar de lado a obrigação de sermos Amélias também. &lt;br /&gt;E nem culpo os homens por sermos assim. Nós mesmas nos cobramos constantemente. Se estamos gordas, temos de emagrecer. Hoje em dia não basta apenas ser bonita e ter um corpão: preciso também ser a super amante, com mil conhecimentos sexuais. E, se possível, devo apregoar ao mundo o que faço entre quatro paredes, esquecendo que a minha intimidade deve ficar no lugar a que pertence: o meu quarto. &lt;br /&gt;Cursos de pole dance, de strip tease, de pompoarismo, de Kama Sutra, de descoberta do Ponto G. Com a desculpa de melhorar nossa vida afetiva e sexual, nos sentimos pressionadas a inovar sempre no sexo. E, se gostamos de algo mais tradicional, estamos correndo o risco de sermos traídas, avisam nossas amigas. Basta pegar as revistas femininas para ver onde chegamos: matérias e mais matérias nos ensinando como sermos mais sexuais – deixando de lado o quanto podemos ser mais afetivas. &lt;br /&gt;Acho que temos muitos motivos a comemorar, mas acredito que ainda temos muito a evoluir. Não sou machista e nem retrógrada. Apenas acredito que, na ânsia de nos igualarmos aos homens, muitas vezes nos esquecemos de sermos mulheres. Mesmo que isso signifique ser uma Amélia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5922047499522140759?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5922047499522140759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5922047499522140759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5922047499522140759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5922047499522140759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/03/saudades-da-amelia.html' title='Saudades da Amélia'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-4673598964707127920</id><published>2011-02-24T11:14:00.002-03:00</published><updated>2011-02-24T11:23:34.226-03:00</updated><title type='text'>Conto de fadas irreal</title><content type='html'>Um dos assuntos mais comentados em todos os sites que visitei ao longo da semana foi a estreia hoje do filme “Bruna Surfistinha”, que conta a história da ex-garota de programa Raquel Pacheco. Não li o livro em que o longa foi baseado (“O Doce Veneno do Escorpião”), e nem pretendo assistir o filme. Em 2005, quando Bruna virou notícias em toda a mídia, já tive uma overdose do assunto. E acho, sinceramente, um “desserviço” esse tipo de história ser levada às telonas.&lt;br /&gt;No que dependesse de mim, nenhuma adolescente poderia assistir esse filme. Pode parecer radicalismo xiita, mas acho péssima essa ideia de glamourizar a prostituição, o que vem sendo feito por essa menina e por toda a mídia, que dá atenção a ela (de maneira enaltecedora), como se o que Raquel viveu tenha sido um conto de fadas irreal, onde a mocinha, após todo o sofrimento, tem um belo final feliz. &lt;br /&gt;Fico imaginando que exemplo estamos dando para as adolescentes mostrando essa história. No resumo, Raquel era uma menina de 17 anos que resolveu ser garota de programa para sustentar seus luxos. Durante três anos, foi usuária de drogas, fez sexo com sei lá quantas pessoas, e encontrou um idiota (na minha opinião) que não se importou com esse passado tão “enriquecedor” e resolveu largar a família para casar com ela. &lt;br /&gt;A história dessa ex-prostituta não é tão inédita assim. A diferença é que ela resolveu contar em um blog suas aventuras sexuais, e com isso ganhou notoriedade nacional. A impressão que Raquel Pacheco passa, em suas entrevistas, é que ela sofreu, mas teve o final feliz que todos esperam em suas vidas. Ela mesma admite que teve (muita) sorte. Quantas prostitutas conseguem sair desse meio com tanta fama, dinheiro e glamour?&lt;br /&gt;O que me espanta em tudo isso é ver o quanto essa garota é valorizada. Para mim, o recado dado às adolescentes é pernicioso: quantas delas não vão acreditar que a prostituição pode ser a melhor saída para conseguir dinheiro rápido? Quantas delas não vão acreditar que, depois de algum tempo, terão o sucesso que Raquel Pacheco teve, e ainda por cima encontrarão o príncipe encantado, que irá tirá-las do mundo cão da prostituição?&lt;br /&gt;Existem milhares de mulheres brasileiras que batalham diariamente para conquistar suas coisas, sem precisar usar o sexo como instrumento de trabalho. Pesquisadoras, cientistas, políticas, educadoras, atrizes, que honram o nome do Brasil não só nacionalmente, mas também no resto do mundo. Acredito que o exemplo dessas mulheres deveria ser filmado e mostrado a todo mundo, e não o de uma garotinha mimada que queria ter roupas de marca. Enquanto as pessoas acharem que sexo é mais importante que respeito, realmente nosso País não conseguirá chegar ao Primeiro Mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-4673598964707127920?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/4673598964707127920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=4673598964707127920&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4673598964707127920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4673598964707127920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/02/conto-de-fadas-irreal.html' title='Conto de fadas irreal'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5659306983216692136</id><published>2011-02-17T11:27:00.001-02:00</published><updated>2011-02-17T11:27:50.785-02:00</updated><title type='text'>O pior sentimento do mundo</title><content type='html'>Volta e meia, quando estou em bate-papos regados a choppinho e porções, surgem aqueles papos existenciais com os amigos. Numa dessas “discussões filosóficas”, ficamos a debater qual seria o pior sentimento que uma pessoa pode nutrir por outra. Uns disseram que era a inveja, outros o ódio, outros a raiva, outros o desprezo. Concordo com esse último grupo: para mim, o pior sentimento do mundo é o desprezo. &lt;br /&gt;E por que isso? Por que não o ódio, ou a raiva? Simples: quando sentimos ódio ou raiva de alguém, isso significa que essa pessoa ainda é importante para nós. Enquanto ficamos alimentando esse sentimento, estamos na verdade ainda ligados a quem, de alguma maneira, nos magoou ou machucou. E, enquanto nos sentimos assim, essa pessoa, de certa forma, ainda continua nos atingindo. &lt;br /&gt;Mas quando sentimos desprezo, isso significa que aquela pessoa não significa mais nada para nós. Na verdade, ela significa menos que nada. Ou melhor, ela até significa algo: um ser humano digno de pena. E pena é outro sentimento que acho péssimo. Afinal, quando sentimos pena de alguém, normalmente é porque aquela pessoa atingiu o fundo do poço. E quem está no fundo do poço não merece nenhum outro sentimento além desse. &lt;br /&gt;O interessante é que normalmente as pessoas que desprezamos são aquelas que mais buscam nos atingir. Insatisfeitas com as próprias vidas, elas buscam se inserir na nossa de todas as maneiras, buscando qualquer coisa para nos machucar. Para elas, a nossa felicidade é uma ofensa, daí vem seu grande objetivo: nos incomodar.&lt;br /&gt;Quando essas pessoas percebem que não conseguem nos incomodar, nos atingir, nos ferir, nos machucar, é como se estivessem sendo incomodadas, feridas, machucadas. Por isso digo que o desprezo é o pior sentimento do mundo: você simplesmente apaga esses seres humanos da sua vida. Nada, absolutamente nada do que eles façam podem atingi-lo. E nenhuma pessoa que eu conheço gosta (ou admite) ser desprezada.&lt;br /&gt;Por isso costumo dizer que prefiro mil vezes sentir raiva de alguém do que desprezo, que vem sempre acompanhado da mais completa indiferença. Quando tenho raiva de alguém, sou capaz de chorar, de me importar, de querer saber como ela está. E, mais importante de tudo: ainda existe a chance de esse sentimento mudar, se transformar em perdão, e com isso o relacionamento (seja de amizade ou amoroso) ser retomado. Porém, quando chego no desprezo, essa chance não existe, em absoluto. Sinto desprezo por pouquíssimas pessoas. E nem me sinto culpada pelo que sinto, por apenas uma razão: se cheguei a esse ponto, é porque essa pessoa realmente não valia nada. E quem não vale nada não merece nem um segundo da minha atenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5659306983216692136?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5659306983216692136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5659306983216692136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5659306983216692136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5659306983216692136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/02/o-pior-sentimento-do-mundo.html' title='O pior sentimento do mundo'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-4871740672986805613</id><published>2011-02-09T11:38:00.000-02:00</published><updated>2011-02-09T11:45:29.186-02:00</updated><title type='text'>A liberdade de ser feliz</title><content type='html'>É fato que o nível de divórcios aumentou em todo o País desde que o processo se tornou menos burocrático. Casais que antes não faziam a separação legal por entraves da lei hoje conseguem, com muita facilidade, principalmente se não tiverem filhos, a dissolução do casamento de maneira fácil e rápida. Assim, esse aumento, que muita gente ainda enxerga como absurdo, deveria ter sido previsto e até mesmo esperado.&lt;br /&gt;Não acho correta a afirmação de que a facilitação do divórcio é que tem provocado o fim dos casamentos. Aliás, acho excelente que hoje as pessoas possam ter a chance de recomeçarem suas vidas sem obstáculos burocráticos impedindo uma nova união. &lt;br /&gt;Ninguém casa já pensando em se separar. Quando os noivos juram amor eterno, acreditam que a união será mesmo para sempre. Porém, como já dizia Renato Russo, o “prá sempre, sempre acaba”. Conhecemos casais que estão juntos há 40, 50, até 60 anos, unidos por um amor inabalável e um companheirismo invejável. Mas acredito que também todo mundo conheça aquele casal que está junto há décadas, cujo relacionamento é péssimo, cuja convivência é na base do suportável, e não do desejável. &lt;br /&gt;Qualquer tipo de convivência é alicerçada na tolerância. No trabalho, não conseguimos gostar de todos os colegas, assim como não somos adorados por todos. Mas, usando as regras do bom senso, conseguimos conviver no dia a dia com essas pessoas. Inconscientemente (ou até com plena consciência!) sabemos o seguinte: quando meu horário acabar, não sou obrigado mais a olhar na cara da pessoa que não gosto. Não sou obrigada a ir num barzinho junto, sair para jantar, sentar na mesma sala para dar risada. &lt;br /&gt;Num casamento, porém, não podemos simplesmente pensar assim. Casais acordam juntos, jantam juntos, dormem juntos, e dividem o mesmo espaço. Tolerância e paciência são virtudes inerentes quando se está casado. Mas, muitas vezes, a paciência se acaba, assim como o amor. Sempre digo que o fim de um relacionamento não é culpa de uma pessoa só, mas de uma soma de fatores. E, se não sou feliz com quem estou no momento, por que me obrigar a ficar com essa pessoa o resto da vida?&lt;br /&gt;Acredito na seguinte premissa: antes de eu gostar de outra pessoa, tenho de gostar de mim. E quando não existe mais respeito, não há sentido em ficar mais junto. Por isso avalio como muito positiva essa possibilidade que hoje as pessoas têm, ao conseguirem finalizar um casamento sem toda a burocracia e obstáculos que existiam no passado. Para mim, todo mundo pode ter a liberdade de ser feliz – mesmo que seja pela segunda ou décima vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-4871740672986805613?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/4871740672986805613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=4871740672986805613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4871740672986805613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4871740672986805613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/02/liberdade-de-ser-feliz.html' title='A liberdade de ser feliz'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-4465330633846479509</id><published>2011-01-27T15:32:00.001-02:00</published><updated>2011-01-27T15:32:38.658-02:00</updated><title type='text'>Desrespeito (caro) ao paciente</title><content type='html'>Estamos acostumados a ver em jornais, revistas e televisão matéria mostrando o caos do sistema público de saúde no Brasil. Pacientes atendidos em condições precárias, falta de médicos, salas de espera de emergência cheias e pessoas esperando horas para uma consulta são cenas comuns quando se fala sobre aqueles que, por falta de condições financeiras, não podem pagar um plano de saúde. &lt;br /&gt;Porém, raramente vemos notícias relatando os abusos cometidos pelos convênios que, em momentos às vezes cruciais, negam tratamentos e atendimentos, alegando mil impedimentos e cláusulas que depois acabam sendo derrubadas, muitas vezes pela própria ouvidoria do plano, e em outras através de medidas judiciais.&lt;br /&gt;Causa revolta ver que, quando mais estamos fragilizados, somos surpreendidos que exigências e impedimentos inexistentes. A burocracia dos convênios é outro problema extremamente sério. Semana passada meu irmão seria operado de uma hérnia. Tudo pronto, ele preparado para a cirurgia, e o convênio negando o uso do material que seria usado na intervenção. Sem essa autorização, o hospital não permitiu que ele se internasse e fizesse o procedimento. Ou seja, uma cirurgia que havia sido marcada há cerca de um mês foi adiada porque o plano, com sua usual burocracia, não liberou o uso de um simples material em tempo hábil. &lt;br /&gt;Quando fazia quimioterapia, vi uma amiga ir embora sem tomar a medicação porque o convênio não havia permitido o uso do remédio contra enjoo. Alegação: nem todo mundo enjoa com uma medicação que, se faz cair todo pelo do corpo, imagine o que faz dentro do organismo! Interessante argumento, porque quando estava em tratamento, fazendo uma estimativa grosseira, posso dizer que, de cada dez pacientes, nove passam muito mal. Ainda assim, para alguns planos, o remédio deve ser dado apenas na segunda sessão, se ficar comprovado que o paciente teve enjoo. &lt;br /&gt;Quem já precisou realmente usar o convênio, além das consultas normais, sabe a dificuldade que é conseguir autorização para exames extras e tratamentos caros. Já vi planos de saúde negarem procedimentos como quimioterapia e radioterapia em casos graves de câncer, porque eles não se encaixavam no protocolo da OMS (Organização Mundial de Saúde). O respeito ao doente, a preocupação com seu bem-estar em uma fase difícil, a prestação de serviços sem questionamentos infundados, tudo isso acaba sendo deixado de lado. Infelizmente, em muitos casos, as pessoas acabam entrando na Justiça e, através de liminar, conseguem o atendimento que deveria ser feito sem problemas. Afinal, pagamos (e caro) para isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-4465330633846479509?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/4465330633846479509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=4465330633846479509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4465330633846479509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4465330633846479509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/01/desrespeito-caro-ao-paciente.html' title='Desrespeito (caro) ao paciente'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3902411741091220838</id><published>2011-01-20T15:06:00.002-02:00</published><updated>2011-01-20T15:08:26.741-02:00</updated><title type='text'>Assumindo os anos vividos</title><content type='html'>Envelhecer é um dos maiores pecados que uma mulher pode cometer para a sociedade imediatista, que valoriza o lado estético acima de tudo, esquecendo que os anos realmente passam e, por mais que se lute contra, a idade chega para todo mundo, sem exceção de raça, credo ou classe social.&lt;br /&gt;Chego aos 39 anos amanhã sem nunca ter feito nenhuma intervenção estética, a não ser as plásticas de reparação da minha mastectomia. Graças a uma genética um pouco abençoada, sempre ouço, quando digo minha idade, que pareço mais nova. Costumo dizer que essa aparência se deve não aos milagres estéticos que prometem rejuvenescimento em tempo recorde, mas sim ao espírito jovem que procuro ter em todas as ocasiões.&lt;br /&gt;Não sou contra plásticas, muito pelo contrário. Acho que, se a pessoa está realmente infeliz com sua aparência, se aquilo a afeta de tal modo que ela não consegue se realizar em nenhum aspecto, deve sim usar e abusar das cirurgias que ajudam, e muito, a aumentar a autoestima. O que sou contra é a busca incessante da juventude eterna, as remodelações de corpo e rosto que transformam muitas mulheres bonitas em bonecas sem expressão, que se escravizam e lutam contra algo que não têm poder para interromper: a passagem dos anos. &lt;br /&gt;Acho engraçado quando vejo amigas mentindo a idade, sem qualquer pudor. Mais engraçado ainda é quando quem faz isso aparenta os anos que tem, ou seja, o tiro sai pela culatra: se eu tenho 39 e falo que tenho 30, as pessoas, entre si, dizem que estou envelhecida. Quando assumo a idade que tenho e ela condiz com minha aparência, o máximo que pode acontecer é não ouvir elogios – mas também não correr o risco de ser ridicularizada pelas costas. &lt;br /&gt;Assumir os anos vividos é uma arte. Quando eu tinha 15 anos, uma pessoa de 39 era velha. Ao completar 39 anos, me sinto muito mais nova do que sou. Digo que tenho a experiência ideal para minha idade, com o espírito ainda jovem para aproveitar todas as coisas boas que a vida puder me oferecer. Quando vejo pessoas com 40 e poucos anos dizendo que são velhas, fico imaginando o que elas viveram até agora para se sentirem assim.&lt;br /&gt;Cada marca que trago na pele e cada sinal de expressão são lembretes do que já vivi. Não vou pregar aqui que se dispam de toda vaidade e não se cuidem, mas sim que valorizem a idade que têm. Cada ano vivido é uma vitória, e cada um deles merece ser comemorado. Poucas vezes em minha vida deixei de celebrar meu aniversário – e amanhã não será exceção à regra. Não sei o futuro, mas o que importa é que chego a mais um ano, que se soma aos 38 muito bem vividos. Com certeza, vou aproveitar a nova idade da melhor maneira possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3902411741091220838?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3902411741091220838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3902411741091220838&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3902411741091220838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3902411741091220838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/01/assumindo-os-anos-vividos.html' title='Assumindo os anos vividos'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7882118286611512659</id><published>2011-01-13T10:54:00.001-02:00</published><updated>2011-01-13T11:08:49.756-02:00</updated><title type='text'>A maldade que existe em nós</title><content type='html'>O ser humano, por excelência, é maldoso. Por mais que tentemos nos isentar de opiniões pré-concebidas sobre qualquer assunto, volta e meia nos pegamos fazendo comentários que mostram, se não o preconceito, a maldade que existe dentro de nós. Aqueles que fazem questão de usar essa maldade todos os dias são conhecidos como “venenosos”. Porém, por mais que tentemos ficar de fora desse tipo de comentário, bem lá no fundo, quase todos nós gostamos de uma fofoca, principalmente se ela vier acompanhada de uma boa dose de maldade. &lt;br /&gt;O maior problema das pessoas maldosas, porém, é que elas não se limitam a fazer seus julgamentos, mas querem provar que eles são certos. Um bom exemplo disso ocorreu na posse da presidente Dilma Roussef. Ao invés de prestar atenção num momento histórico (independente de partidarismo, ela foi a primeira mulher a assumir o cargo no País), a maior parte do povo ficou de olho bem grudado na mulher do vice-presidente Michel Temer, a ex-miss Paulínia, Marcela Temer, 43 anos mais jovem que ele. A diferença de idade entre os dois foi o assunto principal de muitos jornais, e o julgamento já está feito: ela casou por dinheiro, não existe amor entre os dois, foi um golpe... Nenhum comentário positivo sobre seu caráter, como se todos a conhecessem e soubessem dos seus sentimentos.&lt;br /&gt;Não estou aqui sendo “Poliana” e fechando os olhos para os relacionamentos em que o interesse financeiro é a tônica. Existem aqueles casos óbvios, que só não vê quem não quer. Mas também existem aqueles em que os verdadeiros sentimentos de amor e companheirismo uniram o casal. &lt;br /&gt;Não vou ser hipócrita e dizer que nunca fiz fofoca ou que tenho ojeriza quando alguém chega para me contar algo maldoso. Mas daí a sair envenenando tudo que vejo e ouço vai uma grande distância. E esse é o problema da pessoa verdadeiramente maldosa: para ela, denegrir a imagem do outro, sem se importar com as consequências de seu ato, é um prazer constante. &lt;br /&gt;Quando digo que sou jornalista, muitas vezes ouço o comentário de que somos todos maldosos. Infelizmente, tenho de concordar que muitos colegas são mesmo assim. Uma coisa é ser perspicaz e captar nas entrelinhas o que um entrevistado deixa de dizer, ou investigar bem um assunto e sair dele com um belo furo. Outra é, a partir de qualquer fala menos explícita, sair com matérias em que palavras como “pode”, “talvez”, “aparentemente” são a tônica, sem confirmação confiável do assunto. &lt;br /&gt;Não devemos ser anjos ou demônios. Temos de procurar um equilíbrio entre esses dois extremos. Até porque, se nos descuidarmos, nosso espírito acabará sendo dominado pela maldade que existe em nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7882118286611512659?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7882118286611512659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7882118286611512659&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7882118286611512659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7882118286611512659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/01/maldade-que-existe-em-nos.html' title='A maldade que existe em nós'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5965168389385696324</id><published>2011-01-06T11:38:00.001-02:00</published><updated>2011-01-06T11:38:38.033-02:00</updated><title type='text'>Pelo direito de chorar</title><content type='html'>Certas coisas que temos de fazer em nossa vida nos fazem sofrer e, por mais que desejemos não fazê-las, elas são uma obrigação que não podemos deixar de lado. Uma dessas obrigações que tenho e me fazem sofrer demais é, a cada três meses, passar por uma bateria de exames para controle de câncer. Assim, hoje terei de ir a dois laboratórios e depois ficar algumas horas esperando o resultado. &lt;br /&gt;Essa rotina faz parte da minha vida há oito anos, quando estive doente pela primeira vez. Por mais que eu saiba, com o otimismo que é minha característica principal, que estou bem, que os resultados serão ótimos, sempre tenho medo. Medo do exame de sangue (para quem não sabe, tenho fobia de agulha). Medo de que o resultado venha diferente do que eu imagino. Medo de estar doente de novo. Afinal, quem passa duas vezes por uma doença grave, sabe o quanto isso é difícil.&lt;br /&gt;Raramente demonstro o quanto isso me afeta. Quem passou pelo que passei entende o que sinto. E, por incrível que pareça, me sinto “culpada” por ter medo. Parece que, como sempre mantive a cabeça erguida durante o tempo em que estive realmente doente, é vergonhoso agora ter medo de fazer os exames que comprovam que me continuo curada. &lt;br /&gt;Em muitos momentos de nossa vida nos sentimos assim. Demonstrar medo, tristeza, chorar, mostrar os sentimentos, hoje em dia, é sinal de fraqueza. Temos de ser fortes o tempo todo. Se perdermos o emprego, não podemos nos dar ao luxo de efetivamente lamentar o que houve, e sentimos necessidade de mostrar a todo mundo que, por mais chata que a demissão tenha sido, ela acabou sendo “muito melhor do que ficar naquele emprego”.&lt;br /&gt;Se levarmos um fora, ou se o casamento acaba, nada de choro. Vejo amigas dizendo que “não vou dar o gosto de ele saber que sofri”. Não estou dizendo que as pessoas devam ficar apregoando a todo canto seu sofrimento, mas também não adianta nada ficar se fazendo de forte, como se nada estivesse acontecendo. Nenhum dos dois extremos faz bem.&lt;br /&gt;Quando estive doente, raramente me permiti chorar, mesmo sabendo que ninguém me censuraria, afinal, eu estava numa situação muito difícil. E hoje, quando me pego chorando por causa dos exames, sempre escuto que não devo chorar. Sei que as pessoas falam isso para o meu bem, mas imagino quantas vezes não engolimos nosso choro porque alguém nos diz que devemos ser fortes. Devemos sim... mas também podemos chorar. Lágrimas não são sinal de fraqueza: são de sentimentos, são provas de que somos humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5965168389385696324?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5965168389385696324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5965168389385696324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5965168389385696324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5965168389385696324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2011/01/pelo-direito-de-chorar.html' title='Pelo direito de chorar'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3363269969049441379</id><published>2010-12-30T10:29:00.000-02:00</published><updated>2010-12-30T10:31:22.322-02:00</updated><title type='text'>Valorizando nossos acertos</title><content type='html'>Chegamos juntos mais uma vez a um fim de ano. Quando comecei a escrever nesse espaço, em junho de 2009, jamais imaginei que ele se tornaria um cantinho tão especial para mim. Toda semana me pego pensando em que mensagem quero passar aos meus leitores, sem me transformar em dona da verdade. E cada retorno que recebo é um carinho que sempre fazer meu dia ser melhor.&lt;br /&gt;Este ano acaba para mim como “o ano de realizar sonhos”. Viajei para onde sempre sonhei, assisti aos shows que queria, conheci novos amigos, de alguns me afastei, perdi uma grande amiga, ganhei mais experiência. Na soma de tudo, posso dizer que foi um ano extremamente especial. Mais que isso: foi um dos melhores anos da minha vida. &lt;br /&gt;Quando chega essa época sempre começamos a fazer um balanço daquilo que aconteceu ao longo dos últimos 12 meses. Percebo uma atitude comum à maioria das pessoas: nessa avaliação, sempre ficamos nos questionando e buscando respostas ao por que erramos em determinada situação. Remoemos os erros, sempre com a justificativa de que “não podemos esquecê-los para não repeti-los”. E valorizamos demais aquilo que não podemos mais mudar. &lt;br /&gt;Temos sim de avaliar nossos erros para não repeti-los. O problema é que acabamos nos esquecendo de lembrar os nossos acertos e valorizá-los. Esquecemos que eles fazem parte também da nossa vida cotidiana e, quanto mais acertamos, menores são as chances de errarmos novamente. Ficamos tão preocupados em não repetir erros que não nos lembramos de repetir os acertos. Nossas experiências de sucesso acabam não valendo tanto quanto nossas memórias de fracasso, que ficam ali, pairando, como que para nos atormentar com aquilo que podíamos ter feito da melhor maneira – e deixamos de fazer. &lt;br /&gt;Usando o velho clichê, “errar é humano”. Quando erramos, temos duas opções: tentar consertar o erro ou se desculpar por ele; ou lamentar o que houve e seguir em frente, sem ficar revivendo em todo momento o que houve. “Se eu tivesse”, “se eu pudesse”, “se eu não fosse” são frases comuns quando pensamos nas burradas que fazemos. O único problema é que esse condicional não existe, simplesmente porque já está no passado, e não temos como retornar a ele. &lt;br /&gt;Por isso, em 2011, que todos nos possamos acertar mais do que errar. Quando errarmos, que possamos aceitar nossas falhas sem nos martirizarmos. Quando acertarmos, que saibamos valorizar nosso sucesso na medida certa, sem nos julgarmos perfeitos. Que nossos erros passados fiquem em 2010, e que nossos acertos cheguem a 2011 como parte de nossa experiência, para que nos tornemos pessoas melhores. Podemos não fazer a diferença todos os dias, mas deixo aqui uma reflexão: se cada um de nós puder deitar a cabeça todo dia no travesseiro e pensar que não prejudicou ninguém, já será um grande avanço para toda a humanidade. Feliz Ano Novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3363269969049441379?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3363269969049441379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3363269969049441379&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3363269969049441379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3363269969049441379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/12/valorizando-nossos-acertos.html' title='Valorizando nossos acertos'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-73667400537507300</id><published>2010-12-23T11:54:00.001-02:00</published><updated>2010-12-23T11:54:39.635-02:00</updated><title type='text'>Hora de confraternizar</title><content type='html'>Chega essa época do ano, principalmente nas duas semanas que antecedem o Natal, e as famosas confraternizações tomam conta de todos os lugares. Bares, restaurantes e pizzarias ficam lotados com grupos de amigos ou apenas colegas de trabalho que se reúnem para tomar uma cerveja ou fazer a troca de presentes do amigo secreto.&lt;br /&gt;Na última quarta fiz parte do grupo que se reúne apenas para confraternizar. Pude observar que em todas as mesas do bar o espírito era de rir, apenas falar de coisas boas, trocar abraços e expressar desejos de tudo de bom no Natal e melhor ainda no novo ano que se aproxima. Não tem como fugir até mesmo da emoção e choro ao abraçar algum amigo mais querido (principalmente depois de alguns chopes!).&lt;br /&gt;Confraternizações fazem parte das tradições natalinas tanto quanto o Papai Noel e a árvore de Natal. Parece que nesta época todo mundo vira amigo, os problemas são esquecidos, as mágoas e ressentimentos desaparecem. Mas, no fundo, todo mundo sabe que não é bem assim. Passado esse período festivo, os ressentimentos voltam, as mágoas ressurgem, os amigos afastados, que prometeram estar mais presentes, somem novamente, e a rotina continua, como se o momento mágico das confraternizações nunca tivesse existido.&lt;br /&gt;Sempre penso em por que não podemos ter confraternizações o ano todo. Afinal, confraternizar significa “comemorar com outras pessoas”, “viver fraternalmente, partilhando os sentimentos, crenças, ideias de outrem”. Não acho que precisamos esperar o Natal nem o Ano Novo para entrarmos nesse espírito. Penso que, sempre que as chances surgem, devemos confraternizar. &lt;br /&gt;Por isso acho interessante que, quando convido todos os amigos para sair, eles perguntam: o que estamos comemorando? Em alguns casos, estamos mesmo celebrando algum evento, um aniversário, uma viagem, um retorno, um emprego novo. Mas, na maioria delas, gosto de reunir meus amigos apenas pelo simples prazer de estar com eles. E não precisa ser fim de semana. Pode ser uma segunda-feira em que sinta vontade de encontrá-los. Meus sentimentos pelas pessoas que amo não precisam de dia e hora marcada para se manifestarem. &lt;br /&gt;Hoje à noite estaremos com nossas famílias celebrando o Natal. Ou seja, estaremos confraternizando, trocando presentes, deixando mágoas de lado, esquecendo os ressentimentos, e nos permitindo sentir apenas o prazer de estar com os entes amados. Talvez seja hora de deixarmos que esse espírito de confraternização se espalhe ao longo do ano. Afinal, qualquer dia é importante para estar entre pessoas queridas, celebrando a vida. Um Feliz Natal a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-73667400537507300?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/73667400537507300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=73667400537507300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/73667400537507300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/73667400537507300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/12/hora-de-confraternizar.html' title='Hora de confraternizar'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3803101729927186853</id><published>2010-12-16T11:16:00.001-02:00</published><updated>2010-12-16T11:16:40.128-02:00</updated><title type='text'>Quer mentir? Faça bem feito!</title><content type='html'>O ditado “mentira tem perna curta” cai como uma luva para mim. Não que eu seja a mentirosa nata e acabe sempre sendo pega no flagra. Mas geralmente acabo descobrindo quando as pessoas mentem para mim. E nem preciso fazer esforço para isso: a verdade chega de repente, me abrindo os olhos para coisas que às vezes eu nem imaginava.&lt;br /&gt;Uma das coisas que mais abomino é a mentira. E sei que todo mundo mente. Muitas vezes acabamos contando alguma mentira leve para evitar um problema maior. Algumas pessoas chamam isso de “mentira branca”. É aquela que contamos quando sabemos que não vai prejudicar ninguém e até mesmo evitar a mágoa de uma pessoa querida.&lt;br /&gt;Porém, o inaceitável para mim é a mentira sem necessidade, ou a que prejudica o outro. E o mentiroso nato faz isso sem o menor remorso. Pior ainda, quando é descoberto, continua mantendo a farsa e se acha no direito de se sentir ofendido quando confrontado com a verdade.&lt;br /&gt;Conheço muita gente assim. Conta mentiras de tudo que é tipo: seja para se fazer de vítima, ou para dizer que é esperto, ou para ser o bom em tudo. Nunca mede as consequências das lorotas que espalha, sem se preocupar se aquilo pode se tornar algo maior ou vai magoar alguém. &lt;br /&gt;Este ano tive uma decepção com um amigo que, a despeito de eu considerá-lo um irmão, mentiu descaradamente para mim e, quando o confrontei com a verdade, manteve tudo que havia dito, ajudado por outra mentirosa nata. E continuou com esse posicionamento, preferindo perder a minha amizade (que nem devia ser importante, hoje avalio) a admitir que havia feito uma besteira gigante ao tentar me fazer de idiota. &lt;br /&gt;Porque esse é o maior problema da pessoa mentirosa: ela subestima a inteligência de todos em sua volta, considerando-se mais esperta, e nem percebe que, ao longo do caminho, vai entrando em contradição e deixando que as peças da mentira, que estavam tão bem encaixadas (em sua imaginação) acabam se soltando e não se fixando mais.&lt;br /&gt;Depois que uma verdade vem à tona e a confiança quebra, não adianta tentar remendar. É como uma peça de porcelana que a gente tenta colar quando ela se parte: por mais bonita que ainda fique, é possível perceber a linha onde foi feito o conserto. E essa linha fica sempre ali, para mostrar que o objeto não é mais original. Assim fica qualquer relacionamento quando uma mentira é descoberta: pode até se manter, mas aquela sensação incômoda de desconfiança dificilmente vai embora, principalmente quando o outro não admite seu erro. Por isso, sempre digo: quer mentir? Então faça bem feito, ou arrisque a perder um dos bens mais preciosos que possuímos: nossa honra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3803101729927186853?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3803101729927186853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3803101729927186853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3803101729927186853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3803101729927186853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/12/quer-mentir-faca-bem-feito.html' title='Quer mentir? Faça bem feito!'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-329920136662237276</id><published>2010-12-09T14:13:00.001-02:00</published><updated>2010-12-09T14:13:34.222-02:00</updated><title type='text'>Assumindo nossa culpa</title><content type='html'>A banalização do sexo, em todos os sentidos, chegou a um ponto em que estupro de mulher bêbada é considerado normal, “afinal, quem garante que ela não queria isso mesmo?” Os conceitos machistas que tanto criticamos estão enraizados na sociedade brasileira há séculos e, a despeito de os jovens de hoje agitarem uma bandeira de modernismo nesse aspecto, o que vemos sempre é a colocação da culpa na mulher quando qualquer acontecimento envolvendo sexo é jogado na mídia. &lt;br /&gt;Em hipótese alguma concordo com o machismo de que somente o homem tem direito a fazer o que bem entender entre quatro paredes, e a mulher deve se preservar pura e sagrada até encontrar o príncipe encantado (até porque ele não existe, vamos e convenhamos!). Mas temos nossa parcela de culpa nesses conceitos tão arraigados quando não nos damos ao respeito. E entendo por respeito não o comportamento adotado dentro do quarto, mas sim aquele que adotamos em todos os outros momentos da nossa vida.&lt;br /&gt;Quando uma mulher deixa que um homem a trate como objeto, ela deixa que ele pense que todas as outras são assim. Quando permito que um homem me diga, em cruas palavras, que quer me levar para cama e curtir apenas uns momentos, permito que ele pense que sou apenas um objeto de desejo. Pior: permito que ele pense que não tenho valor algum, e por isso sou descartável.&lt;br /&gt;Não vamos ser hipócritas e fingir que o sexo casual não acontece. Existem mulheres perfeitamente bem resolvidas nesse aspecto e que, quando estão sozinhas, se dão ao direito de exercitarem sua sexualidade sem que haja a necessidade do compromisso. O que diferencia essas mulheres daquelas tratadas como objeto é que elas sabem com quem sair e não deixam que qualquer homem dite as regras, como se estivessem disponíveis a qualquer minuto. Por isso, buscam para esses momentos apenas homens bem resolvidos, que sabem o verdadeiro valor de uma parceira – mesmo que seja por apenas umas horas. &lt;br /&gt;Vejo muitas mulheres carentes que se sujeitam a saídas rápidas, entre um compromisso e outro do parceiro, na esperança de que esses momentos fugazes se transformem em um namoro. Ledo engano. A grande oferta determina o valor do produto: quanto mais abundante, menor o seu preço. Acho interessante essas mulheres justificarem seu comportamento, dizendo que também estão aproveitando. Mas constato que, ao contrário delas, que desmarcam qualquer outro compromisso quando os “ficantes” ligam, eles não abrem mão de nenhum evento com os amigos para sair com elas. Ou seja, o equilíbrio não existe. O sexo sem compromisso existe – mas quando a vontade dele se manifesta. A dela, é problema dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-329920136662237276?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/329920136662237276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=329920136662237276&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/329920136662237276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/329920136662237276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/12/assumindo-nossa-culpa.html' title='Assumindo nossa culpa'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1835296001009708571</id><published>2010-12-02T10:20:00.002-02:00</published><updated>2010-12-02T10:24:45.129-02:00</updated><title type='text'>Um passeio pela História</title><content type='html'>Antes de sair em férias contei aqui que iria realizar o sonho da minha vida: conhecer as pirâmides do Egito. Já de volta, acabei me dando conta de algo que, sem querer, eu planejei e fiz: um passeio pela História, que tanto amo e considero uma boa base para minha formação jornalística.&lt;br /&gt;Visitei símbolos históricos que, quando estudamos História na escola, vemos nos livros e imaginamos o que realmente aconteceu naqueles lugares. O Parthenon, em Atenas, no alto da Acrópole, é um monumento erguido em homenagem à riqueza que permeava aquele período da Grécia. Um pouco daquela magia está estragada pelos andaimes dispostos no local e por uma escada de madeira, mas ainda assim é possível imaginar Sócrates andando por ali com seus discípulos.&lt;br /&gt;As pirâmides são de tirar o fôlego. Imensas, elas possuem uma imponência incomparável a qualquer outro monumento. A Esfinge também nos mostra toda a modernidade de um povo que, há dois mil anos, tinha conhecimentos de Engenharia que até hoje intrigam pela sua perfeição.&lt;br /&gt;O Coliseu, palco de tantas mortes e espetáculos sangrentos, não tem aquela aura pesada que muita gente imagina. Muito pelo contrário: ao caminhar por aquelas ruínas e olhar do alto a arena onde tantos gladiadores perderam a vida, o que me chamou a atenção foi a grandiosidade de um lugar que representou todo o apogeu de Roma, que era na época um império invencível. &lt;br /&gt;Em Israel, os lugares históricos considerados símbolos do Cristianismo são muito bem guardados. Em cada ponto importante da vida de Cristo, uma igreja foi erguida. Porém, uma coisa me decepcionou bastante neste passeio: o comércio, presente em todas as igrejas e locais sagrados. A Via Dolorosa me pareceu uma 25 de Março um pouco mais organizada e sem tanta gritaria. Se Cristo voltasse para esse lugar, novamente iria expulsar os vendilhões do templo. &lt;br /&gt;A despeito da beleza dos lugares e de todo o simbolismo que eles representam, não consegui me emocionar nem mesmo no Muro das Lamentações, mas me impressionei com cristãos, judeus e muçulmanos rezando todos juntos, alguns em transe. A emoção que tanto queria sentir veio quando fui batizada no Rio Jordão, um belíssimo lugar que transmite paz e renovação a todos que entram naquelas águas. &lt;br /&gt;Cada foto tirada em todos os passeios traz emoções diferentes, e em minha memória terei sempre os momentos vividos de um sonho realizado. Minha sobrinha mais velha, ao ver minhas fotos, exclamou: “Tia, parece que você está dentro dos livros de História!”. Ela tem razão: nessa viagem, entrei na História que tanto amo. Ainda assim, é bom voltar aos tempos atuais. Como diz a música imortalizada na voz de Elis: “o passado é uma roupa que não nos serve mais”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1835296001009708571?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1835296001009708571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1835296001009708571&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1835296001009708571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1835296001009708571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/12/um-passeio-pela-historia.html' title='Um passeio pela História'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5951245450077836204</id><published>2010-11-24T14:20:00.001-02:00</published><updated>2010-11-26T07:56:11.487-02:00</updated><title type='text'>Paul, para sempre inesquecível</title><content type='html'>Depois de um mês de férias maravilhosas, retorno a minha rotina ainda extasiada por ter assistido ao show de Paul McCartney no domingo, no Morumbi. Ao lado de 64 mil pessoas, cantei, dancei, pulei, gritei e chorei ouvindo sucessos desse senhor de 68 anos que, desmentindo sua idade, manteve a plateia vibrando durante quase 3 horas de show.&lt;br /&gt;Para quem, como eu, sonhava em ver pelo menos um dos Beatles ao vivo, a experiência foi inesquecível. Sir Paul não nega a classe que tem e, simpático o tempo todo, interage com seu público como se fosse íntimo dele. E os fãs respondem a toda simpatia à altura: cantam afinadamente seus sucessos, aplaudem, gritam seu nome. &lt;br /&gt;O que mais me encantou foi ver a mistura entre jovens mal saídos da adolescência, adultos, e senhores sessentões, todos juntos cantando. Não havia espaço para briga, para desentendimento, para nada que pudesse estragar aquele momento mágico na vida de todos que ali estavam. Em compensação, havia espaço de sobra para sorrisos trocados entre as pessoas que, mesmo não se conhecendo, estavam ali unidas pela mesma paixão ao mais famoso dos Beatles vivo. &lt;br /&gt;Ao meu lado, três garotos, de no máximo 22 anos, me mostraram que um ídolo realmente ultrapassa gerações. Mal começavam os acordes das músicas eles sabiam todas as letras, que cantavam a plenos pulmões e, em alguns momentos, choravam emocionados. Não havia como não se contagiar com aquela emoção. Num dado momento, um deles falou, com a voz embargada: “Vou poder contar ao meu filho que vi Paul McCartney ao vivo. Isso, ninguém vai tirar de mim”. &lt;br /&gt;Um dos pontos altos do show, quando milhares de pessoas soltaram bexigas brancas ao som de “Give Peace a Chance”, deixou até mesmo o cantor emocionado. Cada vez que a plateia começava em uníssono a gritar “Paul, Paul, Paul”, era possível sentir a energia positiva circulando pelo estádio todo. Num só lugar, 64 mil pessoas homenageando seu ídolo, dizendo, com aquele grito, o quanto o admira. &lt;br /&gt;Ao deixar o palco, no encerramento do show, o beatle deu um susto na plateia, quando tropeçou e caiu, segurando duas bandeiras do Brasil. Com uma agilidade surpreendente e a famosa fleuma britânica, ele se levantou rapidamente, fez um sinal de positivo, despediu-se do público, e saiu sem deixar de sorrir. Um final digno de um sir, um gentleman, um ídolo. Defino com apenas uma palavra o que para mim representou todo o show e este momento inusitado: inigualável. Paul, para sempre inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5951245450077836204?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5951245450077836204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5951245450077836204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5951245450077836204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5951245450077836204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/11/paul-para-sempre-inesquecivel.html' title='Paul, para sempre inesquecível'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8329033885728927866</id><published>2010-10-21T11:13:00.000-02:00</published><updated>2010-10-21T11:14:08.710-02:00</updated><title type='text'>Realizando sonhos</title><content type='html'>Desde que aprendi a ler e conhecer o valor da história, tenho o sonho de conhecer as pirâmides do Egito. Visitar os túmulos dos faraós, ver a Esfinge e imaginar como aqueles blocos gigantescos foram colocados tão simetricamente um em cima do outro sempre foram objetivos que um dia eu disse que realizaria. &lt;br /&gt;Finalmente, no próximo dia 3, estarei realizando esse sonho. Planejei durante anos essa viagem. Em 2008, estava com tudo pago quando tive câncer, e tive de adiar o que sempre havia imaginado fazer. Lembro que, ao ter o diagnóstico, que na época era meio sombrio, eu disse ao médico que tinha certeza de que não ia morrer, porque ainda não havia conhecido o Egito. &lt;br /&gt;Sonhos fazem parte das nossas vidas. Existem aqueles atingíveis, e aqueles que sabemos que dificilmente conseguiremos realizar. Ter uma Ferrari, por exemplo. Não é impossível, desde que eu ganhe na Mega Sena ou case com um milionário que resolva me dar esse mimo. Como essas duas possibilidades são muito remotas (mas não impossíveis...), imagino que a Ferrari não vai fazer parte da minha vida. E não sofro por conta disso.&lt;br /&gt;Realizar um sonho nos faz ter vontade sempre de melhorar, crescer, errar, acertar, errar de novo, cair, levantar, brigar, chorar e, finalmente, conseguir aquilo que queremos. Pode ser um simples passeio ao Museu do Ipiranga, conhecer o mar, conquistar o amor da sua vida, gerar um filho, aquele emprego que garanta estabilidade a sua vida. O importante é sempre ter algo a conquistar. &lt;br /&gt;Somos movidos a sonhos, ou conquistas. Não importam o que eles sejam, importam que sejam seus. Para mim, conhecer o Egito sempre foi algo a ser conquistado. Muita gente, quando eu comentava isso, me dizia que tem mil outros lugares mais interessantes e bonitos para se visitar do que um “deserto com um monte de pedra empilhada”. Para quem não ama História, como eu amo, o Egito significa isso mesmo. Para mim, significa visitar uma civilização que sempre me impressionou. Nunca me importei com esses comentários. O sonho era meu. E quem tinha de realizá-lo era eu. &lt;br /&gt;Por isso, seus sonhos são apenas seus. Não se importe se as pessoas acharem seu sonho pequeno, absurdo, inatingível, ou até mesmo medíocre. Lembre-se sempre que a conquista dele vai depender apenas de uma pessoa: você mesmo. Se eu dependesse dos outros, talvez não estivesse agora contando que vou fazer a viagem da minha vida. Esse era meu objetivo. Eu o conquistei. E tem coisa mais gostosa que conseguir algo que desejamos muito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8329033885728927866?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8329033885728927866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8329033885728927866&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8329033885728927866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8329033885728927866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/10/realizando-sonhos.html' title='Realizando sonhos'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-9143146673222301542</id><published>2010-10-14T10:45:00.002-03:00</published><updated>2010-10-14T10:52:48.468-03:00</updated><title type='text'>Mentiras disseminadas</title><content type='html'>Todos os dias recebo em média uns 60 e-mails com os mais diversos teores. Alguns trazem belas mensagens, outros são vídeos engraçados, e tem aqueles pessoais, de amigos querendo saber como estou. Infelizmente, porém, a maioria deles é composta por uma praga que vive enchendo nossas caixas postais: os famosos spams. &lt;br /&gt;Passados pelo menos 15 anos do início da popularização da internet no Brasil, a maioria das pessoas ainda não sabe usar a rede de maneira a diminuir o lixo virtual, e aumentar as mensagens úteis. E nem faz isso por maldade. Simplesmente, as pessoas recebem algo que acham interessante ou que vai beneficiar alguém, e encaminham a todos da lista, dispostos e espalhar uma boa novidade ou conseguir ajuda para quem está passando dificuldade. &lt;br /&gt;Um bom exemplo são duas mensagens que circulam há anos, uma oferecendo vagas gratuitas para tratamento de câncer no estômago, e outra dizendo que há córneas sobrando em Sorocaba. Em ambos os casos, números de telefone para se comprovar a veracidade da história. Ou sou muito azarada, ou os números estão errados, ou não existem: a verdade é que já tentei confirmar essas mensagens, e não consegui falar com ninguém.&lt;br /&gt;Pior que isso são os e-mails sobre seqüestros e desaparecimentos. Há cerca de um mês recebi um sobre uma menina de Piracicaba, encaminhado por uma amiga, que inclusive conhecia os pais da criança. Escaldada pelo tanto de mentiras que já encaminhei pela internet resolvi checar os números de telefone e a veracidade da história. Menos de uma hora depois de ter recebido o primeiro e-mail, recebi uma segunda mensagem, da mesma amiga, dizendo que não tinha havido nenhum desaparecimento ou seqüestro, e pedindo desculpas por ter espalhado uma notícia daquelas. &lt;br /&gt;A pressa em tentarmos ajudar, nesses casos, pode muitas vezes atrapalhar. Atualmente, quando recebo mensagens com títulos como “Ajudem pelo amor de Deus”, “Você não vai conseguir evitar o choro”, ou coisas do gênero, nem leio mais. Até porque a menina russa (ou polonesa, ou croata), cuja foto dela queimada circula pela internet há séculos, já deve estar com uns 15 anos, e não fiquei sabendo de nenhuma campanha do AOL (lembram-se de servidor?) para ajudá-la.&lt;br /&gt;Antes os boatos se disseminavam boca a boca ou, no máximo, por telefone. Hoje, eles contam com uma ferramenta rápida e que tem um alcance de milhares de pessoas ao mesmo tempo. O problema não é espalhar notícias acreditando estar ajudando. O maior problema é não termos mais discernimento do que realmente é ajuda, e o que é puro boato. A hora que conseguirmos fazer essa distinção, o mundo virtual ficará bem melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-9143146673222301542?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/9143146673222301542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=9143146673222301542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/9143146673222301542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/9143146673222301542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/10/mentiras-disseminadas.html' title='Mentiras disseminadas'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-933219447544568983</id><published>2010-10-07T11:41:00.002-03:00</published><updated>2010-10-07T11:42:11.985-03:00</updated><title type='text'>Mudanças essenciais</title><content type='html'>Esta semana assisti “Nosso Lar”. Independente da crença de cada pessoa, e da qualidade do filme em si (que em alguns pontos fica meio cansativo), a história do espírito André Luiz nos traz uma bela lição de vida, de mudanças profundas e, principalmente, do aprendizado que todas as situações do dia a dia, por mais prosaicas que sejam, podem nos proporcionar.&lt;br /&gt;No filme, o espírito André Luiz, ao chegar ao Nosso Lar, ainda mantém as mesmas ideias terrenas, das quais demora muito tempo a se desapegar. Quando ele consegue enxergar sua nova realidade, passa a ser mais feliz, e entender todos os erros do seu passado. Essa é chave de libertação para sua redenção e para que ele possa visualizar melhor seu futuro. &lt;br /&gt;Todos nós temos princípios aos quais, independentemente das mudanças que ocorrem a nossa volta, nos mantemos apegados. Muitas vezes, não conseguimos enxergar que esses conceitos estão ultrapassados, ou mesmo errados, e ficamos parados em situações que nos param no tempo, ou nos prejudicam. Ainda assim, não conseguimos enxergar que tudo pode ser mudado, se realmente quisermos. &lt;br /&gt;Dizemos que errar é humano, e persistir no erro é burrice. Mas vemos, cotidianamente, amigos, familiares, colegas de trabalho, enfim, pessoas que nos cercam, e nós mesmos, cometendo os mesmos erros, sem perceber que as atitudes que nos fazem mal se repetem por nossa exclusiva escolha. Nosso livre arbítrio existe exatamente para que possamos mudar e evoluir, e não ficarmos parados no mesmo lugar. A dificuldade está em saber usar esse direito de escolha. &lt;br /&gt;Eu já me peguei muitas vezes cometendo o mesmo erro, e depois me arrependendo dele. E novamente cometendo... Sem sequer questionar do por que, mesmo inconscientemente sabendo que aquilo me seria prejudicial, eu ainda assim insistia em me magoar. Sim, porque eu mesma estava me magoando, somente não conseguia sentir isso. E, por mais que as pessoas a minha volta me apontassem que estava errando novamente, eu ficava presa a uma razão inexistente, e fechava meus ouvidos a qualquer argumento que viesse de encontro ao que eu acreditava. &lt;br /&gt;Consegui enxergar esse círculo vicioso. Foi doloroso, mas quando visualizamos o que estamos fazendo, é como se nos libertássemos das antigas ideias e valores e nos abríssemos a mudanças essenciais. Essa abertura nos proporciona a chance de aumentar nosso conhecimento, mudar valores, aprender com os erros do passado e, principalmente, construir um futuro melhor, sem espaço para comportamentos que nos prejudicam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-933219447544568983?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/933219447544568983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=933219447544568983&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/933219447544568983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/933219447544568983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/10/mudancas-essenciais.html' title='Mudanças essenciais'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3496269949879918058</id><published>2010-09-30T11:08:00.000-03:00</published><updated>2010-09-30T11:09:07.169-03:00</updated><title type='text'>Aprendendo a ganhar</title><content type='html'>Uma pesquisa do Procon (Serviço de Proteção ao Consumidor) divulgada ontem aponta que os preços dos medicamentos apresentaram variação de até 523,81% entre os genéricos e de até 100% entre os de referência, em levantamento realizado entre os dias 1º e 3 de setembro na cidade de São Paulo. O levantamento foi realizado em 15 farmácias e drogarias distribuídas pelas cinco regiões da cidade e 52 medicamentos. &lt;br /&gt;Como justificar uma disparidade de preços tão grande? Sabemos que, ao fazer a pesquisa de preço de qualquer produto, devemos levar em consideração o local onde ele está sendo vendido, o atendimento, facilidade de pagamento... Ainda assim, uma variação de mais de 500% não tem a menor lógica. Afinal, os medicamentos são os mesmos, feitos pelo mesmo fabricante, na mesma embalagem. &lt;br /&gt;Essas disparidades ocorrem porque ainda não temos o costume permanente de fazer a pesquisa de preços. Acabamos nos acostumando a comprar no mercado perto de casa, na farmácia onde somos conhecidos, no açougue que nos atende bem. Pesquisar, conferir os preços, verificar as vantagens de se comprar em outro lugar – tudo isso, para a maioria das pessoas, “dá muito trabalho”. &lt;br /&gt;E aí me vem à mente o velho costume (também não tão comum quanto parece) de “pechinchar”. Pedir um descontinho na hora da compra, hábito que deveria ser considerado salutar, é visto como uma vergonha. Afinal, se a pessoa pede desconto, na concepção de muita gente, é porque não pode comprar. Se não pode, nem deveria ter ido ver o produto.&lt;br /&gt;Achamos comum a pechincha na hora de comprar um bem de valor alto, como um carro ou imóvel. Nesse caso, o termo muda: chama-se negociação. E aí nos orgulhamos de ter conseguido um bom desconto, de o preço ter abaixado sei lá quantos por cento, de termos “levado vantagem” na compra. &lt;br /&gt;Mas qual a diferença entre negociar um produto de R$ 1 mil e um de R$ 1 milhão? Dinheiro não dá em árvore, e quem trabalha sabe o quanto custa ganhá-lo. Então, por que gastá-lo como se não fizesse diferença conseguir alguma vantagem?&lt;br /&gt;Pesquisar preços e pedir descontos são atitudes que transformam as pessoas em consumidores conscientes de seus direitos. Se eu posso pagar menos por um produto, se tenho tempo para checar onde os preços são mais acessíveis, não posso abrir mão desse privilégio em favor da preguiça ou de achar que esses são hábitos de pessoas mesquinhas. Ninguém junta fortunas esbanjando dinheiro. Muito pelo contrário: as pessoas enriquecem sabendo guardar, pesquisar e negociar. Será que não vale a pena todo o “trabalho”?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3496269949879918058?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3496269949879918058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3496269949879918058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3496269949879918058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3496269949879918058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/09/aprendendo-ganhar.html' title='Aprendendo a ganhar'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-943554826470291938</id><published>2010-09-23T11:55:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T11:56:02.693-03:00</updated><title type='text'>Situações iguais, desfechos diferentes</title><content type='html'>Semana passada uma notícia chocou quase todo mundo: uma criança americana de quase dois anos foi filmada pela própria mãe fumando maconha. A menina foi entregue a outros parentes para ser cuidada e a mãe está presa, aguardando julgamento. Se condenada, pode pegar pelo menos seis anos de prisão. Um agravante deixou os policiais e assistentes sociais do caso mais estarrecidos: pela maneira como estava agindo, é possível que a criança fosse acostumada a fumar, e que a filmagem não tenha sido de um ato isolado. &lt;br /&gt;Há pouco mais de 20 dias fato semelhante aconteceu no Brasil. Em Cabedelo, na Paraíba, a polícia encontrou um vídeo de um menino de cerca de três anos também fumando a substância ilícita. Na filmagem um homem aparece dando a droga ao menino, observado pela mãe, que não faz nada para impedir o ato. Pior: ela e o homem gargalham o tempo todo ao ver a criança usando a droga. A mãe também perdeu a guarda do pequeno, mas não foi presa. Motivo: alegou estar sendo ameaçada pelo traficante do filme, na época seu companheiro, e que foi obrigada a deixar o filho fumar maconha. Assim, enquanto as investigações correm, ela está solta. &lt;br /&gt;Estou bastante cansada de ler notícias em que alegações absurdas justificam crimes mais absurdos ainda. Não dá para acreditar que uma pessoa que gargalhava ao ver um traficante dar droga a seu filho estivesse realmente sendo ameaçada. Qualquer pessoa de inteligência mínima percebe que a mulher está muito à vontade no filme, inclusive participando ativamente do que está sendo feito. &lt;br /&gt;Essa mãe (se é que podemos chamar uma pessoa assim de mãe!) merecia estar presa, e não esperando o julgamento em liberdade, muito provavelmente passeando e despreocupada. E grávida de outra criança, que deverá ter um triste futuro, se pensarmos em como ela cuida do primeiro. &lt;br /&gt;Fazemos escolhas em nossas vidas que têm consequências em todos os nossos futuros atos. Se escolho morar com um traficante, como essa mãe, não posso querer depois justificar qualquer ato errado meu por ameaça. Se estava realmente correndo risco, por que não foi fazer denúncia à Polícia? Por que não fugiu? Por que não buscou ajuda? Por que não se escondeu?&lt;br /&gt;Sei que muita gente vai querer justificar a covardia dessa mulher pelo medo, mas não há medo que justifique uma mãe agir como ela agiu. Quando vi a notícia sobre a mãe americana semana passada, não pude deixar de, mais uma vez, sentir vergonha por nossas leis serem tão complacentes. Lá, a mulher vai ser julgada, pode até ser inocentada, mas enquanto isso está presa e vai ter bastante tempo para repensar seus atos. Aqui, a mãe está esperando outra criança e, muito provavelmente, sem se preocupar nem um pouco em como está seu outro filho. Situações iguais, mas desfechos muitos diferentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-943554826470291938?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/943554826470291938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=943554826470291938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/943554826470291938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/943554826470291938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/09/situacoes-iguais-desfechos-diferentes.html' title='Situações iguais, desfechos diferentes'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3866773988549630012</id><published>2010-09-16T10:58:00.001-03:00</published><updated>2010-09-16T10:58:47.323-03:00</updated><title type='text'>Sem limites de privacidade</title><content type='html'>Manter a privacidade, para muitas pessoas, ainda é importante, mesmo em tempos de redes sociais de todos os tipos, BBB em vários países e paparazzi de plantão para flagrantes de celebridades. Somos bombardeados 24 horas por informações pessoas que muitas vezes sequer nos interessam, mas temos a opção de dar (ou não) atenção aquilo que nos é mostrado.&lt;br /&gt;O problema é que o limite entre privacidade e público ficou muito tênue. Esta semana tive um exemplo bem claro disso. Com quatro amigas, fui almoçar e, ao entrar no banheiro do restaurante, demos de cara com uma cena inusitada (para não dizer de extremo mau gosto e falta de senso): uma moça, bem arrumada inclusive, sentada no vaso sanitário, fazendo suas necessidades, com a porta totalmente escancarada. &lt;br /&gt;Quando entramos e vi aquela cena, imaginei que ela iria fechar a porta rápido. Muito pelo contrário: ela continuou na mesma posição, e não se importou em até mesmo se limpar diante de nossos olhares espantados. Não que tenhamos ficado olhando diretamente para ela, mas na pia onde estávamos lavando as mãos havia um espelho onde era possível ver essa imagem nada agradável para quem estava indo almoçar. Procuramos sair o mais rápido possível do banheiro, afinal, não me interessa saber o que cada pessoa faz quando está sentado em um vaso sanitário.&lt;br /&gt;O limite entre público e privado não existia nesse caso. A moça não se preocupou se a sua atitude iria incomodar outras pessoas. Fiquei imaginando se esse comportamento ela adota em todos os lugares, ou se foi uma situação pontual, já que sua carteira e celular haviam ficado na bancada da pia e, com a porta aberta, ela poderia vigiá-los. Independente disso, ficar com a porta escancarada, em um banheiro de restaurante, incomoda as pessoas. E muito!&lt;br /&gt;Essa falta de limites de privacidade está se tornando cada dia mais comum. Eu mesma tenho um tom de voz alto, e às vezes não percebo que posso estar incomodando as pessoas próximas a mim quando estou em lugares públicos. Agradeço aos meus amigos que me avisam quando elevei a voz, porque não faço isso de propósito, e até mesmo tento às vezes me policiar para que isso não ocorra.&lt;br /&gt;Mas noto que a maioria das pessoas não se preocupa com nada disso. Falar alto, muitas vezes contando detalhes de histórias sórdidas, faz parte do comportamento em público. Falar ao celular para que todo mundo possa ouvir o que está sendo conversado também é bastante comum. Os limites de privacidade precisam voltar a ser retomados. Ninguém precisa saber o que conversamos e, principalmente, o que fazemos no banheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3866773988549630012?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3866773988549630012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3866773988549630012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3866773988549630012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3866773988549630012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/09/sem-limites-de-privacidade.html' title='Sem limites de privacidade'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6699086882419038278</id><published>2010-09-09T10:39:00.005-03:00</published><updated>2010-09-09T16:36:08.120-03:00</updated><title type='text'>Cada dia sendo o último</title><content type='html'>A tragédia que abalou Americana nesta quarta-feira ainda repercute alto na população, que busca entender o acidente que matou nove pessoas e deixou 14 feridas, após a colisão entre um ônibus e um trem. Em meio ao choque e aos inevitáveis questionamentos sobre quem causou a batida entre os veículos, as famílias das vítimas ainda têm de lidar com a partida repentina de seus entes queridos.&lt;br /&gt;Aquelas pessoas estavam indo para casa após um dia de trabalho ou estudo. Gente que esperava chegar, possivelmente jantar e descansar, contar seu dia para a mulher, o marido, o amigo. Gente que talvez fosse chegar em casa e escrever uma carta, ligar para uma amiga e bater aquele papo atrasado, mandar um e-mail, resolver alguma situação pendente. &lt;br /&gt;De repente, tudo acabado. Sem chance de dizer adeus, de se desculpar por alguma falha, de perdoar alguma mágoa antiga, de terminar algo começado, de visitar aquele parente, de fazer aquela viagem esperada, de realizar todos os seus sonhos.&lt;br /&gt;A morte é a única certeza na vida de qualquer pessoa. Sabemos que vamos morrer, apenas não sabemos nossa data de validade. Quando ela é anunciada, seja por causa de doenças ou da velhice extrema, tentamos nos preparar para esse momento, e ainda assim é difícil aceitar a sua chegada. Buscamos consolo naquela velha frase de “ele(a) descansou”, mas ainda assim nos questionamos porque isso aconteceu. Mas, quando a morte chega assim, pelo menos temos tempo de nos despedir. &lt;br /&gt;Porém, quando ela chega abruptamente, não há consolo imediato. Não há como voltar e fazer por aquela pessoa que se foi o que devíamos ter feito antes. E quem foi, que muitas vezes deixa planos inacabados, não tem a chance de finalizar o que havia sido planejado para sua vida. &lt;br /&gt;Sábado uma pessoa me disse algo que jamais pensei transmitir: que eu vivo intensamente, como se cada dia pudesse ser o último. Talvez pelo fato de ter chegado muito perto de partir, eu tenha adotado essa atitude. Mas precisei passar perto da morte para entender que a vida é agora, e que nada pode ser deixado para depois. &lt;br /&gt;O acidente de quarta-feira me reforçou isso. Pode ser clichê para muita gente, mas viver cada minuto, da melhor maneira possível, é o que devemos fazer. Sonhos podem ser interrompidos, podemos ter nossa existência acabada de um minuto para o outro, mas nossa partida deve ser marcada pela sensação de termos tentado, em vida, cumprir nossos objetivos. Deixar um plano inacabado é, com certeza, muito melhor do que deixá-lo apenas como uma ideia que jamais foi cogitada de ser colocada em prática. Termos pelo menos tentado ser felizes é o melhor presente que podemos deixar para aqueles que ficam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6699086882419038278?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6699086882419038278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6699086882419038278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6699086882419038278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6699086882419038278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/09/sem-chance-de-dizer-adeus.html' title='Cada dia sendo o último'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2084939493997749657</id><published>2010-09-02T11:09:00.002-03:00</published><updated>2010-09-09T10:43:19.231-03:00</updated><title type='text'>Responsabilidade dividida</title><content type='html'>Essa semana tomei conhecimento de um dado impressionante: segundo o Censo Escolar de 2009, cerca de 25% das crianças e adolescentes brasileiros não têm o nome do pai na certidão de nascimento. Segundo a presidente do Instituto Paternidade Responsável, Jaqueline Reche, isso significa um montante de 4,8 milhões de pessoas sem o reconhecimento paterno – sendo cerca de 3 milhões menores de 18 anos. Na França, apenas 2% dos estudantes vivem a mesma situação.&lt;br /&gt;Nossa sociedade ainda aceita passivamente que um pai não assuma seu filho. Ao invés de repúdio a uma atitude considerada desprezível, o que vemos, em muitos casos, são as famílias apoiando aqueles que não querem assumir seus futuros filhos. Como se uma criança fosse feita sozinha, ou por osmose, e não dependesse do relacionamento de duas pessoas para existir. &lt;br /&gt;Não interessa se o relacionamento foi casual, se a mulher quis dar o famoso “golpe da barriga”, se o casal se detesta, se a gestante teve dez mil parceiros antes do pai da criança. O que interessa, acima de tudo, é que existe um pequeno ser que não tem nenhuma culpa do que seus pais fizeram, e que não pediu para vir ao mundo. Se veio, tem de ser criada com muito amor. &lt;br /&gt;A falta do nome do pai na certidão é uma lacuna difícil de ser entendida. Afinal, qual o erro da criança que sonha em ter sua existência reconhecida por quem deveria amá-la e criá-la? Um dado em Santa Catarina, sede do Instituto, impressiona: sete em cada dez presos foram criados sem a figura paterna. Será que o caminho para a criminalidade não pode ter sido influenciado por isso?&lt;br /&gt;Claro, tem também aqueles que, a despeito de não terem pai, seguiram suas vidas sem problemas. Mas estamos falando de problemas com a lei, e não psicológicos. Porque a ausência do pai deve ser triste demais. Pior ainda é saber quem ele é, onde está, o que faz, e ter consciência de que ele simplesmente não quer tomar conhecimento da existência do filho. &lt;br /&gt;Está mais do que na hora de os homens entenderem que, a partir do momento em que são comunicados de uma gravidez, suas responsabilidades começam aí. Exames de DNA existem para comprovar sua paternidade, em caso de dúvida. Tenho amigos que não queriam assumir seus filhos, mas depois do DNA feito, viraram excelentes pais, a despeito de mal conversarem com a mãe da criança. Porém, uma ausência tanto em nome quanto em presença não pode ser retomada, depois dos anos passados. Tenho amigos cujos pais apenas os assumiram pela lei, e somente quando eles estavam adultos tentaram se aproximar. Alguns hoje têm bons relacionamentos, mas outros convivem apenas o mínimo necessário (quando convivem). Recuperar um amor que nunca foi dado pode ser impossível. Será que vale a pena correr esse risco?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2084939493997749657?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2084939493997749657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2084939493997749657&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2084939493997749657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2084939493997749657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/09/responsabilidade-dividida.html' title='Responsabilidade dividida'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6792507240103764349</id><published>2010-08-26T10:59:00.001-03:00</published><updated>2010-08-26T10:59:36.866-03:00</updated><title type='text'>Respeito ao direito de escolha</title><content type='html'>A campanha política começou há menos de um mês e já estou cansada dos jingles e propagandas em rádios, televisão e nas ruas. O bombardeio de informação (ou melhor, de tentativas de informação) é tão grande que, para quem é analfabeto político, é impossível realmente escolher seu candidato através do que está sendo mostrado nas propagandas.&lt;br /&gt;Além desse arsenal, os políticos hoje podem contar com mais uma arma na briga pelo voto: a internet. Todo dia recebo cerca de dez e-mails falando desse ou daquele candidato. Alguns trazem “informações verídicas” sobre o passado e outros exaltam as qualidades do político no presente. Interessante que os que trazem observações desabonadoras sobre determinado candidato não contêm as provas sobre o que está escrito. Assim, uma história sem checagem nenhuma é repassada como se fosse verdade absoluta. &lt;br /&gt;Para piorar, na quase totalidade desses e-mails, o final é o mesmo: se eu gosto do meu País, devo repassar e conscientizar as pessoas sobre quem é aquela pessoa. Ou seja, ainda vem a ameaça velada de que não sou patriota. Sempre me pergunto de onde as pessoas recebem esse poder para determinar o quanto gosto ou não do meu País!&lt;br /&gt;Acho interessante que as pessoas que me enviam esse tipo de e-mail não conhecem meu posicionamento político, por uma simples razão: não converso sobre o assunto. Como o voto é secreto, não me vejo na obrigação de revelar a ninguém quem são meus candidatos. Por isso, jamais repasso esse tipo de e-mail. Mal vejo o que está escrito já deleto a mensagem, por achar um desrespeito que a pessoa queira impor a mim a sua visão política, sem sequer saber a minha.&lt;br /&gt;Não discutir política não significa ser alienada. E o problema em falar sobre política é que geralmente a conversa não é pontuada por argumentos racionais e por respeito à opinião do outro: ela é pautada pela certeza de que o “meu candidato” é melhor que o seu. E ponto. &lt;br /&gt;Quando o assunto começa, normalmente me calo. Não perco meu tempo tentando impor minha visão política, porque sei que meu interlocutor não vai me ouvir. Quando já temos nosso posicionamento, dificilmente temos a tendência a mudar de opinião. Então, para que gastar meu tempo em discussões que não vão levar a nada, a não ser a talvez um desgaste desnecessário? &lt;br /&gt;Os eleitores precisam aprender que, assim como temos direito ao voto, também temos direito a escolher nossos candidatos. E tentar enfiar seu posicionamento político “goela abaixo” não é a melhor maneira de conquistar mais um voto. Porque, se você se considera politizado, não pode achar que seu amigo de posicionamento diferente é alienado. Ou você gostaria que tivesse essa opinião a seu respeito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6792507240103764349?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6792507240103764349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6792507240103764349&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6792507240103764349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6792507240103764349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/08/respeito-ao-direito-de-escolha.html' title='Respeito ao direito de escolha'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6078118727867867330</id><published>2010-08-12T10:01:00.002-03:00</published><updated>2010-08-12T10:01:56.838-03:00</updated><title type='text'>Indignação com as coisas certas</title><content type='html'>Tenho ouvido nas duas últimas semanas convites exaltados de pessoas que querem o boicote total ao filme “Os Mercenários”, de Sylvester Stallone. A despeito de a atriz brasileira Giselle Itié fazer parte do elenco, o motivo da indignação foi um comentário infeliz do ator, ao ser questionado do por que gravar no País: “Lá você pode atirar nas pessoas, explodir coisas e eles dizem ‘obrigado! E aqui está um macaco para você levar para casa’. Não poderíamos ter feito o que fizemos (em outro lugar)”. &lt;br /&gt;Não pretendo assistir ao filme, mas não por indignação com o comentário infeliz do ator, que depois de perceber a polêmica que sua frase havia causado pediu desculpas ao nosso povo. Infelizmente, de certa maneira, concordo com o que Stallone falou: nossa gente, perante os estrangeiros (principalmente americanos), é subserviente demais. Esse posicionamento servil é que tem de mudar. &lt;br /&gt;Um bom exemplo está em nossas universidades. Um estrangeiro pode vir aqui fazer pós-graduação sem falar o português, algo inimaginável na maioria dos países, onde a proeficiência na língua natal é item obrigatório para qualquer especialização. Aqui, o estrangeiro fala inglês ou espanhol, e está ótimo. Alguns professores se preocupam inclusive em traduzir a aula para o aluno, o que, na minha visão, é o cúmulo do absurdo. &lt;br /&gt;Morei fora do Brasil e ninguém se preocupava em me ajudar quando eu não sabia alguma coisa. Aprendi rapidamente a me comunicar porque, ou falava inglês, ou falava inglês. Ninguém tentava falar em português comigo, ou sequer espanhol. Era obrigação minha aprender a língua de onde morava.&lt;br /&gt;Conheço estrangeiros que trabalham aqui em multinacionais há dois ou três anos cujo português limita-se ao básico. Por que isso? Porque, independente de onde estejam, sempre tem alguém para traduzir o que eles precisam. Assim, têm um tradutor disponível a qualquer tempo, sem pagar nada. E ainda acham desagradável que nas lojas, bares e restaurantes, as pessoas não falem inglês ou espanhol para atendê-los!&lt;br /&gt;Gostaria que essa indignação que as pessoas estão sentindo servisse não apenas para um fato isolado, mas para tudo. Que servisse para cobrarmos mais saúde, educação, estradas decentes, menos impostos. Que nos indignássemos realmente com coisas que importam, e não com comentários que em nada vão mudar a nossa vida. Ou melhor, deviam se importar com o comentário: mas para mudar esse comportamento servil que ainda temos perante os estrangeiros. Temos de nos lembrar que eles são iguais a nós: nem mais, nem menos. E darmos a eles o mesmo tratamento que recebemos, sem privilégios ou idolatria. Tratar bem é uma coisa, ser subserviente é outra. Que toda essa indignação sirva também para revermos nosso próprio comportamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6078118727867867330?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6078118727867867330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6078118727867867330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6078118727867867330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6078118727867867330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/08/indignacao-na-medida-certa.html' title='Indignação com as coisas certas'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5067307659730900543</id><published>2010-08-05T10:50:00.000-03:00</published><updated>2010-08-05T10:51:01.224-03:00</updated><title type='text'>Amores que se acabam</title><content type='html'>Essa semana os adoradores de fofocas (me incluo nessa categoria!) acompanharam duas brigas entre casais que ocuparam já muito espaço na mídia, primeiro em função do amor que os uniu, e agora do ódio que os separa. Dado Dolabella foi condenado por ter agredido a ex-namorada Luana Piovani, em 2008, e desabafou em seu twitter, dizendo que a maior sentença tinha sido namorar a atriz. Já Stephany Brito perdeu o direito a ganhar 20% dos proventos do jogador Alexandre Pato, o que lhe daria a “bagatela” de R$ 130 mil mensais, e terá de se contentar, por enquanto, com uma mesada de R$ 5 mil. Nesse caso, a decisão ainda pode ser revertida.&lt;br /&gt;Interessante notar que ambos os casais tiveram seu romance amplamente divulgado pela imprensa. Dado e Luana fizeram inúmeras juras de amor eterno, eram vistos em lugares públicos sempre trocando carícias, e pareciam um casal perfeito. Pato e Stephany casaram-se em uma cerimônia de conto de fadas, com direito a muitos sorrisos na saída da igreja e alegres acenos aos fãs. &lt;br /&gt;Apesar de as cenas de amor entre os dois casais estarem gravadas em fotos e vídeos, o que vemos hoje na imprensa (e imaginem o que pode estar acontecendo fora das vistas do público!) são mostras do mais puro rancor. Dizem que amor e ódio estão muito próximos, e isso parece ser a mais pura verdade quando envolve o fim de um relacionamento.&lt;br /&gt;Também vemos essa situação no dia a dia. Casais que pareciam perdidamente apaixonados de repente tornam-se inimigos mortais. Separações sempre são dolorosas, por mais que aconteçam de comum acordo. É claro que a pessoa rejeitada vai sofrer. Ninguém gosta de ser abandonado por quem jurou amor eterno. Ninguém casa já pensando na separação. As pessoas se unem acreditando que a relação será para sempre. Porém, de repente, tudo acaba.&lt;br /&gt;Vinícius de Morais dizia “que seja eterno enquanto dure”. Quando qualquer relacionamento acaba, o mais comum é notarmos que uma das partes segue a vida, enquanto a outra fica remoendo o que houve. O mais espantoso é que essa pessoa nem percebe que, enquanto está remoendo um relacionamento que acabou, a outra está se abrindo para outro amor. &lt;br /&gt;Já vi mulheres e homens ficarem anos tentando infernizar a vida daquele(a) que foi embora. Ou acreditando que, mesmo o(a) outro(a) já estando em um novo relacionamento, pode haver uma volta. Amor e ódio fazem parte dos sentimentos de todo ser humano. Em igual intensidade, podem ser nossa salvação ou perdição. Ficar idolatrando alguém que se foi é tão doentio quanto querer se vingar a qualquer custo dessa pessoa. Quando um relacionamento acaba, dói. Mas dói muito mais deixar de viver a própria vida, para querer a vida de outra pessoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5067307659730900543?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5067307659730900543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5067307659730900543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5067307659730900543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5067307659730900543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/08/amores-que-se-acabam.html' title='Amores que se acabam'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2384961125771364912</id><published>2010-07-29T11:16:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T11:17:09.110-03:00</updated><title type='text'>Você gosta de ficar esperando?</title><content type='html'>Sou uma pessoa que tem muitas manias. Alguns colegas de trabalho, como Carlos Ventura, volta e meia tiram sarro da minha “mania” de almoçar no horário. Outros dizem que pareço velha, que tenho de comer sempre na mesma hora, mas esse é um hábito meu, até porque tomo café muito cedo. Aliás, na redação já virou rotina: quando chega meio-dia, começo a chamar todo mundo para almoçar. As brincadeiras sempre surgem, de maneira sadia e com respeito.&lt;br /&gt;Uma “mania” (eu prefiro chamar de hábito) que tenho e não é valorizada no Brasil é a pontualidade. Procuro ser ao máximo uma pessoa pontual. Se vou atrasar, sempre ligo avisando. Acho um enorme desrespeito fazer com que a pessoa com quem marquei um compromisso seja obrigada a me esperar. E, óbvio, detesto ter de esperar. &lt;br /&gt;Mas ainda me espanto quando ouço clichês do gênero “todo mundo atrasa”. Discordo totalmente dessa frase. Nem todo mundo atrasa. Conheço pessoas que são muito mais pontuais do que eu, que procuram estar no horário combinado de qualquer maneira e que, quando não o fazem, isso ocorre apenas porque algum imprevisto muito grave aconteceu. &lt;br /&gt;Morei em Londres um ano e a famosa pontualidade britânica era algo que me encantava. Quando tomava o metrô, sempre conferia se ele chegava mesmo no horário que estava no visor – e chegava. Achava interessante que às vezes o horário era quebrado – 11h23, por exemplo – e o metrô estava ali quando o ponteiro chegava na hora estipulada.&lt;br /&gt;Tive um professor na faculdade que começava a aula às 7h30 em ponto, estivesse sol ou chovendo. Morava em Londrina, e o campus fica num bairro distante do centro. Se você entrasse na sala depois que ele havia dito seu nome na chamada, azar, porque a falta já havia sido dada. Aquela falta significava cinco aulas, e não adiantava chorar nem implorar. Lembro-me de um dia em que estava chovendo muito e apenas uns quatro alunos haviam chegado. Ele começou a chamada normalmente e eu protestei, dizendo que com certeza a chuva havia feito a maioria se atrasar. Ouvi a seguinte resposta: “Do mesmo jeito que você e seus colegas estão aqui, o restante da classe poderia estar. A dificuldade de ônibus é igual para todos”. &lt;br /&gt;Concordo com ele. Quando temos interesse, somos mais do que pontuais. Mas essa mentalidade de que todo mundo atrasa acaba prevalecendo, e já virou lugar comum largar o outro esperando, sem se preocupar se isso vai acarretar mais transtornos à pessoa. Claro que a rigidez da pontualidade se refere principalmente a compromissos formais. Um fim de semana, por exemplo, não precisa ser regido tão fielmente pelo relógio. Mas isso não significa largar seus amigos esperando duas horas depois do combinado. Nesse caso, acredito que a paciência da maioria das pessoas se acaba. Ou você gostar de ficar esperando?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2384961125771364912?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2384961125771364912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2384961125771364912&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2384961125771364912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2384961125771364912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/07/voce-gosta-de-ficar-esperando.html' title='Você gosta de ficar esperando?'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5689093230810131566</id><published>2010-07-22T10:16:00.000-03:00</published><updated>2010-07-22T10:17:08.219-03:00</updated><title type='text'>Preconceito ignorado e aceito</title><content type='html'>Ontem li uma notícia na internet que me deixou estarrecida: um deputado alemão, em entrevista, sugeriu que os gordos deveriam pagar um imposto para compensar os gastos de saúde resultantes de sua excessiva carga corporal. Segundo ele, é perfeitamente razoável que quem tem voluntariamente uma vida pouco saudável deve assumir a responsabilidade financeira da mesma.&lt;br /&gt;Acredito que muita gente vá concordar com esse ponto de vista. Mas vamos então ampliar a ideia: quem fuma, bebe, pratica esportes radicais e come porcaria (mesmo sendo magro), também tem de pagar mais impostos. Assim como quem tem doenças congênitas ou histórico de problemas como diabetes ou cardíacos entre os membros da família. Afinal, todas essas pessoas podem trazer mais custo ao Estado e aos planos de saúde. &lt;br /&gt;Sempre fui uma gordinha assumida. Nunca tive grandes problemas em estar acima do peso. Depois que tive câncer engordei bastante, e tenho consciência de que preciso emagrecer o que ganhei durante o período da doença. Apesar disso, tenho taxas de colesterol e glicemia que fazem inveja a muita gente magra que convive comigo. Ainda assim, se morasse na Alemanha, correria o risco de pagar imposto a mais por gostar de comer. &lt;br /&gt;A sociedade estabeleceu muitos pontos “politicamente corretos”. Não podemos mais fazer piadas de negros nem depreciar qualquer portador de necessidades especiais. Concordo com isso. Mas, para compensar a falta desses personagens nas piadas, principalmente as de mau gosto, usamos agora os gordos. Sempre ele é o idiota nos programas de humor. Nas novelas, ele é sempre o bom amigo e, para conseguir alguém na trama, acaba emagrecendo. &lt;br /&gt;O preconceito contra os gordinhos, gorduchos e gordões existe e é aceito totalmente em nossa sociedade. Cansei de entrar em lojas e ser atendida por pessoas que, sem o mínimo de respeito, me dizem “não temos roupas do seu tamanho”, como se eu pesasse uma tonelada. Já cheguei a escutar o absurdo de que roupa para gordo não tem público. Como se as pessoas acima do peso não tivessem o direito de se vestir bem, assim como os magros. &lt;br /&gt;Felizmente, essa ditadura de que apenas pessoas magras são bonitas e felizes está se acabando. Cada dia mais vejo mulheres lindas, que antes ficavam obcecadas em usar o número 42, aceitando que são 46. Claro que, se a gordura traz problema de saúde, ela precisa sim ser combatida. Mas isso deve ser feito de maneira saudável, e não apenas com o objetivo de conseguir a imagem que agrade apenas aos outros. Antes de mais nada, precisamos agradar a nós mesmos. Se a minha felicidade depende apenas de eu usar um manequim menor, alguma coisa está errada. Minha pessoa não é composta apenas por meus quilos, mas por minha personalidade. &lt;br /&gt;Também gosto de ver pessoas magras. Não estou pregando aqui que todo mundo seja gordo. Mas acho fácil quem é magro criticar quem não consegue emagrecer. Assim como é fácil quem não fuma criticar o fumante, e quem não bebe criticar o alcoólatra. A obesidade extrema já é considerada uma doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Precisa agora parar de ser tratada como um problema apenas estético pelas pessoas, que não ajudam em nada quem sofre com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5689093230810131566?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5689093230810131566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5689093230810131566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5689093230810131566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5689093230810131566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/07/preconceito-ignorado-e-aceito.html' title='Preconceito ignorado e aceito'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2447873785667703910</id><published>2010-07-15T11:40:00.001-03:00</published><updated>2010-07-15T11:40:26.047-03:00</updated><title type='text'>Obrigada aos amigos!</title><content type='html'>Considero-me uma pessoa privilegiada em muitos aspectos: tenho uma família que, entre altos e baixos, está sempre unida; trabalho naquilo que gosto; tenho saúde; e muitos amigos. Nesse ponto, sou mais do que privilegiada: tenho vários melhores amigos, e eles não cabem nos dedos de uma só mão.&lt;br /&gt;Muitas frases definem a amizade. Uma das que mais gosto é que “amigos são irmãos que a gente escolhe”. E realmente são. Escolhemos pessoas que entram em nossa vida e fazem parte dela para sempre. E não necessariamente elas são como a gente. A minha mais antiga amiga (nos conhecemos há mais de 30 anos) é completamente oposta a mim: não tem vaidade nenhuma, detesta os lugares que eu gosto, se veste de maneira totalmente simples, e eu sou meio perua. Mesmo assim, somos tão ligadas que mesmo a distância de quase 5 mil quilômetros entre nós não conseguiu esfriar essa amizade.&lt;br /&gt;Também se diz por aí que, se a gente quer saber quantos amigos tem, basta dar uma festa. Mas, se quisermos saber qual a qualidade deles, basta ficar doente. Já experimentei esses dois extremos. Tenho amigos com quem saio, vamos a barzinhos, festas, nos reunimos para churrascos, sempre conseguimos um pretexto para um choppinho. Tenho também aqueles com quem raramente me encontro, porque não gostam de sair. Nos dois grupos, tive a sorte de contar com pessoas maravilhosas quando estive doente. Minha casa vivia cheia de gente para me visitar. No primeiro dia de hospital, quando o médico chegou para fazer a visita, havia umas 15 pessoas dentro do quarto! Tem como alguém não se recuperar com tanto carinho assim?&lt;br /&gt;Estou escrevendo sobre isso porque na próxima terça comemoramos o Dia do Amigo. A data é significativa, porque, depois da nossa família (e, para algumas pessoas, até antes dela), os amigos são as pessoas que mais nos amam. São eles que estão ali quando tomamos “aquele chute” e precisamos chorar. São eles que, quando fazemos alguma burrada, nos dão a maior bronca, mas ao mesmo tempo passam a mão em nossa cabeça para nos consolar.&lt;br /&gt;Mas, principalmente, os verdadeiros amigos tentam não nos deixar errar. Amigo não serve apenas para concordar com tudo que pensamos e fazemos – mas também para abrir nossos olhos quando sabem que estamos entrando numa barca furada. Infelizmente, nem todos pensam assim. Já vi muita gente vendo o melhor amigo errando feio – e não falar nada com o argumento de que “ele sabe se cuidar”. Também já vi (e vivi) o inverso: querer mostrar o erro que ele estava cometendo, e perder a amizade. Nesse caso, se fosse verdadeira, jamais seria perdida. Por isso, não lamento os que se foram, e sim agradeço aos que ficaram. Sem eles, não seria tão feliz como sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2447873785667703910?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2447873785667703910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2447873785667703910&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2447873785667703910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2447873785667703910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/07/obrigada-aos-amigos.html' title='Obrigada aos amigos!'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-652147505562256471</id><published>2010-07-08T17:18:00.000-03:00</published><updated>2010-07-08T17:19:10.106-03:00</updated><title type='text'>Síndrome do "coitadinho"</title><content type='html'>A Copa do Mundo está acabando e, pela primeira vez em sua história, não estão presentes na final nenhum dos famosos campeões e sempre favoritos Brasil, Alemanha, Itália e Argentina. No jogo em que a Alemanha foi eliminada, a torcida para a Espanha dentro da redação era quase unânime. O motivo: a Espanha nunca foi campeã do torneio. Ou seja, o fato de a Alemanha ter feito uma campanha que encantou os admiradores do esporte não foi levado em conta pelos torcedores do País Basco.&lt;br /&gt;Durante essa Copa, vi muitas pessoas justificarem suas preferências com argumentos que nada tinham a ver com futebol. Nos confrontos com os Estados Unidos, o comentário era que eles não merecem porque “afinal, já são um povo rico e não merecem ganhar esse título”. Em contrapartida, seleções que não têm nenhuma tradição no futebol, como os africanos, tinham uma torcida enorme, principalmente quando jogavam contra algum país desenvolvido economicamente. Novamente, a emoção tomava conta das pessoas: “Esse é um país pobre, merece ganhar o jogo”.&lt;br /&gt;O povo brasileiro tem mania de torcer por quem é menos privilegiado, principalmente no lado financeiro. Muitos chamam esse comportamento de “síndrome do coitadinho”. Quando torcemos, normalmente a escolha é por aquele que “precisa mais”. Se ele fez por realmente merecer não importa, o que importa é que ele tem mais necessidade que seu concorrente.&lt;br /&gt;Quando havia o Show do Milhão, e o candidato ao prêmio de R$ 1 milhão era humilde e dizia que queria ganhar apenas R$ 50 mil para ajudar a mãe (ou o pai, o irmão, reformar a casa), Sílvio Santos o ajudava de todas as formas para que ele conseguisse ganhar a quantia almejada. Em compensação, lembro de uma vez em que um engenheiro disse que queria ganhar R$ 500 mil para comprar uma casa em Búzios. Minha mãe falou: “Esse não merece ganhar, já tem dinheiro, nem devia estar no programa”. O fato de ele ter sido sorteado como todo mundo e estar ali não contava. O que contava era que ele tinha dinheiro. Assim, não merecia o prêmio. &lt;br /&gt;Essa visão de “coitadinho” nos faz esquecer que prêmios e conquistas devem ser dados a quem faz por merecer, e não apenas a quem tem menos condição financeira. Muitas pessoas de sucesso conseguiram o que têm na base do trabalho, do estudo, do esforço, e não do assistencialismo. Se elas hoje não precisam de prêmios, foi porque lutaram para sair da necessidade, e não ficaram se fazendo de “coitadinhas” para “merecerem” a caridade alheia. O merecimento vem do esforço, e não da pena. Enquanto continuarmos torcendo apenas pelos fracos, jamais nos espelharemos nos fortes. E jamais cresceremos como eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-652147505562256471?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/652147505562256471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=652147505562256471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/652147505562256471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/652147505562256471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/07/sindrome-do-coitadinho.html' title='Síndrome do &quot;coitadinho&quot;'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5057115146792141787</id><published>2010-07-01T14:53:00.001-03:00</published><updated>2010-07-01T15:01:28.842-03:00</updated><title type='text'>O crime, realmente, não compensa</title><content type='html'>Apesar de não ser tão velha, já uso aquelas frases tipo “no meu tempo”, “na minha época”, e por aí afora. Normalmente as citações vêm acompanhadas de uma memória dos meus tempos de criança e adolescentes, quando ainda não tinha autonomia para fazer o que quisesse. Lembro-me de meus pais usando as mesmas frases, e de eu sempre pensar o seguinte: “jamais vou pensar como vocês”. &lt;br /&gt;Em muitas coisas, realmente, meu pensamento continua diferente do que eles acreditam. Mas hoje vejo que, em muitas coisas, eles estavam corretos. Uma delas é o respeito aos valores, que a cada dia vemos desaparecer. Os pais, que deveriam mostrar aos filhos princípios como respeito, honestidade, solidariedade, acabam usando a desculpa da correria do dia a dia para deixarem esses valores serem repassados pela escola. Parece que a maioria se esquece de que a educação, em primeiro lugar, vem de casa.&lt;br /&gt;Fui uma criança levada ao extremo. O que meus irmãos tinham de quietos e obedientes eu tinha de encapetada. Nem parecia menina, parecia mais um moleque de tanto que aprontava. Mas existe uma grande diferença entre ser levada e ser desrespeitosa. Jamais ousei levantar a voz aos meus avós. Aliás, resquícios da minha criação, sou incapaz de chamar uma pessoa mais velha de você: até meus pais chamo de “senhor” e “senhora”. E isso não me faz mal nenhum, não acho absurdo usar este tratamento, e sou super acostumada a isso. &lt;br /&gt;E meus valores, dos quais hoje me orgulho muito, foram me passados muitas vezes com atitudes que hoje seriam reprovadas por aqueles que acreditam que qualquer repreensão resulta em baixa autoestima. Lembro uma vez em que fui com meus primos, todos da mesma faixa etária, ao supermercado próximo à casa do meu avô materno. Lá chegando, uma prima teve a brilhante ideia de surrupiar chocolate. Como o diabinho de todos estava bem alerta, todo mundo aderiu ao crime. Pegamos os chocolates, e guardamos numa construção no meio do caminho. Como criança tem maldade e inocência na mesma proporção, à noite a mesma prima perguntou, na frente de todos os pais, quem queria ir “achar chocolate na rua”. Saímos todos em fila, e cada um voltou com sua guloseima na mão.&lt;br /&gt;Nem preciso dizer que minha mãe e uma tia mais rígida pegaram eu e minha prima mais velha, encostaram as duas na parede e conseguiram nossa confissão. Ao admitir o delito, pensei: “meu pai vai me matar”. Diferente do que imaginei, meu pai não disse nada. No dia seguinte, me acordou cedo e me levou ao mercado. Meu tio apareceu com minha prima, e eles nos fizeram entrar no mercado de pagar todos os chocolates que haviam sido roubados. A vergonha foi tanta que nunca mais consegui entrar naquele mercado. E essa mesma vergonha me mostrou que, se quero alguma coisa, devo fazer por merecê-la. Esse é um dos valores ensinados de maneira dura, mas que formaram meu caráter. Agradeço meus pais por terem me mostrado, da forma mais vergonhosa possível para uma criança, que o crime realmente não compensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5057115146792141787?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5057115146792141787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5057115146792141787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5057115146792141787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5057115146792141787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/07/valores-serem-resgatados.html' title='O crime, realmente, não compensa'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-4315750565109082919</id><published>2010-06-16T14:44:00.000-03:00</published><updated>2010-06-16T14:45:06.732-03:00</updated><title type='text'>Se beber, pode dirigir (e matar)</title><content type='html'>Celebrada há quase dois anos como uma eficiente medida de punição contra motoristas embriagados, a chamada “Lei Seca” mostrou, essa semana, que na verdade é totalmente inócua quando o infrator se recusa a fazer o teste do bafômetro. Na última sexta-feira, em Sumaré, ao atropelar quatro pessoas de uma mesma família, negar socorro e tentar fugir, o motorista Giliard dos Santos Queiroz estava visivelmente embriagado. Porém, ele se negou a fazer o teste e, como não houve um exame de sangue, foi solto. Após matar uma criança de nove meses, está em liberdade, porque não houve flagrante. &lt;br /&gt;A lei preconiza que nenhuma pessoa pode fornecer prova contra si mesma. No caso de Queiroz, se aceitasse se submeter ao bafômetro, ele comprovaria o que estava claro a quem o prendeu: seu teor alcoólico estava acima do permitido por lei. Mesmo embriagado, ele sabia das consequências do teste. Portanto, podemos presumir que, ao beber, ele também sabia que poderia provocar um acidente. &lt;br /&gt;A justificativa para que não se pedisse a prisão do motorista é que não havia embasamento jurídico para mantê-lo em cárcere, já que ele se negou a fazer exame de bafômetro e de sangue, e a menina não morreu no local. Ou seja, somente quando acontecesse uma tragédia no local dos fatos é que a pessoa corre o risco de ser punida. Nesse caso, como a bebê morreu depois do ocorrido, não há nada que se fazer. &lt;br /&gt;Para agravar a sensação de impunidade, os exames de sangue que poderiam ajudar na constatação de embriaguez não foram requisitados, porque a demora dos médicos atrapalharia o resultado já que, quando eles chegassem, o motorista estaria melhor.&lt;br /&gt;Uma cadeia de fatos absurda que mostra como a impunidade reina livremente no Brasil. Vista no início como uma norma rígida, a Lei Seca é paradoxal, porque permite a qualquer pessoa se recusar a fazer o teste. Não acho que o teste deveria ser opcional: se a pessoa está embriagada, tem de fazê-lo e pronto. O motorista que causou a tragédia do fim de semana está livre e, muito provavelmente, terá uma punição branda, graças às famosas brechas que nossas leis possuem.&lt;br /&gt;Não sou contra a Lei Seca, muito pelo contrário, mas acho que alguns pontos precisam ser revistos. O interessante dela é que o rigor é o mesmo para quem beber duas latas de cerveja e quem tomar um barril inteiro: a suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Enquanto isso, quem mata, mas não faz o bafômetro, pode ficar livre da cadeia. Existe alguma lógica nesse princípio? Mesmo que exista, ela não servirá para abrandar a dor dos pais que perderam a pequena menina. Além da tristeza, ainda resta a sensação de impotência ao ver o responsável livre da punição, pelo menos por enquanto. Livre, inclusive para, se quiser, continuar bebendo e dirigindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-4315750565109082919?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/4315750565109082919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=4315750565109082919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4315750565109082919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4315750565109082919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/06/se-beber-pode-dirigir-e-matar.html' title='Se beber, pode dirigir (e matar)'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2437406686898810961</id><published>2010-06-10T17:44:00.000-03:00</published><updated>2010-06-10T17:45:39.703-03:00</updated><title type='text'>O adeus que não quis dar</title><content type='html'>Há dez dias minha amiga Aline morreu. Durante três anos ela foi uma guerreira, lutando com todas as forças contra um câncer muito agressivo que, a despeito de todas as tentativas médicas, conseguiu vencer seu corpo, mas jamais quebrou seu espírito. Pouco antes de ser sedada, quando não havia mais o que fazer em termos médicos, Aline pediu à família que não desistisse dela. Foi o último apelo de uma pessoa que estava totalmente paralisada e até respirando por aparelhos, mas ainda tinha fé e acreditava na cura. &lt;br /&gt;Conheci Aline na minha primeira sessão de quimioterapia. Sentada no fundo da sala, ela usava uma peruca linda, e sorria a todo mundo que entrava na sala. O infortúnio nos aproximou. Aquele primeiro sorriso foi a deixa para que dela eu me aproximasse e perguntasse onde ela havia conseguido aquela peruca. Na segunda sessão, eu já estava careca, e ela me disse que eu estava linda. Na terceira, fiquei sabendo que ela chorava comigo cada vez que iam me aplicar a quimio. A quarta ela fez um dia antes de mim, mas deixou seu telefone para que eu entrasse em contato.&lt;br /&gt;Durante dois anos ela fez parte da minha vida quase que diariamente. Não nos víamos sempre, mas conversávamos bastante. Acompanhei a volta do câncer, o reinício da quimioterapia, e vi aos poucos a doença vencendo aquela mulher doce que, mesmo doente, estava sempre sorrindo e dizendo a todo mundo que ficaria curada. &lt;br /&gt;Tive com ela uma ligação espiritual que não tenho com muitos amigos de muitos anos. E aí, por mais que eu esperasse, a morte veio. Quando chegou, não conseguia acreditar. Porque, por mais que a gente espere, por mais que nos preparemos para ela, por mais que tenhamos consciência de que aquele sofrimento precisa acabar, ainda assim, quando ela chega, não conseguimos entender.&lt;br /&gt;Acho que a morte é a coisa mais sem compreensão que existe. A pessoa está ali e, de um minuto para o outro, não existe mais. Acredito que o espírito se mantenha vivo, mas saber que meu celular nunca mais vai tocar com o nome “Aline” piscando no visor dói. A morte é entrar no Orkut e ver que aquele perfil sorridente foi apagado. E saber que foi apagado por uma terceira pessoa, porque ela não estava mais aqui para fazer isso. É olhar nossas fotos, sempre sorrindo, e pensar que nunca mais poderei ter outro retrato com ela. &lt;br /&gt;Não vi Aline ser enterrada. Guardei para mim a imagem daquela mulher alegre, confiante, guerreira, sincera e amiga. Mais que amiga, irmã. Porque ela foi a irmã que eu escolhi. Sinto que perdi uma parte de mim. Ao mesmo tempo, sei que ela está ao meu lado. A dor, com o tempo, se suaviza, mas a imagem, graças a Deus, nunca se apaga. Seja feliz onde estiver, minha amiga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2437406686898810961?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2437406686898810961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2437406686898810961&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2437406686898810961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2437406686898810961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/06/o-adeus-que-nao-quis-dar.html' title='O adeus que não quis dar'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2342763696027633991</id><published>2010-05-27T18:08:00.001-03:00</published><updated>2010-05-27T18:08:40.043-03:00</updated><title type='text'>Saudades do café na mesa</title><content type='html'>Esta semana senti saudades de mim. Saudades do que fui, do que me ajudou a ser quem sou, de pessoas que me acompanharam sempre, e de tudo aquilo que me formou. Não vejo a saudade com um sentimento dolorido – muito pelo contrário, se sinto saudades de algo ou alguém é porque aquele momento vivido foi importante para mim. &lt;br /&gt;Senti saudades de ficar de castigo (ou até mesmo tomar umas chineladas) quando aprontava alguma coisa mais séria. Mas o que mais senti saudades foi da minha mãe fazendo um café da tarde maravilhoso que eu e meus amigos adolescentes aproveitávamos ao máximo. Nesses dias, ela colocava toda a porcelana na mesa e nos servia deliciosas guloseimas acompanhadas de um café fresquinho. Todos os meus amigos e do meu irmão adoravam ir a minha casa tomar esse café – o lugar onde eles eram tratados como adultos, e conversavam com minha mãe de igual para igual.&lt;br /&gt;Depois, na faculdade, o café na casa dos amigos (quando estava frio demais para a cerveja!) virou um hábito. Aliás, a bebida foi minha companheira em muitas noites que, atolada de trabalhos a entregar, eu passava em claro datilografando sozinha. Chegava à faculdade e já pegava um copo cheio com a “ tia” do lanche. Eu e meu melhor amigo, Ursão, passávamos horas filosofando em volta de uma garrafa térmica que, à medida que se esvaziava, era cheia de novo por mim. &lt;br /&gt;O café continua fazendo parte da minha vida. Ainda hoje temos o hábito de tomar café da tarde em casa. Basta chegar uma visita e, dependendo do dia, meu pai sai para comprar pão fresquinho, queijo, leite, e outras delícias. Enquanto isso, minha mãe esquenta o leite e passa um café forte, sem açúcar, marca registrada dela no cuidado com meu pai, que é diabético. E a reunião em volta da mesa, para comer e conversar, acaba se prolongando por horas. &lt;br /&gt;Engraçado como esses hábitos se fixam em nossa vida. Meu irmão mais velho volta e meia passa em casa à noite apenas para tomar uma xicarazinha, feita por minha mãe. E tem de ser o da minha mãe, que o meu não serve! Segundo meu pai, “é muito fraco, e não tem gosto”. &lt;br /&gt;Essas reuniões em volta da mesa me ajudaram a ser quem sou. Discussões sobre assuntos banais ou problemas familiares fizeram (e ainda fazem) parte desses momentos em que, entre uma mordida e outra, expressamos nossas opiniões. &lt;br /&gt;Quando estive doente esse era um dos melhores momentos do meu dia. Sentar com quem vinha me visitar, rir, escutar um pouco das histórias que estavam acontecendo no mundo lá fora (afinal, era somente eu quem estava na cama!), me traziam uma sensação de normalidade que estava fora da minha rotina. &lt;br /&gt;Esses tempos saudosos não voltam mais, mas a lembrança deles está intacta em minha memória. Basta o cheiro fresco do café, para reavivá-la!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2342763696027633991?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2342763696027633991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2342763696027633991&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2342763696027633991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2342763696027633991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/05/saudades-do-cafe-na-mesa.html' title='Saudades do café na mesa'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1631761746744474852</id><published>2010-05-20T18:15:00.001-03:00</published><updated>2010-05-20T18:15:19.949-03:00</updated><title type='text'>Pequenos podres poderes</title><content type='html'>Não sei de quem ou onde ouvi a seguinte frase: “Dê o poder a uma pessoa e você vai conhecê-la realmente”. Essa máxima pode ser aplicada perfeitamente a muitos funcionários públicos. Basta ter o poder na mão, e se acham no direito de decidir quando e como atenderem um cidadão. Se não estão a fim de atender, azar de quem está esperando. Não estou falando que todo funcionário público é assim, mas uma boa parte, amparada pela famosa estabilidade, se acha no direito de mandar e desmandar na hora de atender a população. &lt;br /&gt;Engraçado que esse tipo de comportamento geralmente é visto em quem ocupa cargos sem destaque algum, mas que lida diretamente com o público. Afinal, o trabalho talvez seja o único lugar onde essas pessoas têm algum poder. Existe até um nome para esse fenômeno: Síndrome da Pequena Autoridade. &lt;br /&gt;Poderia citar aqui dezenas de vezes em que me deparei com esse tipo de atitude. Quando uma amiga foi tirar a segunda via da identidade, há cerca de dez anos, não havia todas as facilidades online. A funcionária da Delegacia a atendeu com a maior má vontade, sem querer dar nenhuma informação e ainda achando que ela deveria ir a um despachante para pedir outro documento. &lt;br /&gt;Em postos de saúde, então, a grosseria parece ser a tônica de muitos funcionários. Há quase um mês fui tomar a vacina contra a gripe Influenza A. Como me encaixo no grupo de risco, levei um atestado comprovando minha necessidade da dose. Menos de cinco minutos após ter entregado o documento, lembrei que precisava da vacina da febre amarela. Quando informei isso à atendente, a mulher reclamou que “agora ia complicar”. Questionei o que tanto iria complicar, e ela, com a maior cara de pau, disse que teria de ir novamente à sala das aplicações para levar meu pedido. Detalhe: a sala ficava a menos de dez metros de onde estávamos. Como sou muito consciente dos meus direitos, falei que, mesmo complicando, ela ia levantar e avisar a enfermeira, porque eu não iria voltar outro dia para tomar novamente vacina. Ela resmungou, mas foi avisar a enfermeira.&lt;br /&gt;Como repórter, recebo sempre reclamações de mau atendimento em repartições públicas, seja no posto de saúde, na regional do bairro, na Prefeitura, no banco. Parece que algumas pessoas têm um prazer secreto em dificultar a vida do cidadão, principalmente dos mais humildes, esquecendo que ele é um contribuinte. Pior: agem assim porque sabem que dificilmente uma reclamação é levada adiante e, mesmo que o seja, mais dificilmente ainda vai resultar em qualquer tipo de punição. É a Síndrome ocupando o espaço que deveria ser preenchido por boa vontade e educação. Por isso, quando se sentirem mal atendidos ou prejudicados, façam valer seus direitos. O funcionário não está ali lhe fazendo um favor: é obrigação dele atender bem ao cidadão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1631761746744474852?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1631761746744474852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1631761746744474852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1631761746744474852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1631761746744474852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/05/pequenos-podres-poderes.html' title='Pequenos podres poderes'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8027470846371971421</id><published>2010-05-14T11:27:00.001-03:00</published><updated>2010-05-14T11:27:29.410-03:00</updated><title type='text'>Crueldade sem fim e impune</title><content type='html'>O Brasil acompanhou revoltado, na última semana, o sumiço e apresentação à Justiça do Rio Janeiro da procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant'Anna Gomes, acusada de torturar uma menina de dois anos que estava sob sua guarda para adoção. As fotos da menina, com os olhos inchados e quase fechados de tanta agressão, foram mostradas em toda mídia, e somente pessoas sem coração não se indignaram com o sofrimento da criança que, durante um mês, foi agredida por quem deveria protegê-la.&lt;br /&gt;Notícias como essa estão se tornando cada vez mais comuns em todas as classes sociais e lugares do País. Pais que espancam cruelmente os filhos, mães que deixam crianças trancadas em casa para irem a bailes, parentes e vizinhos que abusam sexualmente dos pequenos aumentam a cada dia. Uma crueldade sem fim que é agravada por um fato já corriqueiro em nosso sistema judiciário: a impunidade reinante. &lt;br /&gt;No caso dessa criança em específico, o maior espanto foi a divulgação de que a mesma procuradora já havia sido denunciada pelo mesmos tipo de agressão, também em outra criança que estava sob sua guarda. Fica aí a pergunta que não quer calar: como foi permitido que ela conseguisse uma segunda criança para criar, enquanto outros casais realmente amorosos ficam anos na fila de espera e passam por um crivo rigoroso de assistentes sociais e psicólogos antes de serem aprovados para a adoção?&lt;br /&gt;São vários os fatos que chocam, revoltam e mostram como a criança é realmente um ser indefeso no nosso País. O advogado da acusada, Jair Leite Pereira, que já tentou dizer que ela era inocente, agora mudou seu discurso e alega que, de acordo com o IML (Instituto Médico Legal), “as lesões foram leves e não causaram nenhum mal estar maior na criança”. Porém, um laudo complementar do IML aponta lesões graves na garota. &lt;br /&gt;Sabemos que o papel da defesa é proteger seu cliente. Mas daí a alegar que não houve mal estar maior à pequena, que nem conseguia abrir os olhos, é chamar a população de idiota e a Justiça de cega. Quando as acusações contra a procuradora foram apresentadas, há um mês, a menina foi levada para o hospital e precisou ficar três dias internada. Que tipo de lesão leve é essa que obriga uma criança a ser internada durante todo esse tempo?&lt;br /&gt;Pior que a lesão física são as lesões psicológicas que ela sofreu nesse período. Em princípio, a procuradora já foi obrigada a custear um tratamento psicológico para a menina. Melhor que nada, mas como essa pequena criatura vai poder novamente confiar em outra pessoa? E, para finalizar: até quando as agressões contra os pequenos, em nosso País, deixarão de ser tão banalizadas? Outro dia escrevi que tinha orgulho de ser brasileira. Porém, quando vejo essa impunidade, preferia ter nascido em outro país qualquer, onde as leis são respeitadas e cumpridas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8027470846371971421?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8027470846371971421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8027470846371971421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8027470846371971421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8027470846371971421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/05/crueldade-sem-fim-e-impune.html' title='Crueldade sem fim e impune'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6057299373883185808</id><published>2010-05-06T17:46:00.001-03:00</published><updated>2010-05-07T00:44:07.541-03:00</updated><title type='text'>Sucesso da baixaria</title><content type='html'>Foi divulgado hoje em toda a mídia que o “Big Brother Brasil 10” foi o programa que mais recebeu denúncias de desrespeito aos direitos humanos na campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania". Das 391 denúncias feitas pelos espectadores, entre agosto de 2009 e abril de 2010, 227 referiam-se ao programa. As reclamações foram classificadas como desrespeito à dignidade da pessoa humana, apelo sexual, exposição de pessoas ao ridículo e nudez.&lt;br /&gt;Fórmula que tem dado certo há cerca de dez anos no Brasil, o reality show, que tem público cativo em nossas emissoras, tem se mostrado, cada vez mais, um desserviço à televisão brasileira. Antes que alguém me critique e queira impor que eu assisto este tipo de programa, afirmo que já fui sim uma fã do formato, mas hoje não perco um segundo do meu tempo vendo quem está com quem debaixo do edredom e muito menos discutindo barracos fabricados em rodas de bar com meus amigos. Respeito quem gosta, mas eu tenho coisas mais interessantes a fazer ou assistir no horário em que eles são transmitidos. &lt;br /&gt;O sucesso desses programas não se restringe ao nosso País, tanto que a fórmula deles veio de fora. A curiosidade em torno das atitudes de várias pessoas fechadas numa casa, sem nada de produtivo para fazer, é comum a europeus, americanos, africanos, asiáticos, enfim, a quase todos os povos. &lt;br /&gt;Não acho que todos os programas desse tipo sejam ruins. Um bom exemplo é o “Extreme Makeover”, aqui no Brasil copiado por Luciano Huck com seu “Lar Doce Lar”. Porém, diferente dos Estados Unidos, onde o programa é um sucesso absoluto, aqui a audiência não subiu espantosamente depois que ele foi implantado dentro do “Caldeirão”. Para quem não conhece, no “Extreme Makeover” uma família tem sua casa reformada ou, se for o caso, reconstruída. A mobilização é gigante para que isso ocorra. São vários profissionais, vizinhos, amigos, e astros que se prontificam a ajudar as pessoas necessitadas. Também ocorrem conflitos, afinal, os organizadores têm uma semana apenas para terminar tudo. Porém, são conflitos superados por um bem comum: dar uma casa nova a uma família. &lt;br /&gt;Ninguém fica de biquíni, não há cenas sugerindo sexo, nem intrigas para um derrubar o outro. Não há barracos “reais”, comentários racistas e preconceituosos, ameaças verbais, “filosofias” sem o menor sentido e as “estratégias” para se conquistar o prêmio. Em minha opinião, o tal milhão dado nesses realities seria muito melhor usado para reformar ou reconstruir uma ou várias casas. Uma pena, mas talvez a maioria dos telespectadores ainda não esteja preparada para trocar as baixarias por ajudar os mais necessitados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6057299373883185808?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6057299373883185808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6057299373883185808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6057299373883185808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6057299373883185808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/05/sucesso-da-baixaria.html' title='Sucesso da baixaria'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8247957301553548337</id><published>2010-04-28T17:13:00.001-03:00</published><updated>2010-04-28T17:13:58.158-03:00</updated><title type='text'>Assumindo responsabilidades</title><content type='html'>O Superior Tribunal de Justiça negou na última terça-feira, por unanimidade, o pedido de indenização feito pela família de um ex-fumante, morto em 2001, vítima de câncer de pulmão, à indústria tabagista Souza Cruz S.A. A família alegou que era obrigação da empresa informar que o cigarro causava dependência e poderia provocar problemas de saúde, como o câncer. Porém, o Tribunal entendeu que a indenização não se justificava, porque muitos fumantes nunca desenvolvem câncer e diversas pessoas que nunca fumaram, até crianças, apresentam a doença.&lt;br /&gt;Concordo com a Justiça. Alegar desconhecimento dos males do cigarro, nos dias de hoje, somente se a pessoa for cega e surda. Impossível não ver as fotos de advertências que há mais de dez anos estão estampadas nos maços, assim como é difícil não ter ouvido ou lido reportagens em rádio, televisão, jornal e revista sobre o assunto. &lt;br /&gt;Também não acho que vale a alegação de que, há 40 anos, as pessoas não tinham o conhecimento sobre todos os problemas de saúde que o fumo pode causar. Uma coisa é ignorar esse fato, outra é tomar conhecimento dele e, ainda assim, preferer manter o hábito do tabagismo.&lt;br /&gt;Homens e mulheres começam a fumar porque querem. Mesmo adolescentes, tão antenados em tudo que os cerca, sabem que o cigarro é prejudicial à saúde. Se decidem fumar, seja por afirmação, rebeldia ou inconsequência, é uma decisão deles. Nunca vi ninguém chegar a um jovem e colocar um revólver na cabeça dele, obrigando-o a acender um cigarrro. E já vi muitos adolescentes recusarem o cigarro. Antigamente, fumar era sinônimo de rebeldia. Hoje em dia, não fumar é normal.&lt;br /&gt;Tenho muitos amigos que fumam. Nenhum deles joga a responsabilidade do vício em outra pessoa. Admitem que são viciados, que sabem que o cigarro faz mal, que deveriam parar, mas não conseguem. Alguns ficaram anos sem fumar e voltaram, outros nunca nem tentaram parar e outros, em respeito a mim, evitam fumar quando estou no mesmo ambiente. &lt;br /&gt;Jogar em cima do fabricante a responsabilidade pelo vício de um fumante é apenas não admitir falta de vontade de parar com o cigarro. Todos sabemos o quanto é difícil, mas não impossível. Conheço pessoas que pararam de fumar de um dia para o outro, após 40 anos como tabagistas. A decisão do Tribunal foi justa porque, se cada fumante que ficar doente receber uma indenização, se criará uma indústria de processos no País. Mas acredito, acima de tudo, que a Justiça mostrou que cada um tem de assumir responsabilidade perante seus atos, e não alegar desconhecimento de algo que, diariamente, por anos, vem sendo mostrado em todas as mídias como prejudicial à saúde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8247957301553548337?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8247957301553548337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8247957301553548337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8247957301553548337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8247957301553548337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/04/assumindo-responsabilidades.html' title='Assumindo responsabilidades'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7666145661928261996</id><published>2010-04-22T11:07:00.004-03:00</published><updated>2010-04-22T14:12:56.230-03:00</updated><title type='text'>Orgulho de ser brasileira</title><content type='html'>Hoje comemoramos os 510 anos do descobrimento do Brasil. Diferente do dia de Tiradentes e da inauguração de Brasília, comemorados com uma festa que atraiu um milhão de pessoas na capital do País, praticamente não vi nada que lembrasse o surgimento da nossa terra natal. Uma data importante e, por mais que muitos não queiram admitir, que enche de orgulho a maioria dos brasileiros. &lt;br /&gt;Eu me incluo nessa maioria. Tenho muito orgulho de ser brasileira. Já morei fora e, quando as pessoas me perguntavam de onde eu era, sempre enchia o peito para falar que era do Brasil. Engraçado que a maioria pensava que eu era do Leste Europeu (por ser muito branca) ou dos países do Mediterrâneo (pelo sotaque). Um dia comentei isso com uma amiga e ela me disse que teria o maior orgulho de ser confundida com uma europeia, e que não hesitaria em mentir sua origem. Lembro da minha reação indignada: “Pois eu tenho muito orgulho de ser brasileira, e não faço a mínima questão de ser confundida com outro povo!”, exclamei. &lt;br /&gt;Ufanismos à parte, acredito que temos sim de nos orgulhar do nosso País. Temos problemas? Muitos, assim como todos os países têm. Não devemos nos comparar com os piores, mas também não podemos achar que o resto do mundo é melhor do que a gente. Esse brio que não temos é que nos faz falta. Ao invés de nos orgulharmos e tentarmos mudar o que está errado, achamos mais fácil ficar reclamando, resmungando, criticando, mas sem fazer nada. &lt;br /&gt;Criticamos os políticos mas, quando chegam as eleições, acabamos votando nos mesmos nomes que estão há séculos no poder e nunca fizeram nada de produtivo para esse País. Criticamos os corruptos mas, se temos a chance de subornar um guarda para nos livrarmos de uma multa, não hesitamos cinco minutos. Ou seja, falamos mal de todas as mazelas que existem no Brasil, mas não fazemos muito esforço para mudá-las.&lt;br /&gt;O que muita gente não sabe é que somos olhados com muito carinho pelos estrangeiros de caráter. Somos vistos como um povo hospitaleiro, como um País que tem belezas naturais incríveis, como uma gente solidária e alegre, que luta para superar os obstáculos cotidianos com um bom humor contagiante. Sim, existem aqueles que nos enxergam como uma republiqueta cheia de corruptos e um paraíso do turismo sexual. Turismo esse que existe em todos os países, mas que não é mostrado na televisão com tanta frequência. Ou as pessoas acreditam que nos Estados Unidos, país com a maior indústria pornográfica do mundo, esse problema não existe?&lt;br /&gt;Está mais do que na hora de nos orgulharmos do povo que somos, do País em que vivemos e das riquezas que possuímos. Não falo apenas de ficar batendo no peito e ser ufanista, mas também de agir para que as coisas mudem. Orgulho a gente sente quando consegue fazer aquilo em que ninguém mais acredita. E precisamos voltar a acreditar em nosso País. Portanto, parabéns pelos nossos 510 anos como Nação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7666145661928261996?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7666145661928261996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7666145661928261996&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7666145661928261996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7666145661928261996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/04/orgulho-de-ser-brasileira.html' title='Orgulho de ser brasileira'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1155758008820450490</id><published>2010-04-13T17:00:00.001-03:00</published><updated>2010-04-13T17:00:26.561-03:00</updated><title type='text'>Caridade sem preconceito</title><content type='html'>Uma polêmica envolvendo os jogadores Robinho, Neymar e Ganso tomou conta dos jornais no início do mês, quando eles, na porta de uma entidade espírita que toma conta de 34 crianças com paralisia cerebral, se recusaram a entrar para distribuir ovos de Páscoa aos internos com a alegação de que entrar na casa seria agir contra seus princípios religiosos – os três são evangélicos.&lt;br /&gt;Não vou falar aqui mal desta ou daquela religião porque, assim como não admito que falem da minha, não pretendo ofender a crença de ninguém. Mas posso falar dessas pessoas supostamente religiosas que, em nome de um “Deus” particular que somente elas têm no coração, tomam atitudes que contradizem frontalmente um dos princípios mais básicos de toda crença: a caridade. &lt;br /&gt;Fazer caridade apenas com quem queremos, ou quando queremos, é bastante fácil. O que mais chocou na atitude dos jogadores foi que eles estavam na porta da entidade, ou seja, havia 34 crianças ansiosas esperando por aquela visita. Para consertar o que ficou muito feio para o time, essa semana os jogadores voltaram ao lar para entregar presentes às crianças. Um deles, Roberto Brum, chegou a levar toda a família para conhecer os internos. &lt;br /&gt;Não sabemos se o que levou os atletas a retornarem ao lar foi a verdadeira caridade, ou uma jogada (sem trocadilho futebolístico) para que suas imagens voltassem a ser bem vistas pela mídia. Claro que nenhum torcedor vai deixar o time do coração por conta disso, mas o ocorrido havia deixado uma marca bastante negativa em todo o time santista – do qual metade, sem nenhum problema, entrou na casa no dia combinado para entregar os ovos. &lt;br /&gt;Sempre fui da opinião que todo excesso é prejudicial. Também acredito que isso se aplica à religião. Para mim, de nada vale orar, rezar, bater no peito, acender vela, enfim, praticar todos os rituais existentes, e não ser capaz de praticar a verdadeira caridade fora da igreja ou templo religioso.&lt;br /&gt;Conheço pessoas que vivem falando de Jesus, Deus, dizendo “amém”, “que bênção”, “glória a Deus”, e no entanto são incapazes dos mais elementares gestos de caridade com aqueles que não professam da mesma fé. O Deus em que eu acredito sempre pregou a bondade e a igualdade entre os homens – e não determinou que devo ajudar esse ou aquele dependendo da igreja que ele frequenta. &lt;br /&gt;A atitude dos jogadores santistas foi lamentável, e um péssimo exemplo a quem os enxerga como ídolos. A maior prova de que eles mesmos sabem que agiram da forma errada foi seu retorno ao lar – seja lá por qual razão, eles quiseram mostrar que passaram por cima de suas ideologias religiosas. Quem mais ganhou foram as crianças, que tiveram momentos de alegria, em meio às limitações que a vida lhes impôs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1155758008820450490?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1155758008820450490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1155758008820450490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1155758008820450490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1155758008820450490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/04/caridade-sem-preconceito.html' title='Caridade sem preconceito'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7886274881314551774</id><published>2010-04-08T11:38:00.002-03:00</published><updated>2010-04-08T11:56:55.223-03:00</updated><title type='text'>Estigma é pior que doença</title><content type='html'>Hoje é comemorado o Dia Mundial da Luta Contra o Câncer. Não pretendo falar aqui de números da doença ou de seus sintomas, mas de um lado muitas vezes esquecido: do estigma que cerca os pacientes do problema. Falo com conhecimento de causa bastante profundo: por duas vezes, aos 31 e aos 36 anos, tive câncer de mama. Hoje estou curada, mas faço exames de três em três meses para checar se não há recidiva. Não é fácil saber que, a cada 90 dias, minha vida novamente depende de resultados de exames, mas faz parte do protocolo da doença esse controle e, gostando ou não, tenho de passar por ele.&lt;br /&gt;Acredito que, pior que o câncer, é o estigma que o acompanha, principalmente para as mulheres que passam pela quimioterapia e sofrem seus efeitos colaterais, ficam carecas, incham, perdem o brilho da pele. Essa semana assisti o seriado “Brothers &amp; Sisters” e a personagem Kitty, que luta contra uma leucemia grave, começa a perder os cabelos durante uma festa. Sem dramalhão, o seriado mostrou a personagem se sentindo impotente, e ao mesmo tempo sendo corajosa ao decidir raspar a cabeça. Quando os cabelos começam a cair, Kitty chora e diz: “Não quero que as pessoas saibam que estou doente, não quero que elas me vejam assim”.&lt;br /&gt;Tive o mesmo sentimento que a personagem. Sofri muito mais pela perda dos cabelos do que pela mastectomia. Não queria que as pessoas me olhassem careca, tanto que mandei fazer uma peruca assim que soube que perderia os cabelos. O interessante é que, depois que raspei a cabeça, o sofrimento acabou. Aliás, fiquei uma careca linda. &lt;br /&gt;Percebi que meu medo era o que as pessoas iriam falar se me vissem assim. Como se a culpa fosse minha por estar doente! Porque uma mulher careca e inchada choca, e muito. Quando meus cabelos começaram a crescer estava começando a primavera e, por causa do calor, não conseguia mais usar a peruca. Percebia os olhares de soslaio quando entrava em algum lugar, sempre de cabeça erguida e sorrindo. Porque sempre tive o seguinte pensamento: estou doente, mas não morri, e vou viver normalmente, dentro das minhas possibilidades. &lt;br /&gt;Algumas pessoas me admiravam e até mesmo vinham falar comigo e prestar solidariedade, sem sequer me conhecerem. Mas outras, fieis ao estigma de que pacientes com câncer devem ficar em casa, me olhavam de cara feia, como se fosse um insulto eu estar me divertindo em um bar ao invés de deitada na cama. Lembro de um dia em que um jovem de uns 18 anos externou isso em um tom de voz meio baixo, mas alto o suficiente para eu o ouvisse. Não tive dúvidas em me virar e dizer que, tanto quanto ele, eu tinha o direito de estar naquele bar, de tomar um chopp e, sim, de me divertir muito!&lt;br /&gt;Essa visão do paciente moribundo precisa ser mudada. O doente de câncer, além do tratamento, merece um olhar de respeito, e não de pena ou de crítica por estar se divertindo. Quando estava doente, criei uma frase que me ajudou muito: como não quero que o câncer me domine, deixo que minha felicidade o enfraqueça. Eu venci a doença, e espero, um dia, que todos os pacientes consigam vencer o estigma que nos cerca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7886274881314551774?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7886274881314551774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7886274881314551774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7886274881314551774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7886274881314551774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/04/estigma-e-pior-que-doenca.html' title='Estigma é pior que doença'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-4244552801806157750</id><published>2010-03-31T11:05:00.002-03:00</published><updated>2010-03-31T11:08:55.032-03:00</updated><title type='text'>A cultura da inadimplência</title><content type='html'>A inadimplência já faz parte da cultura brasileira. Estamos acostumados a dever e nos endividarmos cada vez mais, sem pagar as dívidas já existentes. Quando falo “estamos” me refiro àqueles que, mesmo sabendo que não podem comprar algo, não se importam em se afundar ainda mais em débitos que, no final das contas, ou serão perdoados ou mesmo não pagos. &lt;br /&gt;Isso é bem fácil de notar em todos os setores. Prefeituras renegociam dívidas de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), dão descontos gigantes e ainda parcelam o saldo devedor, tudo para que o munícipe não fique inadimplente. Grandes lojas fazem a mesma coisa no fim do ano: chamam os devedores, reduzem o débito muitas vezes pela metade, dividem essa metade em intermináveis parcelas sem juros, e ainda tiram o nome dessas pessoas do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). &lt;br /&gt;E nas escolas? O aluno inadimplente pode continuar a frequentar as aulas mesmo que não pague suas mensalidades. Quando falamos de crianças, a justificativa é de que elas não podem ser constrangidas pelos erros dos pais. Mas estudantes universitários também fazem a mesma coisa. Alguns, por pura necessidade mesmo. Outros, porque sabem que podem assistir as aulas sem a menor chance de serem constrangidos. Não deixam de sair, ir a baladas, têm carro, mas a mensalidade sempre é deixada de lado.&lt;br /&gt;Poderia citar muitos outros exemplos. O ponto central é que dever no Brasil não é um grande problema. Estou falando aqui dos caloteiros por excelência, aqueles que não pagam porque sabem muito bem que nada acontece efetivamente se ficarem com a dívida em aberto. Até porque, os verdadeiramente honestos, buscam de qualquer maneira pagar seus débitos. Vendem o carro, diminuem as saídas, não viajam, deixam de comprar supérfluos, enfim, fazem de tudo para manter o nome limpo. &lt;br /&gt;Em compensação, devedores contumazes estão se lixando para seus credores. E aí me pego analisando uma situação paradoxal: enquanto aos que não pagam são oferecidas milhões de vantagens, aos pontuais com suas dívidas nada é dado. Nunca ganhei um desconto de 50% em nada porque paguei a conta em dia. As prestações do meu carro continuam sempre com o mesmo valor, independente de eu pagá-las na data correta. Se eu atrasar um ou dois dias, os juros são enormes. Mas talvez, se eu atrasar três parcelas e tente negociar o débito, me seja oferecido um bom desconto.&lt;br /&gt;Não estou pregando aqui que todo mundo comece a dar calote. Muito pelo contrário, sempre preguei que estar em dia com as contas é a melhor coisa do mundo, porque sei que meu nome continua limpo. E, mesmo não sendo tão velha, ainda sou do tempo em que ter o nome limpo na praça é obrigação, e não motivo de orgulho. Mas acho que está na hora de pararmos de passar a mão na cabeça dos devedores, e sermos mais rígidos com as regras. Porque, no final, quem paga a conta são os honestos. E isso, no meu entender, não ajuda nem um pouco em melhorar essa cultura de inadimplência que assola nosso País.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-4244552801806157750?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/4244552801806157750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=4244552801806157750&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4244552801806157750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4244552801806157750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/03/cultura-da-inadimplencia.html' title='A cultura da inadimplência'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8141087785763350303</id><published>2010-03-25T11:59:00.001-03:00</published><updated>2010-03-25T11:59:30.067-03:00</updated><title type='text'>Salário baixo, trabalho ruim</title><content type='html'>Existe uma lógica perversa que habita a mente de boa parte do empresariado brasileiro: pagar pouco e exigir muito. Como o mercado de trabalho está saturado em alguns setores, a lógica se mostra bastante eficaz naquelas profissões em que a procura é maior que a demanda: está insatisfeito, tem outro para trabalhar em seu lugar.&lt;br /&gt;O que o empresariado não percebeu ainda é que, quanto mais baixo o salário, pior será o desempenho do funcionário. Essa também é uma lógica fácil de se verificar. O achatamento de salários em todos os setores fez surgir uma categoria de funcionários que, por receberem pouco, se dedicam pouco. Mais agravante que isso é o fato de que, como o salário é baixo, as vagas acabam sendo ocupadas pelos menos qualificados. E os menos qualificados, como sabemos, acabam desenvolvendo um serviço abaixo do que a vaga exige, em muitos casos.&lt;br /&gt;Um bom exemplo disso são os bancos. Sou filha de um gerente aposentado do Banco do Brasil, e meu pai é da época em que o salário compensava as horas de trabalho. Compensava e também exigia dos funcionários um alto grau de conhecimento das operações bancárias. Hoje os salários dos bancários estão achatados, assim como a maioria das áreas. Muitos funcionários estão ali apenas enquanto terminam a faculdade e, quando isso ocorre, deixam as agências para se dedicar a uma carreira mais lucrativa. &lt;br /&gt;Nada condenável nisso, afinal, todo mundo quer progredir na vida. Porém, como o funcionário sabe que ali não vai ficar, não se preocupa sempre em fazer um trabalho excepcional ou ter um conhecimento melhor daquilo que está fazendo. &lt;br /&gt;Esta semana ocorreu um fato com um colega que mostra bem o que estou dizendo. Ele precisava fazer uma transferência bancária do Brasil para os Estados Unidos. Procedimento simples, mas que se tornou complicado porque a gerente da agência não se deu ao trabalho de verificar se era possível fazer a transação e já informou que somente poderia fazer um câmbio (a uma taxa de R$ 52). Interessante é que ela ainda desdenhou da mulher do colega quando esta perguntou se poderia fazer a transferência, já afirmando em tom irritado que isso não existia. &lt;br /&gt;Talvez, se ela fosse mais motivada, tivesse verificado que a transferência existe e pode ser feita a qualquer banco. Por incompetência, má vontade ou preguiça (não sei dizer o que exatamente), ela fez o tal “câmbio”, enviando o dinheiro a uma outra agência que não tinha nada a ver com quem o receberia, e com prazo de apenas dois dias para a retirada. Assim, um dinheiro que poderia ser depositado direto em uma conta teve toda essa movimentação desnecessária. &lt;br /&gt;Será que, se ela recebesse um salário melhor, trabalharia com todo esse desconhecimento do próprio serviço? Ou ela se empenharia em resolver o problema da melhor maneira? Ou será que a agência teria alguém mais qualificado para o cargo se o salário fosse maior?&lt;br /&gt;Não quero justificar a atitude de gerente, até porque eu acredito que, se você está insatisfeito com seu salário, deve procurar coisa melhor mas, enquanto estiver nele, deve dar o melhor de si. Vi uma entrevista de um gestor de Recursos Humanos em que ele dizia exatamente isso, e exemplificava com os jogadores de futebol: todos eles começam em escolas de base, recebendo, quando muito, um salário mínimo. E nem por isso fazem gol contra. &lt;br /&gt;Assim deve ser a mentalidade de todo trabalhador. Também acho que deveria ganhar mais do que ganho, e nem por isso chego ao jornal pensando em fazer um trabalho malfeito. Sempre penso o seguinte: é meu nome que está estampado na página. Será que com isso não vou conseguir algo melhor um dia? Ou prefiro me juntar à massa dos que reclamam, se acomodam e não fazem nada para mudar? &lt;br /&gt;Tanto trabalhadores quanto empresários precisam mudar essa mentalidade escravo-senhor de engenho. Devo receber de acordo com o que faço e, se for o caso de ganhar mais, merecer esse aumento. Em contrapartida, o empresariado deve começar a enxergar que, quanto melhor o salário, melhor o funcionário e, por consequência, melhor o seu produto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8141087785763350303?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8141087785763350303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8141087785763350303&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8141087785763350303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8141087785763350303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/03/salario-baixo-trabalho-ruim.html' title='Salário baixo, trabalho ruim'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6829656409298444814</id><published>2010-03-18T11:46:00.001-03:00</published><updated>2010-03-18T11:46:17.462-03:00</updated><title type='text'>Desespero em julgamento</title><content type='html'>Essa semana o País ficou estarrecido com a notícia de uma mãe que, em puro desespero, acorrentou seu filho de 13 anos para que ele não pudesse sair de casa e usar crack, umas das drogas mais fortes que existem atualmente, e com maior poder de dependência em pouco tempo. A mãe, que responderá um processo em liberdade pela acusação de maus tratos, recebeu ofertas de três clínicas particulares para internar o adolescente, que deveria ontem ser encaminhado a uma delas para iniciar sua desintoxicação. &lt;br /&gt;As reações à atitude dessa mulher variaram da mais profunda repulsa à compreensão. Educadores, assistentes sociais e outros pais levantarem em coro vozes indignadas por ela ter acorrentado o filho que, quando drogado, a ameaçava fisicamente e cometia roubos na vizinhança para manter o vício. Por outro lado, muitas mães compreenderam sua tentativa de manter o filho em casa e impedir que ele voltasse a usar crack.&lt;br /&gt;O problema da droga está aí, só não vê quem não quer. Semana passada também ficamos chocados com a brutal morte do cartunista Glauco e seu filho Raoni, por um jovem de 24 anos também viciados em drogas, no caso a cocaína. A cada semana, se lermos atentamente os jornais, veremos casos de violência envolvendo jovens viciados. Porém, somente nos damos conta da real gravidade do problema quando acontece um fato isolado extremamente grave, como os dois citados. &lt;br /&gt;A droga destrói não somente o viciado, mas sua família. Não estou falando apenas das substâncias ilícitas, e incluo nesse montante o álcool. Quem tem um alcoólatra na família também sabe como é difícil lidar com a pessoa. Muitos, quando sóbrios, são pessoas maravilhosas, alegres, calmas, que proporcionam uma convivência tranquila e cheia de alegria. Porém, basta apenas alguns goles para que se tornem agressivos, autoritários, briguem por qualquer motivo e insuportáveis. &lt;br /&gt;Não tenho dentro de minha casa esse exemplo, mas tenho em minha família. E não julgo uma mãe que acorrenta um filho ou uma esposa que desanima de tentar ajudar um marido alcoólatra. A convivência com essas pessoas não é fácil. Para aguentar um drogado ou um bêbado tem de ter muita paciência.&lt;br /&gt;Tive um amigo que morreu aos 35, depois de ter ficado nove em uma cadeira de rodas, totalmente incapacitado, após um derrame causado pelo uso excessivo de drogas. Lembro de ver esse meu amigo, pela janela da casa do meu avô, aplicando cocaína na veia no quintal de casa. Os pais fizeram de tudo para que ele se curasse: mudaram de cidade, venderam a casa, internaram nas melhores clínicas. Quando ele sofreu esse derrame e ficou na cama, muitas pessoas achavam que a mãe se revoltaria. Pelo contrário. Ela costumava dizer: “Por pior que ele esteja, pelo menos agora eu sei que está em casa, sem correr o risco de levar um tiro por de um traficante”. Parece uma atitude cômoda, mas acredito que era o alívio de quem, apesar de ter tentado tudo, não havia conseguido tirar o filho do vício. &lt;br /&gt;Não sei a história toda dessa mulher, mas imagino que a dor de prender seu filho com certeza foi maior que seu desespero. Porém, quando não há mais opções, tomamos muitas vezes atitudes que jamais imaginaríamos em uma situação normal. Fácil criticar essa mãe e dizer que ela foi cruel. Difícil é se colocar no lugar dela, sem apoio nenhum para buscar uma saída. Está na hora de pararmos de culpar os pais pelo uso de drogas, e vermos que os filhos, muitas vezes, escolhem esse caminho, seja pela curiosidade, seja por vontade mesmo. Essa mãe, que já sofreu tanto, não merece mais esse julgamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6829656409298444814?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6829656409298444814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6829656409298444814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6829656409298444814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6829656409298444814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/03/desespero-em-julgamento.html' title='Desespero em julgamento'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3112853296220860723</id><published>2010-03-11T16:36:00.000-03:00</published><updated>2010-03-11T16:37:11.971-03:00</updated><title type='text'>Sabe onde fica a seta?</title><content type='html'>Uma das primeiras coisas que aprendemos quando vamos tirar a carteira de motorista é a dar seta. Ato simples, fácil, que não exige grandes malabarismos nem um conhecimento profundo de mecânica. Aliás, muito mais fácil no começo aprender a dar seta do que coordenar o movimento dos pés no freio e acelerador. E não estou falando isso porque sou mulher, mas pura e simplesmente porque qualquer pessoa, quando começa a aprender algo, sente dificuldades e depois as supera. &lt;br /&gt;Acredito que todos concordamos: dar seta é muito fácil. Então, por que os motoristas insistem em simplesmente ignorar esse equipamento e jamais usá-lo? Esse questionamento eu me faço todos os dias enquanto venho de Piracicaba para cá. É incrível como muitos motoristas simplesmente mudam da direita para a esquerda na pista sem darem nenhum sinal. Azar de quem está atrás (no caso eu!)! &lt;br /&gt;E esse descaso não ocorre apenas na pista, onde o perigo de um acidente aumenta consideravelmente por causa da alta velocidade dos veículos. Esse é um problema grave principalmente em cidades do interior, onde os motoristas acreditam que a via é exclusividade de cada um, e trafegam como se atrás ou dos lados não existisse ninguém. &lt;br /&gt;Parar sem dar seta, virar a esquina sem avisar, passar da via esquerda à direita em uma avenida sem usar o precioso equipamento parece que não é preocupação da grande maioria. Assim, o motorista que está atrás ou ao lado tem de adivinhar o que o colega vai fazer. Ou seja, dirigimos por nós e pelos outros, procurando antecipar o que pode acontecer o tempo todo.&lt;br /&gt;Não é à toa que o trânsito brasileiro está ficando a cada dia que passa mais caótico. A justificativa de que o aumento de carros provoca isso não é mais o principal argumento para quem busca explicar esse caos. Especialistas em tráfego esquecem que o comportamento dos motoristas contribui quase que completamente para esse quadro. &lt;br /&gt;Usei o exemplo da seta porque é um dos mais comuns que vejo. A impressão que tenho, quando estou dirigindo, é que a seta, para muitos motoristas, é um item opcional, perfeitamente dispensável como o isqueiro ou o cinzeiro. Virar bruscamente ou passar de uma pista a outra sem sinalizar pode parecer um erro simples na direção, mas que pode causar até mesmo a morte do colega ao lado. Se o uso de um equipamento tão simples é explicado na primeira aula de direção, é óbvio que ele é um dos atributos mais importantes do bom motorista. Se conseguimos coordenar os pés, não me parece impossível coordenar as mãos ao volante. Sabe onde fica a seta em seu carro? Então use-a!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3112853296220860723?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3112853296220860723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3112853296220860723&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3112853296220860723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3112853296220860723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/03/sabe-onde-fica-seta.html' title='Sabe onde fica a seta?'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3572547803567880902</id><published>2010-03-04T10:52:00.000-03:00</published><updated>2010-03-04T10:53:13.601-03:00</updated><title type='text'>Conquistas ignoradas</title><content type='html'>Somos um povo contraditório. Brigamos por conquistas em vários setores e, quando elas chegam, são solenemente ignoradas por muita gente, incluindo às até mesmo quem brigou por elas. São vários os exemplos: reclamamos da falta de lixeira nas ruas, mas mesmo quando elas existem, os papéis são jogados no chão. Pedimos áreas de lazer e, mal elas são construídas, pode-se notar o descaso e mau uso do espaço. &lt;br /&gt;Um dos exemplos mais comuns para mim desse descaso em relação às conquistas são as passarelas nas rodovias. De segunda a sexta, desde setembro de 2006, vinda de Piracicaba, passo pela Rodovia Luiz de Queiroz, a SP-304, para chegar ao trabalho. Se fizermos uma conta grosseira, considerando o tempo em que estive afastada do jornal, já passei por essa estrada 540 dias, ou cerca de cinco vezes em 108 semanas. &lt;br /&gt;Antes que se cansem dos números, vou ao ponto que interessa: nesses 540 dias, conto nos dedos das mãos quantas vezes vi as pessoas usarem as várias passarelas dispostas na rodovia, principalmente no trecho entre Americana e Santa Bárbara. Por outro lado, é raro o dia em que não vejo alguém, a poucos metros da passarela, cruzando a estrada correndo, desafiando os carros e caminhões que passam pela via a uma velocidade média de 90 quilômetros por hora. &lt;br /&gt;Sinto como se as passarelas tivessem sido colocadas ali por enfeite. Para mim, elas são uma mostra do descaso de conquistas simples, que deveriam ser usadas. Se aquelas passagens não existissem, provavelmente receberíamos no jornal muitas ligações reclamando a falta delas, como todos os dias atendemos reivindicações de vários assuntos. &lt;br /&gt;Quando trabalhei em Araraquara vi um exemplo engraçado da preguiça das pessoas em cruzar a passarela. Atendi uma leitora reclamando dos veículos que passavam em alta velocidade em frente ao shopping que ficava na rodovia na saída da cidade e que ali deveria haver uma lombada para coibir os abusos, já que isso dificultava a ida dos moradores próximos à região ao shopping. Estava anotando a reclamação quando me lembrei que havia uma passarela construída na via exatamente para que a população pudesse ter acesso ao shopping! Quando comentei isso com a reclamante, ouvi a seguinte resposta: “Ah, mas dá muito trabalho subir aquelas escadas, é mais fácil ir pela pista”. &lt;br /&gt;Realmente, dá trabalho andar mais 100 metros e tomar o caminho seguro para atravessar uma pista. Muito mais fácil passar entre caminhões e carros que estão na velocidade permitida na rodovia, correndo o risco de ser atropelada, causando um acidente que pode envolver mais de um veículo, provocando um capotamento, enfim, transgredindo a lei de trânsito para economizar alguns passos. &lt;br /&gt;Seguindo essa linha de raciocínio, fica o questionamento: para que então perder tempo reivindicando algo que não será usado? Muito mais fácil ficar em casa do que brigar pelos seus direitos. Será que esse pensamento é o mais correto mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3572547803567880902?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3572547803567880902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3572547803567880902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3572547803567880902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3572547803567880902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/03/conquistas-ignoradas.html' title='Conquistas ignoradas'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5123400828100857369</id><published>2010-03-01T16:22:00.000-03:00</published><updated>2010-03-01T16:23:05.875-03:00</updated><title type='text'>A verdadeira essência da lei</title><content type='html'>Era uma vez um país cheio de leis. Muitas mesmo, para todos os assuntos. E a cada dia surgiam novas leis municipais, estaduais e federais. Novas diretrizes para que o país crescesse em ordem, com disciplina e respeito às instituições. As leis prometiam punir severamente os crimes, desde os mais simples aos mais hediondos. Mas, apesar desse monte de leis, as coisas não estavam indo bem.&lt;br /&gt;Tudo porque, apesar da enorme quantidade de regras a serem seguidas, sempre havia um jeitinho de se burlar a maioria delas. Matou? Teoricamente, vai preso, mas na prática um bom advogado conseguia mostrar tantos atenuantes que, no fim das contas, o criminoso acabava solto e, se bobeasse, até mesmo com um pedido de desculpas dos cumpridores da lei. &lt;br /&gt;Roubou? Aí a lei até funcionava, mas apenas quando o roubo era pequeno, tipo uma lata de leite, uma pequena quantia em dinheiro, ou quando o ladrão era pobre e não conseguia um bom defensor capaz de achar as abençoadas brechas da Legislação. Se o roubo fosse grande, se o ladrão fosse um figurão, aí entravam em cena recursos e mais recursos capazes de deixar os criminosos fora da cadeia para sempre.&lt;br /&gt;E, a despeito da não funcionalidade das regras, elas continuavam sendo criadas. De repente surgiu a necessidade de novas normas para os crimes contra animais e ambientais. Mais leis surgem, algumas eficazes, outras inócuas, mas todas mostrando uma disposição firme em punir os culpados desses crimes. Adiantou? Novamente aquela situação em que os bem defendidos ficavam livres, e os sem condições financeiras iam para a cadeia. &lt;br /&gt;Com isso, as coisas a cada dia pioravam. Assassinatos eram cometidos pelos motivos mais banais – uma briga no trânsito, um olhar atravessado durante uma festa, um fim de namoro não aceito. O mais assustador é que os autores desses crimes absurdos normalmente eram pessoas comuns que, num momento de stress, perderam o limite. E como a lei era complacente, esses criminosos, quando levados a julgamento, muitas vezes eram absolvidos por causa das famosas brechas.&lt;br /&gt;Mas um dia a população cansou dessa impunidade e resolveu cobrar dos governantes não apenas mudanças na Legislatura, mas também punições severas a crimes graves. Os legisladores – muitos dos quais se beneficiavam dessa situação – fizeram de conta que a cobrança não existia, e mantiveram as leis como estavam. Só que eles não esperavam a reação que houve: sem resposta a seus apelos, o povo escolheu outros legisladores nas eleições. Os perdedores enxergarem – tardiamente – que as mudanças eram necessárias. &lt;br /&gt;Se as coisas já estão funcionando melhor? Sim. Bastou vontade do povo e empenho político para que a lei se fizesse mais dura com quem merece, e justa com todos. Hoje a população está segura, e a prosperidade reina em todos os lugares. Um final feliz para um país que tinha uma história de justiça tão triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5123400828100857369?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5123400828100857369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5123400828100857369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5123400828100857369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5123400828100857369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/03/verdadeira-essencia-da-lei.html' title='A verdadeira essência da lei'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-4867041611278768860</id><published>2010-02-28T23:26:00.001-03:00</published><updated>2010-02-28T23:26:31.846-03:00</updated><title type='text'>Nossa viagem</title><content type='html'>Olá pessoal...&lt;br /&gt;Domingo bem chuvoso, e depois de três dias meio baqueada por conta de uma virose, finalmente estou bem. E não estou pronta para outra, nem pensem isso... &lt;br /&gt;Como fazia tempo que não escrevia nada, hoje resolvi "roubar" uma mensagem muito legal que está no orkut da minha amiga Ana Cecília (eu cito a fonte com orgulho)! &lt;br /&gt;Que nossa vida realmente seja sempre bem aproveitada, e que as rugas sejam não sinais de envelhecimento, mas de maturidade, experiência, e principalmente felicidade por tudo que passamos. &lt;br /&gt;Um ótimo domingo a todos e uma segunda maravilhosa!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Acredito que a grande jornada da vida não se baseia em chegar ao túmulo toda segura, toda linda, sem rugas, sem cabelinhos brancos, num corpo bem preservado à base de artifícios dolorosos, sem dispensar amor a si e ao próximo... Mas sim para curtir ao máximo esta oportunidade abençoada pelo grande Deus... e ao término desta jornada como Andréa, meio que escorregando para dentro dele, meio que de ladinho, querendo mais ficar do que ir, berrar:&lt;br /&gt;PUTA MERDA... QUE VIAGEM MARAVILHOSA QUE EU FIZ!!!!"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Beijos com carinho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-4867041611278768860?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/4867041611278768860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=4867041611278768860&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4867041611278768860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/4867041611278768860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/02/nossa-viagem.html' title='Nossa viagem'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7539931469794213076</id><published>2010-02-18T17:00:00.001-02:00</published><updated>2010-02-18T17:00:26.847-02:00</updated><title type='text'>Carnaval e família - combinação perfeita!</title><content type='html'>Carnaval acabou na terça, e ainda tem muita gente curtindo aquele gostinho da ressaca e desejando que o feriado tivesse sido mais longo. Até eu, que há muitos anos não sabia o que era acompanhar a mais tradicional festa brasileira, resolvi esse ano sair da toca onde costumava me esconder nesses dias e aproveitar a folia. &lt;br /&gt;Para minha surpresa, adorei a bagunça e percebi, ao contrário da televisão, onde o destaque são mulheres cada vez mais nuas e em poses vulgares, no interior não há espaço para esse tipo de comportamento. Pelo contrário: Carnaval e família se unem em completa harmonia, fazendo do reinado de Momo um evento delicioso.&lt;br /&gt;Estive dois dias em Águas de São Pedro, cidade famosa pelo desfile dos blocos e pelo ambiente familiar. Imaginava que encontraria apenas o pessoal mais velho no município, mas vi que meus conceitos estão bastante ultrapassados. Muita garotada pulando e dançando junto com os idosos, que participavam do desfile mostrando entusiasmo – mesmo usando bengalas e até cadeira de rodas!&lt;br /&gt;O principal que observei: o respeito era a tônica do desfile. Idosos, jovens, casais com os filhos, todo mundo passava se divertindo sem nenhum problema. O carro mais “ousado” tinha quatro ou cinco garotos e garotas usando tops de biquínis e sungas – nada de fio dental, as meninas estavam com minissaias bastante comportadas. &lt;br /&gt;Não faltou o carro com os homens vestidos de mulher. No maior alto astral, eles mexiam com quem estava assistindo ao desfile, faziam gracejos aos homens e distribuíam camisinhas, avisando as pessoas para fazerem sexo seguro. Uma moçada bonita que estava bem à vontade em seus vestidos apertados e curtos, claramente pequenos para o tamanho dos marmanjos.&lt;br /&gt;Na sexta fui para Arthur Nogueira, onde uma banda na praça agitava o Carnaval da pequena cidade. O mesmo clima familiar, as mesmas brincadeiras inocentes, nada de vulgaridade nem de brigas que normalmente surgem após muito álcool na cabeça.&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando quando o Carnaval perdeu seu verdadeiro espírito e transformou-se num show cronometrado para ser exibido ao mundo todo. O desfile das escolas deixou de ser o relato de uma história, e tornou-se uma briga de egos entre as rainhas de bateria, que pouco antes da festa divulgam quantas plásticas fizeram ou quanto de silicone colocaram para “turbinar” os seios. &lt;br /&gt;Voltei a gostar do Carnaval após ter aproveitado esses três dias em lugares onde a ordem era apenas se divertir, sem competição entre corpos moldados em cirurgias plásticas e uma sexualidade tão latente que nos transforma, aos olhos de muitos estrangeiros, como um país que não precisa ser respeitado. A inocência do Carnaval que vi me emocionou. E também me fez, após muitos anos, sentir já saudades de toda aquela festa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7539931469794213076?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7539931469794213076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7539931469794213076&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7539931469794213076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7539931469794213076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/02/carnaval-e-familia-combinacao-perfeita.html' title='Carnaval e família - combinação perfeita!'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-1934800700086282612</id><published>2010-02-11T16:00:00.001-02:00</published><updated>2010-02-11T16:00:33.891-02:00</updated><title type='text'>Falatório demais, trabalho de menos</title><content type='html'>Meu forte nunca foi política. Não quero dizer que sou alienada, apenas não gosto de discutir sobre o assunto, menos ainda com quem tem posicionamentos diversos aos meus. Afinal, assim como sou corinthiana e jamais vou convencer um palmeirense a mudar de time, também acredito que devo respeitar o posicionamento político de quem está a minha volta. &lt;br /&gt;Por obrigações profissionais, nos últimos tempos tenho feito cobertura na área de política. Não é a primeira vez que trabalho nessa editoria. Em 2002 cobri a campanha presidencial e achei uma experiência interessante, apesar de exaustiva. E agora, novamente ano de eleição, estou temporariamente escrevendo sobre o assunto. Infelizmente, para minha decepção, o que vi há oito anos se repete: falatório demais, trabalho de menos. &lt;br /&gt;Explico melhor. Assim como agora, em 2002 acompanhava sessões de Câmara em Araraquara. O que deveria ser uma reunião para análise de projetos benéficos ao município acabava se tornando um verdadeiro palco, onde cada parlamentar queria se aparecer mais do que o outro. E agora vejo a mesma coisa acontecendo nas sessões que acompanho em Santa Bárbara d’Oeste. Requerimentos são discutidos exaustivamente, a tribuna chega a ser usada para falas desrespeitosas entre os adversários, e vereadores aproveitam o espaço para discursar sobre assuntos que às vezes nem têm a ver com pauta do dia. &lt;br /&gt;Para fazer a “prova dos nove”, resolvi outro dia acompanhar pela televisão a sessão de Piracicaba. A mesma situação: falatório, discussões inúteis, apartes intermináveis, projetos inconstitucionais sendo discutidos apesar de já terem sido vetados, e um jogo de cena perfeito de quem já está em campanha. &lt;br /&gt;Pensando um pouco mais no assunto, lembrei o que essas três Câmaras têm em comum: a transmissão ao vivo, seja pela televisão ou internet. Não sou contra a transmissão, acho inclusive salutar que a população tenha acesso às discussões do Legislativo. O que sou contra é o uso da sessão para campanha política, ofensas sem sentido e apresentação de projetos claramente eleitoreiros. &lt;br /&gt;Sessões que deveriam durar quatro horas acabam se estendendo por seis, sete horas, por causa de debates inúteis. Os parlamentares esquecem que o povo não tem nem tempo e nem paciência para esse tipo de discussão. Não adianta subir na tribuna e esbravejar, gritar, falar contra o prefeito e prometer mundos e fundos. A consciência política do brasileiro está melhorando a cada eleição. O que a população busca agora são resultados, e não discussões vazias. O vereador vai conquistar o voto trabalhando bastante. E isso, com certeza, não é aparecer uma vez por semana na Câmara, apenas durante a sessão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-1934800700086282612?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/1934800700086282612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=1934800700086282612&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1934800700086282612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/1934800700086282612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/02/falatorio-demais-trabalho-de-menos.html' title='Falatório demais, trabalho de menos'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7301845173309806817</id><published>2010-02-03T15:47:00.001-02:00</published><updated>2010-02-03T15:47:56.769-02:00</updated><title type='text'>Bom atendimento - obrigação esquecida</title><content type='html'>Em todos os lugares e sites onde fazemos compras sempre dispomos de um e-mail ou telefone para possíveis reclamações, sugestões e críticas em caso de algum problema. Dispomos, mas quem já tentou reclamar ou cancelar algum serviço sabe como é essa maratona. Ter o problema solucionado, então, é um verdadeiro milagre!&lt;br /&gt;Primeiro temos de esperar até conseguirmos um atendente desocupado e, muitas vezes, ele nos diz que aquele tipo de reclamação só pode ser solucionado no horário comercial, quando normalmente todas as linhas estão ocupadas. Já cheguei a escutar a seguinte mensagem: “O melhor horário para ligar é após as 20 horas”. Aí, quando liguei após esse horário, não poderia ter meu problema resolvido. Fica difícil, né?&lt;br /&gt;Pior é tentar resolver algum problema por e-mail. Em dezembro contratei os serviços de um site por um mês e, quando fui renová-lo em janeiro pelo mesmo período, me veio uma mensagem que meu contrato era de seis meses. Imediatamente mandei um e-mail ao site relatando o engano, e recebi como resposta que não havia engano nenhum, que eu havia contratado o plano com 50% de desconto e teria de pagá-lo.&lt;br /&gt;Interessante que no próprio site havia o acordo de utilização, com uma cláusula que dizia que eu poderia mudar o plano semestral para mensal. Novamente escrevi mostrando a cláusula e pedindo a migração para o outro plano. Recebi a resposta mais absurda do mundo: como o pagamento já havia sido autorizado pelo cartão, eu não poderia mais fazer alteração. Eles esqueceram um detalhe: o serviço só era liberado após o pagamento. Para resumir, me vali da profissão e escrevi à assessoria de imprensa do site, e também enviei uma queixa ao Procon. O que era impossível de ser feito, segundo as primeiras respostas, foi resolvido no mesmo dia! &lt;br /&gt;Esse tipo de atitude é muito comum com o consumidor brasileiro. As empresas tentam de qualquer maneira nos obrigar a aceitar um serviço ou produto que não atendem nossos desejos – depois, dificultam ao máximo nosso acesso a qualquer gerente ou responsável que possa resolver nosso problema. Quando nossa paciência se esgota, das duas uma: ou desistimos e acabamos “engolindo” algo que não queremos, ou vamos ao Procon ou contratamos um advogado e resolvemos a pendência.&lt;br /&gt;Claro que existem empresas sérias e que tratam o cliente com respeito. Mas a maioria ainda acha que, depois de feita a compra, ele não precisa mais ser agradado. O pós-venda ainda é um setor que precisa melhorar muito no Brasil. Porém, para isso, é preciso também que a população faça sua parte: reclame, exija, brigue, mas faça valer seu direito. Afinal, não estamos pedindo um favor, mas sim exigindo a qualidade daquilo que pagamos. E o bom atendimento ao cliente faz parte disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7301845173309806817?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7301845173309806817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7301845173309806817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7301845173309806817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7301845173309806817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/02/bom-atendimento-obrigacao-esquecida.html' title='Bom atendimento - obrigação esquecida'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-7226720407313306157</id><published>2010-01-27T17:20:00.001-02:00</published><updated>2010-01-27T17:20:27.334-02:00</updated><title type='text'>Antes só que do que se iludindo</title><content type='html'>Moramos num País onde mulheres na casa dos 40 anos que não casaram são tachadas de solteironas, mal amadas, ou vistas como pessoas “com problemas”. Acho interessante o conceito de muitos jovens de que, aos 40 anos, se não encontrou um companheiro, azar, pode parar de procurar agora. Estava um dia comentando com uma amiga sobre um homem que havia conhecido e minha sobrinha de 15 anos virou-se espantada e perguntou: “Tia, mas você paquera ainda? Que coisa mais esdrúxula (sim, ela usou essa palavra!)!”. &lt;br /&gt;Na concepção dela, eu estou “velha” para paquerar. Passou dos 35, tem de se resignar a passar o resto da vida sozinha. Não que isso seja um problema, que fique muito claro. Conheço muitas mulheres que optaram pela solteirice e são bem mais resolvidas emocionalmente do que muitas casadas que, a despeito de estarem num péssimo relacionamento, preferem manter a aparência de felicidade. Afinal, “não fiquei para titia”. &lt;br /&gt;Acho interessante esse conceito. Uma mulher que casa duas ou três vezes não tem problemas de relacionamento. “Não deu certo, tem de refazer a vida”. Porém, a mulher que tem relacionamentos estáveis que acabam não dando certo e não oficializam a situação perante a sociedade são problemáticas. Alguma coisa tem de estar errada, afinal, ela não conseguiu um marido! &lt;br /&gt;O fato de talvez ela ter optado por ficar sozinha, ter preferido investir na carreira antes de encontrar um companheiro e ter filhos, enfim, ter decidido que estava melhor sozinha do que mal acompanhada, jamais é levado em conta. &lt;br /&gt;Sei o que estou falando por sentir isso na pele. Muita gente me pergunta quando digo que não casei nem tive filhos: “Nossa, mas por que? Não conseguiu ninguém?” &lt;br /&gt;Consegui, mas pessoas que não se encaixavam em meu estilo de vida. Consegui pessoas que, mesmo eu tendo avisado que jamais teria filhos (por opção) ainda assim acharam que, quando o relacionamento ficasse sério, eu mudaria de ideia. Como isso não acontecia, claro que o namoro acabava. Consegui namorados que não eram aquilo que eu buscava, assim como eu não era o que eles queriam. Acho que, aos 38 anos, tenho o direito de paquerar quem eu quiser e como quiser. Mas o que mais acho importante, acima de tudo, é estar bem mesmo estando sozinha. Porque, para mim, não existe coisa mais triste do que uma mulher achar que está acompanhada, que tem um companheiro, quando na verdade está sozinha na hora das dificuldades. &lt;br /&gt;Namorar, beijar, sair e se divertir é fácil. O difícil é conviver no dia-a-dia. Pode parecer clichê, mas eu ainda acredito que “antes só do que mal acompanhada” é a melhor receita para ser feliz no mundo dos relacionamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-7226720407313306157?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/7226720407313306157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=7226720407313306157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7226720407313306157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/7226720407313306157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/01/antes-so-que-do-que-se-iludindo.html' title='Antes só que do que se iludindo'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6406084191295166511</id><published>2010-01-21T07:01:00.001-02:00</published><updated>2010-01-21T07:01:17.178-02:00</updated><title type='text'>Chegando aos 38!</title><content type='html'>Hoje faço 38 anos. Outro dia estava pensando que não havia feito nada em minha vida... Epa! Pensamento mais tonto... Já morei em 11 cidades, fiz amigos em todas elas, me formei, trabalhei em duas profissões, namorei, pensei em casar, desisti, não quis ter filhos e soube me defender das críticas ao assumir essa posição, tive câncer duas vezes e saí vitoriosa nas duas batalhas, por causa da segunda vez criei um blog, virei exemplo para muita gente, dei entrevistas, ajudo quem me procura, criei outro blog, passei a escrever crônicas e artigos, ganhei muitos admiradores por conta disso, estou planejando um livro, tenho saúde, e me sinto muito bem ao chegar a essa idade. Ufa!!!! Que mais tanto eu queria fazer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6406084191295166511?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6406084191295166511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6406084191295166511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6406084191295166511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6406084191295166511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/01/chegando-aos-38.html' title='Chegando aos 38!'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-2344455699546208230</id><published>2010-01-20T14:02:00.001-02:00</published><updated>2010-01-20T14:02:22.166-02:00</updated><title type='text'>A importância da reputação</title><content type='html'>O título desse artigo com certeza vai chamar a atenção daqueles que me conhecem. Afinal, uma das minhas filosofias de vida se baseia no seguinte pensamento de Bob Marley: “Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles”.&lt;br /&gt;Conheço pessoas que não fazem nada sem se preocupar com a repercussão que isso possa ter perante os outros. Não vão a determinado lugar porque “pode pegar mal”, não usam uma roupa mais decotada “porque vou ficar com fama de vulgar”, afirmam que gostam de coisas que nem curtem “porque fica chato eu dizer para o pessoal que na verdade odeio esse programa”. Acabam adotando atitudes que não condizem com suas filosofias de vida, mas se adaptam perfeitamente ao que chamamos de “boa reputação”.&lt;br /&gt;Mas qual a importância da opinião de pessoas que não fazem parte do nosso círculo real de amigos, família, colegas de trabalho? Quando falo em círculo “real”, estou me referindo àqueles que verdadeiramente contam em nossas vidas. Não estou me referindo à opinião daquele vizinho que, a despeito de mal me conhecer, acha que sou uma “solteirona” que vive na farra. Muito menos a daquela tia que sempre tem uma crítica negativa (e muitas vezes venenosa) a fazer sobre qualquer comportamento que eu adote. E menos ainda a daquele colega de trabalho que mal me cumprimenta e sequer sabe direito meu nome. &lt;br /&gt;E noto que perdemos muito tempo em nossas vidas nos preocupando com a nossa reputação perante pessoas que não fazem a menor diferença – enquanto esquecemos de prestar atenção em atitudes que podem nos desmerecer junto àqueles que nos são importantes. Não nos importamos de sermos muitas vezes rudes com um amigo próximo porque ele conhece o nosso jeito, mas deixamos até de dormir se acharmos que fomos minimamente grosseiros com aquela pessoa venenosa que faz parte da nossa convivência. Porque, no fundo, nos preocupamos com qual a imagem que essa pessoa fará da gente para os outros (que muitas vezes nem conhecemos). &lt;br /&gt;Quando decidi adotar o pensamento de Bob Marley, vi que minha vida melhorou muito. Somente me preocupo se o que penso ou faço vai ofender alguém que me é muito importante. Porque, conforme li em algum lugar que não me recordo agora: “Reputação é aquilo que os homens vão falar na sua sepultura. Caráter é aquilo que os anjos falarão de você a Deus”. Definitivamente, a opinião de Deus é a que mais conta para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-2344455699546208230?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/2344455699546208230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=2344455699546208230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2344455699546208230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/2344455699546208230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/01/importancia-da-reputacao.html' title='A importância da reputação'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-98281778571551207</id><published>2010-01-15T11:45:00.001-02:00</published><updated>2010-01-15T11:45:26.385-02:00</updated><title type='text'>Realidade distorcida</title><content type='html'>Essa semana assisti um pequeno pedaço da novela “Viver a Vida”, coisa que raramente faço porque normalmente minha televisão fica ligada em canais pagos onde sou fissurada por seriados. Manoel Carlos já foi muito criticado por ter mantido a tradição das Helenas, pela escolha do eterno galã José Mayer, e por querer colocar na mesma trama tantos problemas que eles acabam se perdendo no meio do caminho.&lt;br /&gt;Pelo pouco que vi a maior falha dessa novela está exatamente na personagem Luciana, que muita gente vem elogiando como um exemplo para que os tetraplégicos vejam que é possível levar uma vida feliz após um acidente como o dela. Revi na memória todos os casos de problemas graves nas histórias do Maneco e a maioria delas tem um ponto em comum: as tragédias superadas com tanta garra ocorrem sempre com os personagens que têm as melhores condições financeiras. &lt;br /&gt;Em “Páginas da Vida” o tema era a síndrome de Down. A médica Helena, que tinha à disposição empregada, babá e boas escolas adota uma criança com o problema. Tudo parecia muito fácil, exceto o preconceito, claro. Não estou aqui dizendo que ter um filho com síndrome de Down traz menos dificuldades para quem tem dinheiro, mas sou o tipo de pessoa que admite que ele ajuda, e muito, a amenizar problemas graves. &lt;br /&gt;Mesmo caso agora da tetraplégica Luciana. O médico que a acompanha só falta ficar 24 horas do dia na casa dela. Tudo bem que há o interesse romântico, mas mesmo assim, é atenção demais. Aliás, aquele hospital deve ser o desejo de todo profissional de saúde: todo mundo bonito, com os jalecos impecáveis, sempre tomando café. As terapeutas são perfeitas. E, claro, para trazer a garota para casa, basta fazer as adaptações arquitetônicas corretas, que tudo está resolvido. Simples!&lt;br /&gt;Será mesmo? Na vida real, quantas pessoas que ficam tetraplégicas, ou mesmo paraplégicas, têm condição de fazer todas as adaptações exigidas para que a casa se torne um local de fácil locomoção? Quantas podem arcar com os custos de fisioterapia todos os dias para recuperar os movimentos? Quantos médicos se envolvem tão profundamente com a pessoa acidentada?&lt;br /&gt;Acho ótimo que as dificuldades dos cadeirantes sejam mostradas. Porém, acho que seria mais eficaz se Maneco mostrasse situações mais plausíveis com a nossa realidade: os convênios que negam sessões de fisioterapia, as dificuldades de se movimentar numa casa não adaptada para cadeirantes, a verdadeira lentidão da recuperação de quem sofre um acidente como o da personagem. A novela deveria refletir a regra, e não a exceção. Assistindo a um capítulo, me veio a sensação de que tudo parecia simples demais para quem está passando por um problema tão sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-98281778571551207?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/98281778571551207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=98281778571551207&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/98281778571551207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/98281778571551207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/01/realidade-distorcida.html' title='Realidade distorcida'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-5739512970620524876</id><published>2010-01-07T16:43:00.001-02:00</published><updated>2010-01-07T16:43:35.261-02:00</updated><title type='text'>Direitos ocultos</title><content type='html'>Começa hoje no Estado o pagamento de um dos impostos mais absurdos (pelo menos na minha opinião) existentes no País: o IPVA. Quem tem carro sabe o quanto essa taxa pesa todo início de ano e, por mais que a gente não veja o retorno desse dinheiro, somos coagidos a pagar para podermos ter o nosso licenciamento (outra coisa absurda, ter de obter licença ano a ano para trafegar com meu veículo).&lt;br /&gt;Todos os sites estão com notícias sobre o assunto. Seja sobre valores, descontos, como pagar, todo mundo sabe que hoje é dia de quitar esse imposto. Mas achei uma coisa interessante: em nenhum dos sites que visitei ou jornais que li aparece alguma coisa a respeito de quem tem isenção dessa taxa. Nenhuma linha, nenhuma menção ao fato de que existem pessoas que, como eu, podem conseguir esse benefício, ou melhor, direito dado por lei. &lt;br /&gt;Fiquei pensando nessa omissão. Quando se trata de divulgar um novo imposto, temos uma overdose de informação a respeito do assunto em todas as mídias. Entrevistas com economistas sobre o impacto no orçamento doméstico, onde será investido o dinheiro, quanto o governo vai arrecadar, e mil outras vertentes são abordadas o dia todo, até o início do pagamento do novo tributo. &lt;br /&gt;Por outro lado, quantos sabem que mulheres que sofreram a retirada de gânglios das axilas por causa do câncer de mama têm direito à isenção do IPVA? Eu mesma somente fiquei sabendo quando fiquei doente e, após estar curada, fui atrás de documentação. Quando entrei com o pedido por estar apresentando problemas no braço, fui atendida por um médico que achou “frescura” o que eu tinha, mas concedeu o “benefício” dizendo que não ia contrariar os laudos emitidos pelo meu mastologista e minha fisioterapeuta. Fiquei pensando depois: se eu realmente não tinha direito, como ele afirmou nas entrelinhas, por que assinou a documentação? &lt;br /&gt;E pude comprovar na pele uma coisa mais absurda que tudo nesse País tão cheio de absurdos: quando temos de cumprir um dever, como o pagamento de impostos, não há nenhum obstáculo. Quando temos um direito, temos de passar por todo tipo de empecilho burocrático para obtê-lo. &lt;br /&gt;As leis que nos dão esses direitos são muito claras. Ainda assim, encontramos muitos funcionários que parecem sentir prazer em dificultar a obtenção desses benefícios. Tive de pagar novamente pelos laudos médicos, porque eles foram preenchidos de maneira inadequada, fui obrigada a fazer sete aulas de direção sem a menor necessidade, mas consegui as isenções às quais tenho direito por ter ficado com problemas no braço após minha doença. Deu trabalho, mas valeu a pena. Pena que a imprensa não divulgue tanto esses direitos, mas dedique enorme espaço aos nossos deveres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-5739512970620524876?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/5739512970620524876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=5739512970620524876&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5739512970620524876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/5739512970620524876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2010/01/direitos-ocultos.html' title='Direitos ocultos'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-193685427285706354</id><published>2009-12-31T11:53:00.001-02:00</published><updated>2009-12-31T11:53:14.847-02:00</updated><title type='text'>Milhões de sonhos para 2010</title><content type='html'>E 2009 se acabou. Ao escrever este artigo, estou vivendo as últimas horas do ano e na expectativa de que 2010 seja melhor que os meses que se passaram. Não que eu tenha motivos em excesso para reclamar, até muito pelo contrário, tenho mais a agradecer e comemorar, mas sempre esperamos que um novo ano nos traga mais ânimo e esperança para realizarmos planos deixados para trás. &lt;br /&gt;E, claro, estou na expectativa do sorteio da Mega Sena da Virada. Assim como eu, milhões de brasileiros com certeza vão acompanhar com ansiedade o sorteio daquele que está sendo considerado o maior prêmio da história. Difícil até imaginar o que fazer com tanto dinheiro. Para se ter uma ideia, com os R$ 140 milhões, um ganhador pode ter uma renda mensal de R$ 700 mil mensais aplicando na caderneta de poupança ou comprar 5,6 mil carros populares. &lt;br /&gt;O sonho de melhorar de vida com a Mega Sena se junta à esperança de algo melhor nesse ano que acaba de se iniciar. São também milhões de sonhos, desde os mais absurdos até os mais simples, como casar, ter filhos, conseguir um emprego, comprar um carro melhor.&lt;br /&gt;E junto com nossos desejos vêm nossas promessas. Parar de fumar, emagrecer, mudar de emprego, arrumar um namorado, casar, retomar alguma amizade perdida, ser mais solidário, fazer voluntariado, não brigar mais com ninguém, ter mais bom humor... São mil promessas que fazemos na esperança de que vamos cumpri-las. O começo do ano é mestre em tirar da gente os melhores instintos. &lt;br /&gt;Os sonhos da Mega Sena podem ser conseguidos com sorte. Afinal, são milhões apostando e acreditando que vão ganhar. Mas, para cumprir nossas promessas, o mais importante é ter força de vontade. Ou melhor, muita força de vontade, dependendo do que foi prometido. E essa força de vontade surge no dia-a-dia, quando nossos obstáculos surgem e vamos desviando ou destruindo-os com a força que caracteriza os vencedores. &lt;br /&gt;Também já fiz mil promessas e mil vezes desisti no meio do caminho. Porém, uma coisa eu me proponho a cada fim de ano: ser uma pessoa melhor. Não falo em ser perfeita, falo em tentar, a cada dia que passa, ser melhor para as pessoas que convivem comigo e para o mundo em que eu vivo. Posso dizer que é um exercício bastante difícil, até porque tenho mil defeitos, mas vale muito a pena. E gostaria que mais pessoas tentassem agir assim: melhorar sempre, a cada ano que passa. &lt;br /&gt;Que 2010 seja um ano em que todos reflitam e, antes de prometerem perder mil quilos ou parar de fumar, prometam ser pessoas melhores para que o mundo também seja melhor. Que venha um novo cheio de amor nos corações de todos! &lt;br /&gt;Ah! Talvez, quando lerem essas linhas... eu seja uma nova milionária da Mega Sena!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-193685427285706354?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/193685427285706354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=193685427285706354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/193685427285706354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/193685427285706354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/12/milhoes-de-sonhos-para-2010.html' title='Milhões de sonhos para 2010'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-753925918618492857</id><published>2009-12-26T11:45:00.001-02:00</published><updated>2009-12-26T11:47:01.209-02:00</updated><title type='text'>Uma bela história de amor</title><content type='html'>Era para ter postado ontem... mas tá valendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é Natal e nada melhor que esse dia para falar sobre o amor, esse sentimento tão belo que parece atingir seu ápice nesta data, quando as famílias do mundo todo se reúnem para celebrar o nascimento de Cristo, trocar presentes e rever entes queridos. Não pretendo aqui falar do amor de Jesus, mas sim de um amor terreno e muito bonito entre duas pessoas que esperou 17 anos para ser unido. Uma bela história de amor, que tive a honra de acompanhar e ver, no sábado passado, a sua concretização em uma linda cerimônia de casamento.&lt;br /&gt;Luciana e André se conheceram quando ela tinha 13 e ele 17 anos. Desde o primeiro momento em que se viram, ambos começaram a se amar. Porém, naquela época, achavam que o que os unia era uma bela amizade, solidificada principalmente pela religião, já que ambos são católicos praticantes. E, o que poderia ser um grande amor, foi deixado de lado. &lt;br /&gt;Foram precisos 17 anos para que eles vissem que se amavam. Durante esse período, Luciana casou, se separou, divorciou, e entrou com um pedido na Igreja Católica para que seu casamento fosse anulado. André abraçou a vida religiosa, virou padre, celebrava missas e tudo indicava que jamais sairia desse caminho. &lt;br /&gt;Eu acredito que o amor vence tudo. Ele vence doenças, vence tristezas, vence até mesmo a morte, pois quando somos amados, mesmo com a partida da pessoa querida, conseguimos superar essa perda ao lembrarmos o amor existente entre nós. E, nesse caso, o amor venceu muitos obstáculos. O principal deles foi, é claro, a renúncia de André à vida religiosa. E, para quem não o conhece, que fique claro: ele abandonou a batina, e não sua fé em Deus. Muito pelo contrário: essa fé se mantém cada vez mais forte, para ambos, por concretizarem seu amor. &lt;br /&gt;O casamento dos dois foi a cerimônia mais bonita que já vi em minha vida. O que seria apenas um evento civil teve a bênção de três padres que, sem paramentos e nem desrespeito à Igreja, apenas falaram belas palavras sobre a importância do amor que uniu aquele casal. Mesmo sem o ritual católico, acredito que todos os presentes sentiram-se abençoados com as palavras ditas pelos três religiosos e com a energia amorosa que emanava do casal. &lt;br /&gt;Sábado passado eu mais uma vez tive o privilégio de vivenciar o verdadeiro amor. Aquele que vence barreiras e une as pessoas. Aquele que Jesus pregou quando esteve entre nós, e que muitas vezes esquecemos de colocar em nossos corações. E que hoje, quando mais uma vez comemoramos o seu nascimento, esse amor realmente surja em nossos corações com toda força. Porque esse amor é que traz a felicidade, e todos merecemos ser felizes. Feliz Natal a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-753925918618492857?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/753925918618492857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=753925918618492857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/753925918618492857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/753925918618492857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/12/era-para-ter-postado-ontem.html' title='Uma bela história de amor'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-6638621814209949398</id><published>2009-12-18T10:21:00.000-02:00</published><updated>2009-12-18T10:22:06.345-02:00</updated><title type='text'>Espírito de gastar</title><content type='html'>Chegamos mais uma vez ao fim do ano e todo mundo já começa a falar no famoso “espírito natalino”, em confraternização, amor, paz, companheirismo, perdão... Em todos os sentimentos bonitos que deveria haver em nossos corações durante o ano todo, mas que parecem ficar submersos em algumas pessoas e surgir com toda força apenas nessa época.&lt;br /&gt;Observando o centro e o shopping essa semana, vi a multidão de gente dentro das lojas comprando presentes para a família toda, amigos, conhecidos, a manicure, a empregada, e quem mais for merecedor de um agrado especial. Cheguei a uma conclusão engraçada: na verdade, o que toma conta da gente nessa época do ano é o espírito de gastar. Seja com a gente mesmo, seja com o outro, parece que esperamos as festas de fim de ano chegar para justificarmos nosso desejo de consumir sem freios. &lt;br /&gt;Claro que o reforço do décimo terceiro ajuda (e muito) para que esse espírito aflore com bastante força. Ao invés de guardar o dinheiro extra ou quitar dívidas, a maioria prefere investir em presentes para todo mundo. E não importa se o presente é caro ou apenas uma lembrancinha, o que vale é o prazer de ver a pessoa agradada com um largo sorriso no rosto quando abre o pacote. &lt;br /&gt;Como consumista assumida que sou, digo que gastar realmente dá prazer. Esta semana fui comprar os presentes dos meus pais e jurei a mim mesma que só gastaria com eles, e mais ninguém. Em menos de duas horas no shopping, acabei comprando os deles e mais dois pares de sapatos (meu vício), com a justificativa de que “trabalho muito e mereço um agrado”. &lt;br /&gt;Escolher os presentes também dá muito prazer. Ficar pensando naquilo que vai surpreender, tentar sair do lugar comum, imaginar o que pode agradar a pessoa presenteada e ficar na expectativa até a entrega do mimo traz uma sensação gostosa. Afinal, quem não fica feliz ao perceber que uma pequena lembrança traz alegria a uma pessoa querida?&lt;br /&gt;Mas é uma pena que somente nesta época o espírito de presentear aflore com toda força. Sempre esperamos uma ocasião especial para dar agradar aqueles a quem amamos. E esses, por sua vez, também esperam apenas receber presentes em datas especiais, como o Natal ou aniversário. &lt;br /&gt;Talvez devêssemos deixar que o “espírito de gastar” tomasse conta de nós mais vezes durante o ano. Não estou sugerindo a todo mundo que se endivide, mas que não deixe passar a chance de mostrar o quanto gostamos de alguém quando podemos. E não estou falando apenas de gastar dinheiro, mas sim de esbanjar amor, paz, companheirismo, perdão, em todos os meses do ano. Não precisamos esperar o Natal para sermos generosos. A receptividade a esse tipo de sentimento está em alta todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-6638621814209949398?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/6638621814209949398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=6638621814209949398&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6638621814209949398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/6638621814209949398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/12/espirito-de-gastar.html' title='Espírito de gastar'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-8504137632022160051</id><published>2009-12-10T11:13:00.001-02:00</published><updated>2009-12-10T11:13:34.930-02:00</updated><title type='text'>Dois pesos, duas medidas</title><content type='html'>Se tem algo que me deixa profundamente irritada são as pessoas “dois pesos, duas medidas”. Estou falando daqueles que mudam de opinião conforme a situação, ou de acordo com a pessoa de quem se está falando. Eles preferem sempre estar em cima do muro ou, pior, mudam de conceitos quando podem ver uma vantagem em cima disso.&lt;br /&gt;Uma vez estava num bar com umas amigas e uma delas estava saindo com um cara que namorava. Até aí, problema dela, e não meu. De repente entra uma garota que estava saindo com o namorado de uma amiga nossa. Todo mundo começou a criticar essa outra menina: que ela era uma vagabunda, uma “piranha”, que onde já se viu, e por aí afora. Nesse ponto eu falei: “Desculpem, mas a nossa amiga aqui também sai com um cara que namora. Qual a diferença entre elas duas?”. Óbvio que se criou um mal estar, mas uma delas prontamente respondeu: “Mas é outra situação. O namoro desse cara está péssimo, e o da nossa amiga está bem.” Se estava bem mesmo, acredito que ele não sairia com outra pessoa. Vi então que nem adiantava discutir: enquanto a “amante” era nossa amiga, havia justificativa; quando a traída era nossa amiga, a “outra” era vagabunda.&lt;br /&gt;E vejo diariamente comportamentos assim. Quando eu atraso, é desconsideração; quando o atraso é do outro, qual o problema? Quando eu erro, é falta de vontade de fazer bem feito, quando o outro erra, é porque todo mundo é passível de erros. Quando digo “eu” quero dizer qualquer pessoa que passe pelas mesmas situações e se sinta incomodado com isso.&lt;br /&gt;A frase que mais ouço nesses casos de “dois pesos e duas medidas” é a seguinte: “você tem de entender o outro”. Concordo, mas por que sempre a gente que tem de entender o outro? Por que o outro não tem de nos entender? Porque o erro dos outros é sempre menor do que o nosso? &lt;br /&gt;Sou considerada radical por muitos amigos porque meu posicionamento sempre é o mesmo em relação a muitos assuntos. Se acho algo errado, acho errado para mim, meus pais, minha família, meus amigos, meus colegas de trabalho. Não costumo achar um comportamento errado de acordo com quem está cometendo o erro. &lt;br /&gt;Mas sempre fico espantada em ver que ter princípios e segui-los é considerado radicalismo. Manter as opiniões, independente do que ou quem esteja sendo julgado, é ser oito ou oitenta. Prefiro ser chamada de radical a mudar meus pensamentos a cada dia. Para muitos, trocar de posicionamento conforme interesses pessoais é ser “ponderado”. Para mim, nesse caso, ser ponderado é não ter opinião própria e ser fraco. E fraqueza não combina com caráter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-8504137632022160051?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/8504137632022160051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=8504137632022160051&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8504137632022160051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/8504137632022160051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/12/dois-pesos-duas-medidas.html' title='Dois pesos, duas medidas'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-516203228591609906</id><published>2009-11-28T12:02:00.001-02:00</published><updated>2009-11-29T00:18:20.865-02:00</updated><title type='text'>Emoções que vivi... chorando e sorrindo!</title><content type='html'>“São tantas emoções”. E são mesmo. Ontem realizei um sonho: fui ao show de 50 anos de carreira do Roberto Carlos. Não nego que sou fã do Rei, adoro suas músicas, principalmente as das décadas de 70 e 80 quando, mesmo criança, já ouvia e ficava encantada com as letras que hoje vejo que não entendia nada em suas mensagens subliminares. &lt;br /&gt;Mal a orquestra iniciou os primeiros acordes de “Emoções”, não me segurei e comecei a chorar. Tanta emoção assim por causa do Rei? Também, mas todo um contexto fez passar um filme em minha cabeça: estava realizando um sonho antigo, e pensando em quantos obstáculos em minha vida eu havia superado e que, há poucos mais de um ano, eu não tinha certeza se teria condições físicas para assistir um espetáculo desses. &lt;br /&gt;E Roberto Carlos vale o que significa. Maior prova estava na mistura do público: adolescentes em meio aos sessentões, todos juntos cantando os sucessos antigos da Rei. Um grito de “lindo” às vezes se destacava na multidão, vindo de alguma mulher mais entusiasmada com aquele senhor de 68 anos que tão bem soube (e ainda sabe), em suas mais de 500 composições, cantar o amor, a mulher, a família, e até mesmo a fé, característica sua famosa por seu catolicismo devoto. &lt;br /&gt;A sincronização entre seus gestos e as imagens do telão impressionava pelo profissionalismo de sua equipe. A orquestra, que sempre merece um destaque carinhoso em seus espetáculos, mostra em cada música porque o acompanha há tantos anos. E Roberto conversa com a plateia como se estivesse compartilhando segredos com um velho amigo. &lt;br /&gt;Difícil descrever qual seria o ápice do show. A própria entrada dele já emana uma energia que contagia e faz arrepiar. Para as mulheres, o sonho de pegar uma rosa começa a se materializar quando os seguranças saem das laterais do palco, deixando o vão existente entre as primeiras mesas e o cantor livre para que elas se posicionem. As mãos estendidas, elas esperam uma das cerca de 200 flores, entre vermelhas e brancas, que ele carinhosamente beija e atira à multidão, ou coloca na mão de uma felizarda. &lt;br /&gt;Para finalizar: como imprensa, fiquei num camarote longe do palco, e nem em sonho poderia estar na multidão para disputar uma das rosas. Na saída, ao chegar ao carro da reportagem, encontro a americanense e fã do Rei Eliane Corral, uma privilegiada que conseguiu duas flores. Ao ver isso, brinquei que ela deveria me dar uma pétala. “Não, eu vou te dar uma rosa. Pode escolher”. Escolhi a branca. Foi emoção demais, entre “tantas emoções” de uma noite inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-516203228591609906?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/516203228591609906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=516203228591609906&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/516203228591609906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/516203228591609906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/11/emocoes-que-vivi-chorando-e-sorrindo.html' title='Emoções que vivi... chorando e sorrindo!'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-707361645369731960</id><published>2009-11-26T11:41:00.000-02:00</published><updated>2009-11-26T11:42:06.479-02:00</updated><title type='text'>Nada é tão ruim...</title><content type='html'>... que não possa melhorar. Sim, a verdade é essa. Estamos acostumados a ouvir que “nada é tão ruim que não possa piorar”. E tem momentos em nossas vidas em que isso parece a mais pura verdade, quando muitas coisas começam a dar errado ao mesmo tempo, e a cada dia que passa uma novidade negativa mina nossa vontade de reagir. &lt;br /&gt;E não reagir é muito, mas muito mais fácil, do que buscar uma saída para o que nos incomoda. É mais cômodo ficar reclamando, estressado, estressando todo mundo em volta, do que levantar a cabeça e dizer: sou mais forte que isso. Fico muitas vezes nisso, e tenho consciência de que a pessoa mais atingida por esse comportamento sou eu mesma. &lt;br /&gt;O mais interessante é perceber que, quando uma fase ruim se inicia em nossa vida, nada parece mais ser legal. Se o relacionamento amoroso vai mal, o trabalho passa a ser um sacrifício, o convívio com os amigos uma tortura, as reuniões familiares um tédio. Se o problema é no trabalho, saímos da sala para sentar em outro lugar e falar sobre isso, trazendo muitas vezes para a mesa do bar aquilo que devíamos ter deixado para trás quando batemos o cartão de ponto. Se o stress é familiar, ao invés de darmos um tempo dos encontros rotineiros, vamos a eles já nervosos ante à perspectiva de um fim de semana estragado. &lt;br /&gt;Deixamos de perceber que existem muitas coisas boas acontecendo ao nosso redor. Um bate papo descontraído com os amigos não merece mais nossa atenção, nem aquele momento de carinho com a pessoa amada. E ficamos reclamando, reclamando, reclamando, sem parar, mas sem também mudar. &lt;br /&gt;Mas chega o momento em que a luz da razão acende e, quando isso ocorre, temos de decidir entre continuar reclamando ou sair desse ciclo. Sair da posição cômoda de vítima das situações e entrar no papel de senhor delas é difícil. E falo que é difícil para todo mundo. Vemos aquelas pessoas que parecem não ter medo de nada que é desconhecido e pensamos: como elas conseguem?&lt;br /&gt;Pois essas pessoas têm medo sim, e tanto quanto a gente. Medo da mudança, das consequências de se arriscar em um novo futuro, de se deixar para trás aquilo tudo ao qual nos apegamos e acostumamos quando temos a vida aparentemente organizada. A diferença é que esses corajosos veem o medo não como um inimigo indestrutível, mas como um desafio que pode ser vencido. &lt;br /&gt;Reclamar faz parte da vida. Achar que tudo está dando errado também. Mas o que não faz parte, e nem deve nos dominar, é a posição de acomodados que tão bem nos serve quando pensamos nos riscos que temos de correr. Para isso, temos sempre ao nosso lado pessoas mostrando que vale a pena arriscar. Basta seguir o bom exemplo. Afinal, para ser o coitadinho, há muita concorrência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-707361645369731960?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/707361645369731960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=707361645369731960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/707361645369731960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/707361645369731960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/11/nada-e-tao-ruim.html' title='Nada é tão ruim...'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-9142503214527764803</id><published>2009-11-18T09:51:00.000-02:00</published><updated>2009-11-18T09:52:02.012-02:00</updated><title type='text'>O ápice da vulgaridade</title><content type='html'>Essa semana estava indo trabalhar e liguei o rádio para me distrair. Gosto de ouvir a Jovem Pan e por acaso estava no horário do Pânico. Peguei a entrevista pelo meio e ouvi umas garotas de um grupo de techno brega (o que é isso?) chamado As Apimentadas falando sobre sua “carreira”.&lt;br /&gt;Sem falso moralismo, achei que o que estava ouvindo era o ápice da vulgaridade. A música de lançamento das moças chama “Melô da Cadelinha” e a letra é o maior hino que vi até hoje à submissão e humilhação de uma mulher. Pode até ter gente que vá ouvir e achar que no fundo, no fundo, toda mulher gosta mesmo de ser uma cadelinha, mas aí vai da concepção que cada um tem de si e do respeito que busca perante os outros.&lt;br /&gt;Para melhorar, o clip das garotas foi feito em pleno Centro de São Paulo, com todas nuas. E a ideia nem é original, porque um grupo na França já fez a mesma coisa! Com uma diferença: lá, não houve tumulto por causa das mulheres sem roupa na rua. Aliás, achei isso até interessante, porque no Brasil, onde andar quase sem roupa é visto com naturalidade, nos últimos tempos temos visto que os homens não sabem mais se comportar quando se defrontam com uma mulher nua.&lt;br /&gt;E o melhor era o tom da entrevista. Porque, no fundo, elas sabem que estão na onda da vulgaridade. Sabem que a música é vulgar, que o clip é vulgar, que a maneira como se comportam é vulgar. Mas querem justificar dizendo que estão buscando um espaço para um grupo “sensual”, com um toque diferente... O pessoal do Pânico chorava de rir durante a entrevista. Será que elas não percebiam realmente o quanto estavam sendo ridicularizadas todo o tempo do programa?&lt;br /&gt;Fiquei mesmo pasma com tudo que ouvi. E mais pasma ainda fico em ver o quanto de espaço esse tipo de mulher tem na mídia. São os famosos exemplos de celebridades instantâneas tão comuns nos dias atuais: fazem uma música, aparecem em vários programas de televisão, posam nuas em revistas de grande circulação... e somem. Mas deixam aí a mensagem para muitas garotas: usem o corpo o quanto puderem, e esqueçam estudo, isso é para os otários. Uma pena que muitas ainda ouçam esse tipo de conselho, em alguns casos até mesmo incentivadas pelos pais.&lt;br /&gt;Vamos ver quanto tempo o “Melô” estará em alta. Meu consolo é saber que esse tipo de lixo (porque é realmente um lixo) acaba logo sendo esquecido, e substituído por outra música tão ou mais vulgar, que logo some, e vem outra, e assim sucessivamente. Uma vergonha para um País onde nomes como Tom Jobim e Chico Buarque nos mostram que a poesia, para ser bonita, não precisa de vulgaridade nem da ausência de roupas. Precisa apenas de sensibilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-9142503214527764803?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/9142503214527764803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=9142503214527764803&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/9142503214527764803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/9142503214527764803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/11/o-apice-da-vulgaridade.html' title='O ápice da vulgaridade'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-975175778287747343</id><published>2009-11-09T21:03:00.001-02:00</published><updated>2009-11-12T17:51:30.955-02:00</updated><title type='text'>Um caos longe de terminar</title><content type='html'>O Brasil ficou chocado, há pouco mais de um mês, com a notícia de que um jovem de 17 anos, portador de problemas mentais, teve todos os seus dentes arrancados por um dentista, quando a indicação era de apenas duas extrações. Essa semana, para mais espanto de todos, foi divulgado que este seria o terceiro caso em que o dentista Wilson Oliveira Santos, de Brasília, havia realizado o mesmo procedimento, sem a menor necessidade. Detalhe que deixa a história mais absurda: os outros pacientes também teriam retardo mental.&lt;br /&gt;O caos na saúde pública é notório e, desde que me entendo por gente, faz parte das notícias cotidianas de todos os órgãos de imprensa, seja em âmbito local quanto nacional. O que os casos acima trazem à tona, mais uma vez, é o desrespeito de alguns profissionais de saúde com aqueles menos favorecidos tanto financeiramente quanto em termos de educação.&lt;br /&gt;E esse desrespeito é visto em todas as áreas. É o dentista que arranca todos os dentes sem necessidade, o médico que não explica de maneira simples os sintomas de uma doença ao paciente, o enfermeiro que não tem paciência quando o doente tem medo de uma injeção ou de algum procedimento. Uma situação que ainda está longe de terminar porque, infelizmente, as pessoas acabam aceitando esse comportamento sem questionar ou então achando que, “como é de graça”, é assim mesmo. Na verdade, elas esquecem que o serviço público não é feito de graça: ele é cobrado através de impostos muito bem pagos pela população.&lt;br /&gt;Mas, nesse meio tão cruel com o povo, vemos alguns profissionais de saúde que merecem nosso aplauso e respeito. Quando estive em tratamento no ano passado, fazia quimioterapia no Centro do Câncer Francisco Cunha Filho, em Piracicaba. Cito nome completo porque, a despeito do que se diga da saúde pública, aquele local é um oásis cheio de boa vontade no meio de um deserto.&lt;br /&gt;A paciência, o respeito, o carinho e o amor que todos os profissionais do Centro dedicavam aos pacientes era impressionante. E isso valia para todo mundo: quem tinha convênio e quem era do SUS. Nunca fui passada na frente de outra pessoa, nem vi aquelas enfermeiras perderem a paciência um segundo sequer com alguém que se recusava a fazer a quimio. Com carinho, elas convenciam o paciente da necessidade do tratamento. E esse carinho era observado também nos médicos que, apesar de lidarem com o sofrimento e a perspectiva de morte no dia-a-dia, não deixavam de trazer a todos a esperança.&lt;br /&gt;Talvez isso esteja faltando em nossos profissionais que lidam com os menos favorecidos: carinho e paciência. Tratar de quem conhece seus problemas de saúde é fácil, mas atender a quem necessita não somente da Medicina, mas de conhecimento, pode ser mais trabalhoso. Esse é o verdadeiro desafio aos profissionais da saúde hoje: saber unir esse dois mundos, dando a eles o seu merecido respeito. Enquanto isso não acontecer, o caos que hoje conhecemos estará longe de terminar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-975175778287747343?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/975175778287747343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=975175778287747343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/975175778287747343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/975175778287747343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/11/um-caos-longe-de-terminar.html' title='Um caos longe de terminar'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7223786277756361150.post-3899061070687400342</id><published>2009-11-04T11:55:00.002-02:00</published><updated>2009-11-04T12:02:01.913-02:00</updated><title type='text'>O ócio bem aproveitado</title><content type='html'>Feriados prolongados são ótimos para a gente descansar, viajar, visitar amigos, passear, inventar mil programas. Pelo menos essa é a concepção que muita gente tem quando se programa para aproveitar os dias de folga. Enfrentar horas de trânsito, ficar numa casa de praia cheia de gente e encarar lugares turísticos lotados parece ser um prazer para quem espera com ansiedade todos os feriados do ano.&lt;br /&gt;Sou diferente. Feriado, para mim, é a chance de descansar do dia-a-dia. Posso até viajar, mas com certeza não é para nenhum lugar lotado em que o pedido de uma cerveja vai demorar meia hora para ser atendido. Esse feriado, assim como muitos outros, passei em casa lendo, assistindo filmes e seriados, batendo papo com amigos do MSN, enfim, realmente descansando.&lt;br /&gt;Ontem um amigo me perguntou o que eu havia feito e, quando descrevi meus dias, veio a exclamação:&lt;br /&gt;- Mas então você não fez nada?&lt;br /&gt;Achei interessante a colocação dele. Assistir oito filmes (que normalmente não tenho tempo de fazer por causa da correria rotineira), ler livros que estavam esperando a chance de serem abertos e conversar com pessoas que nunca encontro online porque temos horários diferentes, na concepção desse amigo, é não fazer nada. Ele havia ido para praia, enfrentado um congestionamento, demorado cinco horas (num trajeto que normalmente levaria três), ficado numa casa com sei lá mais quantas pessoas (pelas fotos parece um acampamento de guerra), feito o caminho de volta em seis horas, e disse que estava morto, mas que havia valido a pena. “Ah, eu realmente aproveitei a minha folga!”&lt;br /&gt;Aí me vem aquela reflexão clichê sobre a natureza humana. O que para ele havia sido um programa ótimo, para mim seria um inferno na terra, já que eu não gosto de praia, nem de calor, e muito menos de me amontoar em uma casa e dormir mal acomodada. Esse é meu jeito. Mas não critico quem goste desse tipo de programa.&lt;br /&gt;Fico espantada em ver que as pessoas acham que um fim de semana passado em casa, sem fazer nada, é desperdiçado. A necessidade de sempre haver uma programação causa até mesmo um stress. Vejo amigos que se angustiam se, chegando a quinta-feira, ainda não têm nada planejado para o fim de semana todo. Quando é feriado então, se não há viagem marcada ou algo do gênero, o stress fica maior ainda. Já cheguei a escutar alguns falarem que, para ficar em casa, preferiam estar trabalhando. Assim, se não dá para cansar na estrada, o feriado não tem graça. Aproveitar o tempo de outra maneira está fora de cogitação.&lt;br /&gt;Acredito que o ócio bem aproveitado também traz descanso à mente. Apesar de não ter saído de casa, viajei por mundos diferentes através dos livros que li e filmes que assisti. Voltei renovada ao trabalho, descansada e, principalmente, enriquecida em conhecimento. Pode ser que, para muitos, eu tenha desperdiçado dias que seriam mais aproveitados em uma viagem. Para mim, a viagem interior foi perfeita e me fez bem. Com um adicional: não enfrentei um trânsito de horas para chegar em minha casa. A minha mente foi minha estrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7223786277756361150-3899061070687400342?l=entreumasemuitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/feeds/3899061070687400342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7223786277756361150&amp;postID=3899061070687400342&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3899061070687400342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7223786277756361150/posts/default/3899061070687400342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreumasemuitas.blogspot.com/2009/11/o-ocio-bem-aproveitado.html' title='O ócio bem aproveitado'/><author><name>Déa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08436635693602188564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OVS0CjxdgKM/TMbG7qHSUVI/AAAAAAAAACU/6WOwJMa3o9A/S220/Vento.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
